29fevereiro2016

[Resenha] Panlásia – Janaina Alves

Sinopse
Um Reino onde nada é o que parece ser. Onde a paz foi conquistada à base
de medo e muito sofrimento. Um lugar em que a harmonia não passa de
fachada para esconder aqueles que realmente sofrem. Habitantes punidos
por descenderem daqueles que foram considerados os vilões de uma guerra
em que paz nunca foi o verdadeiro prêmio. Uma história em que o
desentendimento de duas irmãs resulta na morte daquele que sustentava a
ludibriosa paz, o grande Rei de todo um Reino.

A filha mais velha é responsável pela morte do pai, com a intenção
de se vingar da irmã, aquela que um dia lhe tirou o que lhe era mais
precioso. Agora, ela precisa do poder da Coroa, o único capaz de trazer
novamente à sua vida aquilo que mais ama.

A filha mais nova, após ser acusada da morte do próprio pai, é
banida do Reino, jogada sem remorsos na Cidade da Traição, lar daqueles
que cometeram os maiores crimes contra a Coroa. Lugar conhecido por
punir com a tortura eterna esses traidores.

Quando as máscaras começam a cair, a verdade é finalmente revelada.
Um ódio descomunal entre duas irmãs, nascido de uma relação repleta de
amor. Um lugar de traições e torturas revela-se o único lugar onde uma
princesa pode descobrir o que é o amor, o que é ser parte de uma
família. Entre estranhos é que ela encontra dentro de si a força para
fazer o que é certo, para tirar a Coroa daquela que um dia tanto amou,
mas que a puniu além do que qualquer pessoa mereceria.
Onde comprar?
Amazon e-book | Clube dos Autores 

Minha opinião:

Panlásia traz aos leitores um cenário instigante. Na Cidade Mãe, o palácio real era a construção mais antiga e imponente de todos os reinos, rodeada pelas cidades irmãs e pela cidade da traição, onde dizia a lenda, aquele que fosse banido para lá, viveria um caos e sofrimento eterno.

Nos corredores do palácio, Lavínia, filha mais velha do Rei Estevam, conjeturava contra os seus, sabia que tinha por nascimento o direito de reinar, mas seu pai poderia escolher Sara , e uma vez escolhida naquela noite, seus destinos estariam traçados para sempre.
Com seu fiel súdito, ela planeja a morte do pai, antes do anúncio real, assim, herda o trono por nascimento, para piorar a situação, acusa Sarah que sempre o servia, de tê-lo envenenado, sua irmã então, é banida para a cidade da traição.
Coroada rainha, Lavínia não perde tempo com os negócios, quer algo que ninguém imagina, nós leitores tentamos a todo custo adivinhar juntamente com seus conselheiros que segredo sombrio a rainha esconde, por que investe tanto nos experimentos científicos?
Sara é socorrida por desconhecidos, estariam eles na Cidade da Traição? O que era Beller? Seu mundo vira de ponta cabeça quando a princesa banida descobre que nada daquilo que acreditou a sua vida inteira era verdade. Sofrimento, miséria, sobrevivência. A princesa precisa recomeçar.
“Sara sentia-se enjoada cada vez que li aquele diário, mas forçava-se a conhecer a verdade sobre o seu passado. Beller não passava de um depósito para aqueles de quem os seus antecessores quiseram se livrar, e sua irmã parecia estar fazendo exatamente o mesmo uso daquele lugar, apesar de com bem menos cautela.”
Reviravoltas, amores há muito tempo esquecidos e uma nova vida para recomeçar, poderá Sara deixar tudo para trás e seguir em frente? Deverão voltar a Panlásia e enfrentar seus destinos? Com Daniel ao seu lado, ela não tem medo de ir muito mais além.
Este livro é instigante, envolvente e cheio de emoções! Muito bem escrito, diagramado e revisado. Fiquei totalmente encantada por conhecer mais um talento da literatura nacional, que me envolveu com essa escrita repleta de sensibilidade e desenvoltura. Diferente de tudo que já li, a leitura foi arrebatadora!
Não posso deixar de recomendar o livro, que vai agradar todos os públicos, especialmente aqueles que são apaixonados por uma história bem estruturada.

Ficha Técnica
Formato: eBook Kindle
Tamanho do arquivo: 4216 KB
Número de páginas: 270 páginas

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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22fevereiro2016

[Resenha] Muito Veneno e um pouco de lirismo – Leandro Andreo

Sinopse
Com uma poesia castamente lírica e pavimentando uma forma conscientemente elaborada – tendo como matriz a tradição poética e retórica, contudo, não limitando seu notório impulso criativo e definitivamente se distanciando da mácula estética do anacronismo, Leandro Andreo articula a poíesis desta obra intitulada MUITO VENENO, POUCO LIRISMO – se posicionando opostamente aos modismos estilísticos contemporâneos, o poeta emancipa esta obra reflexivamente lírica, majoritariamente direcionada numa labuta rítmica por entre a temática do amor, porem um amor que não é ingênuo, transitando pelos saberes secularizados dos clássicos, no apreender e dispor sensivelmente musical dos sintagmas, sem comprometer seu discurso que se desdobra por vezes pela lente crítica da arte contemporânea, ressonante certamente como a conjugada extensão reflexiva do diâmetro contemplativo presenciado no público que a materializa, se firmando definitivamente na oposição dos modismos poéticos.

