28janeiro2015

[Resenha] Inimigo Sombrio – Amada Imortal – Volume 3 – Cate Tiernan

Sinopse“Nastasya está de volta a Rivers Edge, ainda se recuperando dos eventos traumáticos de Cair das Trevas. E, quem sabe, de um entendimento com Reyn, o gato escandinavo que fez parte da horda que destruiu o castelo de seu clã e matou toda a sua família. Só que quando representantes das oito casas imortais aparecem mortos e drenados de seus poderes, e os irmãos de River chegam ao retiro, ela descobre que há coisas muito mais graves em curso.”
Minha opinião – “Inimigo Sombrio” é o último livro da trilogia Amada Imortal, onde temos como protagonistas a teimosa Nas e o Reyn, o enigmático guerreiro. 
O livro é narrado em primeira pessoa pela Nas. Quem já teve a oportunidade de ler “Amada Imortal” e “Cair das Trevas” sabe que a Nas tem o hábito de viajar um pouquinho enquanto analisa algumas situações séries. Seus pensamentos geralmente vão para um certo guerreiro escandinavo que mexe com a sua libido, criando diálogos internos engraçados.
A história de “Inimigo Sombrio” começa apenas alguns meses após o livro 2, quando Nas quase foi assassinada pelo seu até então melhor amigo Incy. Após o atentado, Nas retorna à West Lowing, Massachusetts para tentar clarear sua mente em River’s Edge. Nem todos acham que o seu retorno é uma boa ideia, pois coincidentemente o uso de magia do mal acontece justamente após a chegada de Nas. Coincidência? Não! Mas que atire a primeira pedra o imortal que nunca teve um telhado de vidro!
Durante a sua estadia, o leitor é levado a conhecer as histórias dos outros personagens do livro. Como a história de Daisuke, um personagem que na maioria das vezes é introspectivo, mas que possui um passado de tirar o fôlego. O leitor tem direito a conhecer até mesmo a história (mesmo que resumida) do relacionamento de Asher e River. 
Falando em River, os fãs da série ouviram tanto sobre os seus terríveis irmãos que nada mais justo do que no último livro eles aparecem! Sim, um a um resolvem visitar a sua querida irmã e aproveitar para implicar com a Nas.
Começamos por Ottavio, o mais velho dos irmãos. Implicante, teimoso e até mesmo um pouco arrogante, ele tem certeza absoluta de que a protagonista está envolvida nas mortes de imortais que vem ocorrendo e vai ficar em River’s Edge até descobrir a verdade. Em seguida, temos Daniel e Joshua fazendo uma visitinha. Nada como uma reunião familiar para deixar o ambiente tenso. 

“- Como está Ott?– Está deitado – respondeu River. – Passar pela manobra de Heimlich o deixou chateado.– Aquele pedaço de salsicha não caiu bem – concordei.” (p. 81/82)

Em paralelo ao mistério temos a análise pessoal de Nas. Ela começa a compreender que precisa crescer e assumir suas responsabilidades, não apenas como imortal, mas também com os mortais com quem ela criou laços, como o velho Mac e a Meriwether. Veremos uma Nas mais humilde e ao mesmo tempo dedicada no bem-estar alheio. Mas é claro que ninguém é perfeito, então ela continua falando tudo o que pensa e criando alguns atritos, principalmente com Reyn, pois ela ainda não sabe muito bem o que fazer com ele. Nas também trabalha seu lado imortal e está cada vez mais consciente da sua responsabilidade como herdeira, principalmente agora que tem em mãos o amuleto Tarak-sin completo.

“- Alguns caras dão flores – observei.– É, e quando acertar a cabeça do inimigo com um buquê e falhar, não venha correndo atrás de mim – disse Reyn.” (p. 93)

A narrativa está um pouco mais descritiva e lenta, com várias cenas sobre os passados dos personagens e algumas aulas de meditação que também contam histórias dos habitantes de River’s Edge. 
Os personagens mantêm algumas das características principais de suas personalidades, adicionando bom humor e sarcasmo nos momentos certos. 
O desfecho foi interessante e inusitado! Descobrir quem estava por trás de todas as armações foi surpreendente. Mas de modo geral, o livro trouxe mais do mesmo. Não houve muitas inovações nesse último livro o que tornou “Inimigo Sombrio” um bom livro, mas não espetacular.