Onde Comprar?
Editora Kazuá

Minha Opinião:

Conheço o estilo do autor Leandro Andreo, porque tive a oportunidade de fazer a leitura crítica de suas obras, mas confesso que quando tenho a oportunidade de reler no formato impresso, a leitura torna-se uma nova surpresa para mim. Foi assim com Ivvi, e não foi diferente com Muito veneno e um pouco de lirismo.

Nesta obra, o autor utiliza sutilmente em seus versos de muito veneno, não literalmente é claro, para criticar a poesia moderna que nada exige do poeta, sem métrica, sem rima, a poesia perde a maior parte do seu encanto.

“Nesse texto emaranhado,
Pelas vírgulas tomado
Que abusa do travessão
Não existe alinhamento
Que resolva o sofrimento
De um poema sem refrão.

Ainda há tempo! Há tempo
De salvarmos os tercetos
Da temível extinção.

E cuidemos que os quartetos
Prefaciem os sonetos,
Fulgurando satisfeitos
Pela versificação.”

Com maestria, desenvoltura e uma crítica feroz, este livro devora a poesia moderna, o autor sem delongas questiona “Por que não fazem poema como antes?”, com redondilhas, maiores e menores, tercetos, quartetos, quintetos, sextetos. A poesia que encanta e que envolve, está em extinção. Versos sem rimas, não existe mais padrão, e essa poesia modernista incomoda, perturba e leva embora o legado dos poetas, outrora conhecidos como amantes, por versificar palavras de amor. Ainda em versos, o autor que das palavras faz rima, métrica e envolvendo o leitor diz:

“O belo poema, acredito,
É o qual estrofes contém
E metro nos versos também,
Sem abdicar de ser bonito
E dar seu recado, porém.

A poesia não é lugar
Dos estúpidos sem talento
Que fingem nela protestar.
A poesia vem pra encantar
Os corações em desalento.

Mas o poeta de hoje em dia,
Com este seu verso indigesto,
Cuja transgressão pretendia
Está denegrindo a poesia
Que abrigo neste manifesto.”

Além dos versos que destilam veneno na poesia moderna, o autor eleva aos olhos do leitor com poemas adoráveis, encantadores, que emocionam, acalentam e chega ao coração endurecido. Um dos poemas que mais gostei, foi A Raposa do Príncipe 2, um dos versos dizia:

“Não te culpes por seres adorável.
Pessoas se cativam tempo todo,
Cativar, porém, pode ser engodo
Para tornar-te eterna responsável.”

A poesia é uma arte, as palavras são poderosas e tem a função de emocionar, fazer com que venhamos a refletir sobre aquilo que lemos, além de poder contemplar e usufruir desta arte durante a leitura deste livro, os leitores poderão entender a revolta do autor com a poesia moderna, que não exige técnicas, que foram suprimidas pelos poetas da atualidade.

Tive o prazer de ler o livro do autor enquanto era ainda um esboço. Como sempre, talentoso e poeta veraz, transformou mais versos em hinos de amor, de beleza ímpar.

Recomendo a leitura a todos os públicos, principalmente aos amantes da poesia pura e sublime. Legado de Camões.

Ficha Técnica:

Editora: Kazuá
Autor: Leandro Andreo
Lançamento: 2015
ISBN: 9788555650062
Páginas: 102

Minha edição autografada

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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30novembro2015

[Resenha] Imaginário – Gabriel Cianeto

Sinopse:

Sumiços começam a ocorrer em um vilarejo medieval. Animais, árvores,
pessoas e até nuvens desaparecem sem deixar rastros. Watermade
pressente uma força ao norte como a causadora desses distúrbios e, junto
de Whisper‘eath, Aradia e outros jovens dotados de poderes especiais,
embarca numa jornada para restabelecer a paz no vilarejo e salvar os
desaparecidos.
Em sua longa caminhada, os motivos egoístas pelos
quais cada um entrou nessa missão começam a aparecer. As diferenças
entre Watermade, que manipula a água, Aradia, que controla os animais, o
obscuro Whisper‘eath e os demais não deixam de provocar discussões e
rompimentos no grupo à medida em que cada um deles é posto cara a cara
com seus piores medos.
Uma jornada repleta de ambientes insólitos que colocam os heróis em batalhas sangrentas e psicológicas rumo ao desconhecido.
Onde comprar?
Loja do autor – autografado

Minha Opinião:

Imaginário, livro do autor Gabriel Cianeto traz ao leitor um universo místico. Ao iniciarmos a leitura, somos surpreendidos por situações assombrosas: pessoas, objetos e outras coisas estão desaparecendo. As pessoas viviam suas vidas em um cenário medieval, cercadas por suas rotinas e prosseguiam, quando as coisas começaram a mudar.