“Meus colegas, ao serem lembrados do meu passo, estavam tentando juntar o que sabiam sobre mim: Fracasso Imaturo e Constrangedor + História Familiar Trágica + Poder Potencialmente Grande = Nastasya. Bem, gosto de manter as pessoas em estado de alerta.” (p. 34)

Edição: 1

Editora: Galera Record 
ISBN: 9788501092670
Ano: 2014
Páginas: 322
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Avaliação: 3/5

Resenha do Livro 1 – Amada Imortal: clique aqui

Resenha do livro 2 – Cair das Trevas: clique aqui
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Thaís Turesso

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20janeiro2015

[Resenha] Série Wicked Lovely + Contos de Fadas e Pesadelos – Melissa Marr

Sinopse“Desde pequena, Aislinn possui um dom especial – a Visão, que permite que ela perceba os seres encantados que circulam entre os humanos, invisíveis para a maioria dos mortais. Mas, ao contrário do que as histórias infantis sugerem, as fadas podem ser extremamente perversas e egoístas, a ponto de machucarem as pessoas de propósito. Aislinn mora na decadente cidade de Huntsdale, nos Estados Unidos e sempre viveu pautada por três normas básicas. Regra número 3: não encare as criaturas invisíveis. Regra número 2: não responda a criaturas mágicas invisíveis. Rega número 1: nunca desperte a atenção dos seres mágicos. Mas, mesmo com todos os seus cuidados, Ash, como a jovem também é conhecida, quebra todas as regras num mesmo dia ao ser descoberta por Keenan, o Rei do Verão. Há nove séculos, o deslumbrante rei procura por aquela que será a sua rainha, a Rainha do Verão. Apesar de todo seu horror ao mundo das fadas, Aislinn sente-se cada vez mais atraída pelo universo fantástico a sua volta, ainda que isso coloque sua vida em risco. No meio desses seres encantados e poderosos, Aislinn quer apenas ter uma vida normal, mas será que ela conseguirá fugir de um destino para o qual parece não haver escapatória? E se falhar… o que virá depois.” 
Ash (como é conhecida e chamada o livro inteiro), tem a capacidade de ver o que as demais pessoas não conseguem: os seres encantados. Essa capacidade foi passada de geração em geração, pois sua avó tem o mesmo dom e a educou com três regras:
* não encare os seres encantados invisíveis;
* não fale com os seres encantados;
* não desperte a atenção dos seres encantados.
Regras simples que fazem total sentido né? E Ash realmente consegue segui-las por um bom tempo, mesmo vendo criaturinhas assustadoras aprontando com os humanos. Seguindo a sua vida normalmente, Ash tem os seus amigos, entre eles Seth, um jovem que mora em um vagão de trem (local que a Ash adora estar já que as criaturas detestam). É claro que não é só por isso que Ash adora ficar no vagão, mas vamos deixar isso mais para frente. Tudo vai bem, até que Ash vê uma das criaturas assumir a forma humana e começar a conversar com ela. Uma coisa é você ignorar um ser encantado que não deveria estar ali, outra é um ser em forma humana. Como ela explicaria o motivo de ter sido rude? Depois desse contato, Ash percebe que tem algo diferente acontecendo….
O ser que conversou com Ash foi Keenan, o rei do verão, que é filho de Beira, a megera do livro ou também conhecida como a rainha de inverno. Keenan, para conseguir ter seus plenos poderes, precisa encontrar a sua rainha, graças a uma maldição imposta há muitos e muitos anos atrás. É claro que para Beira essa situação é perfeita, porque se o verão não é pleno, quem domina é o inverno. Então a megera, ops, a rainha faz de tudo para Keenan falhar. E quando digo de tudo, é de tudo mesmo, inclusive burlar as regras estabelecidas. 
Como Keenan procura de tempos em tempos a sua rainha, existe uma sucessora que está presa à maldição: a Donia, que conforme avançava a leitura, cada vez mais eu gostava dela.
Agora, vocês podem imaginar porque Keenan tentou conversar com Ash? Porque ele acha que ela pode ser a rainha de verão! Então, precisa jogar todo o seu charme pra cima de Ash. O interessante é que Keenan é um ser encantado, por isso seria irresistível para uma humana, mas como Ash consegue enxergá-los, ela não caí tão fácil, o que intriga Keenan. Além disso, nós temos Seth na história, um carinha tão perfeito pra Ash e alguém em que ela confia plenamente. Eu simplesmente adorei o livro, que apesar de ter um ar encantado, não teve um final de contos de fada no sentido “tradicional” (vocês terão que ler o livro). A capa é apaixonante e o trabalho de diagramação e revisão impecáveis.
Como primeiro livro da série, ele estabeleceu altos padrões para os próximos. Temos um enredo diferente,  criaturas que são encantadas mas não são fofas (algumas são realmente assustadoras!) e uma protagonista feminina, que mesmo tendo medo, é forte e decidida. 

“Seth enganchou a pesada corrente em volta da garganta dela, deixando que caísse sobre a sua pele. Então beijou a parte de trás do pescoço dela e passou por ela a caminho da porta”. (p. 100)

Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 9788579800832
Ano: 2011
Páginas: 360
Tradutor: Maria Beatriz Banquinho da Costa
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Avaliação 4/5
Sinopse“Sem o conhecimento dos mortais, uma luta pelo poder está se desenrolando em um mundo de sombras e perigo. Depois de séculos de estabilidade, o equilíbrio entre as Cortes das Fadas se alterou e Irial, o regente da Corte Sombria, está lutando para manter suas rebeldes e vulneráveis fadas juntas. Se ele falhar, o derramamento de sangue e a brutalidade não tardarão a aparecer. Desta vez, o foco muda de Aislinn, a garota escolhida para ser a Rainha do Verão, para Leslie, uma de suas amigas mais íntimas. A jovem não sabe nada sobre as fadas – criaturas mágicas e voluntariosas, beirando a perversão -, mas ao se sentir atraída por uma linda tatuagem de olhos e asas, seu caminho cruza com o de Irial, o Rei Sombrio, o sedutor e ardiloso monarca da Corte Sombria. Apesar de parecer uma adolescente normal, como tantas outras da decadente cidade de Huntsdale, nos Estados Unidos, Leslie leva uma vida dura: depois da morte da mãe, ela viu o pai decair a ponto de virar um alcoólatra, é obrigada a conviver com o irmão traficante de drogas e trabalha árduas horas como garçonete para poder pagar as contas da casa. A jovem estudante do colégio Bishop O’Connell carrega ainda um terrível segredo, uma violenta tragédia em seu passado recente que a enche de culpa, vergonha, medo e raiva, sentimentos que fazem de Leslie uma candidata perfeita a Garota Sombria… uma posição que nenhuma menina deveria querer. Mas a cada novo traço da tatuagem, gravada em sua pele com muito mais que tinta comum, Leslie se vê mais e mais atraída por Irial e pelas criaturas da Corte Sombria, seres agressivos e belicosos que se alimentam da negatividade dos humanos. Nem mesmo o desejo que o Rei Sombrio sente pela jovem é capaz de evitar o destino ao qual ela parece fadada: servir de canal para a energia ruim de que Irial precisa para manter o equilíbrio em sua corte. Ele tem uma obrigação com seus súditos e fará de tudo para assegurar sua sobrevivência em meio às disputas com aos outros reinos do mundo das fadas: a Corte de Verão, a Corte de Inverno e a Alta Corte. Atordoada e encantada pelo turbilhão de novas emoções que a proximidade com as criaturas sombrias evoca, Leslie começa a se envolver com Niall, por natureza um integrante da Corte Sombria e atual conselheiro de Keenan, o Rei do Verão. Niall é um gancanagh, um tipo de ser mágico que faz com que as mortais que seduz fiquem viciadas nele e morram de abstinência, sofrendo por uma paixão impossível de ser concretizada. Mas o amor do gancanagh por Leslie é real, e suas tentativas de libertá-la do domínio de Irial representam uma ameaça que o monarca não está disposto a tolerar. Presa entre dois mundos e entre dois amores, a jovem pouco a pouco vai descobrindo que o que está em jogo não é apenas o futuro desse triângulo amoroso, mas sua própria existência.”