 

Pressentindo o caos, Watermade vai ao encontro de Whisper’eath, de Aradia, convocando assim os que possuem dons sobrenaturais no caminho, como Thala, deverão partir em direção ao oeste e desvendar o que está acontecendo.

Nesta aventura de fantasia, o autor com uma narrativa fluente e concisa, entretém o leitor. Somos fisgados pela escrita coerente e bem delineada. Os personagens são bem construídos, apesar de alguns deles possuírem dons especiais, eles ainda assim possuem características humanas, são seres dotados de personalidade.

“Não havia mais motivos para continuar, ele tinha ali o que ele fora buscar: sua irmã. As coisas pareciam voltar a ter sentido e aquela jornada é que perdera todo o sentido.”

No caminho desta aventura, rumo ao desconhecido, esses seres misteriosos se depararão com muitas percas, além de enfrentarem os mais diversos tipos de adversidades. Ainda mais poderosos do que eles, existem criaturas dispostas a impedi-los de encontrarem respostas para os mistérios dos últimos tempos.

Conseguirão encontrar o que procuram? Haverá respostas nesta fonte desconhecida e surreal?

“Ela ainda estava assustada. E, apesar de tentar lembrar, mais por si do que pelos outros, o que havia acontecido com ela, não lembrava. Não conseguia lembrar, de qualquer maneira. Pensava, agora, no que havia acontecido antes desse tempo do qual não se lembrava? Qual era sua última memória antes de acordar no chão áspero? Qual era a sensação?

Reviravoltas, cenas surpreendentes e minimamente narradas. Imaginário é fantástico e consegue prender o leitor literalmente em suas páginas, impossível parar de ler sem chegar ao final.

A capa é bem simples, mesmo que bem desenhada não demonstra todo o potencial do livro, a diagramação é muito bem feita. Recomendo a leitura para amantes de fantasia e público em geral.

Título: Imaginário
Ilustrações: Guilhermo Gil
Editora: Vivilendo
Ano: 2013
Páginas: 231
Skoob

O autor:

Olá, eu sou o Gabriel Cianeto. Nasci
em Osório, uma cidade litorânea do Rio Grande do Sul, e cresci
praticamente na beira da praia. Estudei Química, Cinema, um pouco de
Astrofísica e, atualmente, Música. Também sou escritor e, nesta loja
virtual, vendo minhas obras literárias.
Comecei a desenvolver meu
gosto por contar histórias ainda na infância, com as redações e as peças
teatrais escolares. Minha primeira publicação foi uma crônica em um
livro de circulação interna na escola de Ensino Médio. Em 2013,
publiquei meu primeiro romance, de gênero fantástico, chamado
Imaginário; e neste ano de 2015, publicarei meu segundo livro, chamado
Londres.
 
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Thaís Turesso

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04novembro2015

[Resenha] Hugo & Rose – Bridget Foley

Sinopse:
Rose está na meia-idade e tem tudo que poderia desejar: três filhos lindos, um marido bem-sucedido e carinhoso, uma linda casa nos subúrbios do Colorado. Ela entende que sua vida é boa invejável, até! , mas ainda assim está infeliz com a rotina de dona de casa. Nada parece cem por cento: apesar de amar o marido, não consegue mais ver o próprio corpo como desejável; seus filhos são uma fonte de alegria inesgotável, exceto quando Rose sente que seria capaz de matá-los só por um pouquinho de paz e silêncio.Por outro lado, ela sempre pode contar com seus sonhos para se alegrar. Desde os dez anos, quando ficou em coma por uma semana, todas as noites sonha com um rapaz chamado Hugo. Os dois cresceram naquele mundo onírico e, juntos, exploram uma ilha deserta com praias paradisíacas de areias brilhantes e conchas feitas de açúcar.Ela sabe que seus sonhos são bobos, mas tudo muda quando, um dia, Rose esbarra com Hugo na vida real. Face a face com o homem de seus sonhos, ela precisa entender essa conexão fantástica e sente-se tentada a conhecê-lo de verdade. Mas será que tudo será como nos sonhos?

 Minha Opinião:

Hugo e Rose é um romance de aventura e fantasia. Envolvente e misterioso.