A sinopse desse livro é longa, então não irei me estender muito na resenha. Como é possível perceber, o foco principal do segundo livro da série Wicked Lovely não são os protagonistas do livro anterior Ash e Keenan. Leslie é uma amiga da Ash na escola, que está passando por situações difíceis em casa: sua mãe foi embora e seu pai se desligou completamente do mundo. Como isso não bastasse, seu irmão é um viciado e traficante, que cometeu atos repugnantes contra a Leslie. Mesmo passando por tudo isso, ela não conta a nenhum dos seus amigos o que vivencia. Está sempre sorrindo e fingindo que tudo está bem, mesmo estando morrendo por dentro. Leslie é uma personagem totalmente inspiradora, pois é forte, apesar de sofrer brutalmente. 
No primeiro livro, conhecemos a corte de verão e a de inverno, e agora temos mais informações sobre a corte sombria. Quando Beira estava no comando da corte de inverno, a corte sombria não tinha muitos problemas, mas agora com o “equilíbrio” restaurado entre as duas cortes (a de inverno e a de verão), a corte sombria, governada por Irial, começa a passar por problemas. Leslie não vê os seres encantados e quando resolve fazer uma tatuagem, não sabe que o desenho que a atraiu foi realizado pelos seres da corte sombria, permitindo que ela faça parte da corte, auxiliando Irial a alimentar seus súditos através dos sentimentos humanos canalizados por Leslie. Conforme a tatuagem vai sendo feita, Leslie tem uma mudança de comportamento. E Irial começa a desenvolver sentimentos por ela. Só que não é apenas Irial que tem um interesse em Leslie, mas também Niall, um dos conselheiros de Keenan que tem um passado obscuro. As descrições desse livro tem um ar mais sombrio, mas também mais sensual. É aquela velha história de que os bad boys são mais atraentes e que o perigo pode ser excitante. Tanto Irial quanto Niall tem uma aura de poder que atravessa as páginas do livro e que torna difícil para Leslie decidir ou resistir!

“Ela ondulou na direção dele como uma cobra se movimentando ao som de um encantador de serpentes.” (p. 218)

Edição: 1

Editora: Rocco
ISBN: 9788579800993
Ano: 2012
Páginas: 328
Tradutor: Maria Beatriz Branquinho da Costa
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Avaliação: 4/5
Sinopse“No terceiro volume da série Wicked Lovely, o amor e as disputas entre seres mágicos e mortais mais uma vez estão em cena. O jovem Seth, como qualquer apaixonado, quer ficar perto de sua amada Aislinn para sempre; mas muita coisa mudou na vida da menina desde que ela foi escolhida pelo sedutor Keenan, o Rei da Corte do Verão, para ser sua rainha. Dividida entre sua vida normal e um destino do qual parece ser incapaz de fugir, Aislinn precisará enfrentar desafios e tentações que jamais poderia imaginar em mais um emocionante capítulo deste arrebatador conto de fadas do século XXI.”
Em “Frágil Eternidade” o foco será o relacionamento da Aislinn, agora rainha da corte do verão, com Seth. Após assumir o “cargo” de rainha, Aislinn acaba se tornando extremamente ocupada, o que para Seth não seria problema, se não houvesse o Keenan, tentando de todas as formas fazer com que o relacionamento da corte de verão se torne físico. As dificuldades do relacionamento de um ser encantado com um mortal serão analisadas na trama, assim como o papel de Seth. Sim, Seth tem um papel fundamental a desempenhar, tornando o seu personagem ainda mais intrigante. Nesse livro também vamos observar como andam os novos soberanos das outras cortes: Donia e Niall, que se tornou um ser mais interessante e provavelmente será motivo de suspiros para algumas leitoras. Um dos pontos positivos do livro, é que vamos conhecer no terceiro volume da série, os personagens da Alta Corte, e seus relacionamentos. Até agora foi a corte mais interessante que apareceu, por sua complexidade e dualidade. Os conflitos entre a Guerra e a Razão são muito bem elaborados, fazendo com que o leitor analise os argumentos de ambos os lados.
O livro mantêm o ritmo dos anteriores e continua despertando a curiosidade dos leitores. O único ponto que eu classificaria como negativo é o fato do livro não ter um “final” como os outros dois. 
Quanto a revisão, diagramação e layout, a editora está de parabéns. Os pequenos ornamentos no início dos capítulos trazem um toque de magia ao livro. A capa está simplesmente linda, não tem outra palavra para descrevê-la.

“A alternativa – sua antítese, sua irmã gêmea, Bananach – esperava na sala. Ela andou vagarosamente na direção de Sorcha com um olhar levemente louco. Cada pensamento perdido de caos e discórdia que poderia ser de Sorcha trilhava seu caminho até o espírito de Bananach. Enquanto a existência de Bananach se resumia a inflamar esses sentimentos, a de Sorcha era lutar contra a explosão de tais desprazeres. Isso criava entre as duas um laço estranho.” (p. 16)

Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 9788579801273
Ano: 2013
Páginas: 400
Tradutor: Maria Beatriz Branquinho da Costa
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Avaliação: 4/5
Sinopse“A jovem Aislin era uma garota normal – ou pelo menos ela pensava que sim – até ser escolhida pelo sedutor e perigoso Keenan para ser a Rainha do Verão e ingressar num mundo repleto de encantamento e perigos. A saga de Aislin conduz a série de sucesso internacional Wicked Lovely, de Melissa Marr, que depois de Terrível encanto, Tinta perigosa e Frágil eternidade chega agora ao quarto volume. Em Sombras radiantes, um segredo capaz de mudar os planos da Corte e o futuro de todos os seres encantados está prestes a ser revelado. Fantasia, romance e suspense aguardam os leitores em mais um capítulo deste surpreendente conto de fadas do século XXI.”
No final de “Frágil Eternidade” para salvar a vida de Seth, a rainha da alta corte, a Sorcha, teve que transformá-lo em um ser encantado. Como consequência, os dois criaram um laço. Sorcha considera Seth um filho e demonstra uma preocupação exacerbada com ele. Então a história de “Sombras radiantes” acaba tendo dois focos: a nova vida de Seth com seus adquiridos dons ao mesmo tempo em que precisa lidar com esse relacionamento incomum com a Sorcha e a história de Devlin e Ani.
Devlin é um ser encantado que foi “criado” pela essência de Sorcha e Bananach. A mistura do Caos e da razão o tornou um ser que possui essa dualidade dentro de si. Devlin sempre foi um ser muito centrado que segue as ordens de Sorcha sem questionar, com exceção de uma única ordem: matar uma criança chamada Ani a pedido da Rae (um ser espectral que tem a sua história explicada nesse livro).
Acontece que Ani é a filha humana de Gabriel, o líder da caçada. Os anos passam e percebe-se que a parte encantada de Ani está aumentando, então ela precisa ir para o mundo encantado viver com o seu pai. Infelizmente, ela não é encantada o bastante para realizar as tarefas da caçada, mas seus “apetites” são perigosos o suficiente para Gabriel proibir que qualquer um a toque e a alimente, pois ela ainda não tem o controle dos seus dons.
Como vocês podem imaginar, o caminho de Ani e de Devlin irão se cruzar novamente e nesse ponto, várias revelações serão feitas. A principal delas é descobrir o motivo da Razão ordenar a morte de Ani quando jovem. Que papel Ani terá no equilíbrio das cortes?
Devlin é um personagem que desperta a simpatia do leitor ao mesmo tempo em que consegue irritar Ani. 
Ani é uma jovem teimosa, que detesta as limitações impostas por seu pai. É um espírito livre, que tenta aproveitar a vida e está determinada a participar da caçada. Sua força, assim como o seu amor pelos seus irmãos e por sua família são admiráveis. Não existe nada nem ninguém que irá impedi-la de manter seguros aqueles que ama.
Conforme avançamos na série, percebemos que o Caos perdeu a pouca sanidade que tinha e tenta de todas as maneiras iniciar a guerra. Em “Sombras Radiantes” temos um final muito doloroso, pois nos apresenta o que acontece quando a maldade começa a se infiltrar nas cortes de maneira mais definitiva. O final desse livro com certeza desperta a curiosidade para o desfecho da série.