Iniciamos a leitura conhecendo Rose, ela não sabe informar ao leitor como era sua vida antes de Hugo, ela cresceu enevoada por ele, e então, jovem ainda casou-se com Josh, teve três lindos filhos e tornou-se mãe em tempo integral. Josh vivia mais no hospital, trabalhando e realizando cirurgias, ela ficava cuidando da casa, dos filhos e de entupir-se de gulodices. Já havia passado da época em que suas perguntas eram “quando vou me casar?”, “quantos filhos terei?” e vivia na idade em que seus temores eram outros. Mas, e Hugo?

“Que importância tem os sonhos?”

Rose tinha seis anos quando conheceu Hugo pela primeira vez. Ela estava andando de bicicleta, sua última recordação era o pai desesperado tentando reanimá-la antes dela perder a consciência.
Então ela acordou, estava em uma ilha fantástica, Hugo era um garoto lindo e disse que a estava esperando por muito tempo, eles viveram dias incríveis. A maior preocupação deles era salvar as pessoas da Cidade do Castelo, porque aparentemente somente eles estavam fora.

“— Já era hora de você aparecer por aqui.
A praia tinha cheiro de caramelo. E o garoto também. Rose estava confusa.
— Aqui onde?
— Sei lá. Aqui. Aqui é aqui, acho. É onde estive esperando por você.”

Então ela acordou. Ficara desacordada por cinco dias. Os médicos estavam felizes, seus pais radiantes e ela chorava por Hugo. Será que nunca mais o veria?
Ela começou a partir desse episódio a vê-lo todas as noites. Estava adulta, casada, seus filhos eram perfeitos e ela só lhes falava de Hugo, com quem vivia as maiores aventuras da sua vida.
Mas, até que ponto os limites da inconsciência podem ultrapassar o da consciência? E se sua vida for patética e desprovida de emoção? E se?

“Para Rose, todos eram sonhadores.
Podia imaginá-los seguindo, durante o dia, o caminho que os levaria para suas camas. E todos se rendendo sem ter consciência disso.
Uma nação de protagonistas inconscientes.
Para Rose, havia uma proporção igual de coragem e covardia entre essa gente comum. Todos tinham a própria cota de pequenas vitórias e derrotas no dia a dia.”

Durante toda a leitura, fiquei refletindo sobre os questionamentos de Rose, porque apesar do livro possuir os dois como protagonista, é da visão dela que temos a maior parte da história. Queria saber o que Hugo pensava antes do primeiro encontro, quis entender porque a fantasia idealiza situações que fogem da compreensão humana, e é claro, o livro atingiu seu objetivo, entreteu-me e convenceu-me de que, nós somos meros personagens da nossa mente enquanto estamos inconscientes ou dormindo, acredito que Freud teria se divertido com os protagonistas idealizados por Bridget Foley.

Mas e Josh, esposo de Rose? O que ele, Isaac, Adam e Penny seus filhos pensam da mãe e seu Hugo?

“Rose e Hugo. Partículas binárias. Os dois unidos por algum acidente no universo que fez com que as suas mentes atuassem em positivo/negativo em estado de sono. Os íons do cérebro de ambos acendendo e apagando como vaga-lumes num campo escuro. Seus corpos, com um brilho elétrico, indicando para o outro: ‘Estou aqui. Estou aqui. Estou aqui.'”

A narrativa de Hugo e Rose é concisa, apesar do livro compreender e envolver os mistérios dos sonhos e da influência dos mesmos em nossa realidade, o leitor consegue ficar totalmente absorto na trama, que não é complexa e sim, inteligente e instigante. É quase um romance transformando-se em um thriller psicológico.


“Duas mentes sonhando, perdidas no medo, náufragas na praia de uma terra de faz de conta. Os sonhos de crianças aterrorizadas em busca de consolo.”

Sem dúvida alguma, Hugo e Rose é um dos melhores livros que li neste ano. Para os leitores ávidos por tramas inteligentes é uma leitura que recomendo muito. Não vou falar sobre o clímax e nem o desfecho, vocês precisam ler!

” — Talvez os sonhos sejam isso. Talvez as pessoas que vemos nos sonhos sejam gente de verdade, que tem algo a nos ensinar, que pode nos ajudar de um jeito ou de outro. Mas todos acordamos dos sonhos. Em princípio, eles estão aí para nos ajudar a levar a vida e não para nos impedir de vivê-la.”

Aliás, a Editora Agir caprichou na diagramação, na capa e na aquisição deste título, como fui presenteada por ela com dois exemplares, um irei sortear para vocês que acompanham o Viaje na Leitura.



Ficha do Livro:

  • Categoria:  Romance.
  • Editora:  AGIR
  • Disponível para compra em: Cultura | Saraiva | Submarino
  • Idioma:  PORTUGUÊS
  • Ano de Edição: 2015
  • Ano:  2015 
  • Páginas: 368
  • ISBN:  9788522031610

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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