“- Sou o Assassino da Alta Corte. Acredite em mim quando digo que fugir de mim não é o melhor para você, Ani.” (p. 162)

Edição: 1

Editora: Rocco
ISBN: 9788579801716
Ano: 2013
Páginas: 344
Tradutor: Maria Beatriz Branquinho da Costa
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Avaliação: 4/5
Sinopse“Último livro da série Wicked Lovely, um conto de fadas contemporâneo ambientado num mundo ao mesmo tempo fabuloso e cruel, sedutor e perigoso, Sombrio perdão leva a jornada da jovem Aislinn Foy a um desfecho emocionante. Bestseller do The New York Times, a série de Melissa Marr foi traduzida em 26 línguas e vendeu mais de um milhão de exemplares, conquistando os leitores com seu clima romântico e um tanto sombrio.”

Após as perdas que tivemos em “Sombras Radiantes” o mundo dos seres encantados está de luto, mas infelizmente eles precisam se preparar, pois Bananach está pronta para o golpe final. Na corte sombria, Gabriel está sofrendo, mas seu rei está sofrendo muito mais. Irial está inconformado com o ferimento de Niall e não irá poupar esforços para salvá-lo.  Graças às ações de Devlin no livro anterior, sua nova corte e a corte de Sorcha estão a salvo, mas as demais, que estão no mundo humano, são alvo de de Bananachah. Será possível que a corte de inverno, a de verão e a sombria conseguirão se unir para evitar um grande perigo?
Keenan foi embora tem algum tempo e Ash está encarregada da corte de verão sozinha. Ela precisa aprender e rápido tudo o que ela puder para manter a salvo seus súditos. Donia está se sentindo solitária e traída. Será que ela conseguirá deixar de lado toda a amargura para se juntar à Ash? E Seth? Será que os seus dons vão ajudar os seus amigos encantados ou irá afastá-los cada vez mais?
Nesse desfecho temos várias situações a serem resolvidas e a autora vai respondendo uma a uma. Não é apenas o bem maior que está em risco, mas a felicidades dos personagens que nos encantaram por tanto tempo. Existe ainda a grande batalha, onde novos personagens irão se juntar para definir o destino do mundo encantado. A presença constante de Far Docha e sua irmã consegue impressionar e assustar ao mesmo tempo.
Apesar de duas cortes estarem separadas, seria interessante assistir as duas lidando com esse conflito, pois fazem parte da saga. O final não foi incrível, do tipo que tira o ar do leitor, mas foi um desfecho coeso que abrangeu todos os personagens que marcaram a série: Ash, Keena, Donia, Seth, Bananach, Irial, Niall, Gabriel e muito mais!

“Ele se levantou e saiu em silêncio do parque. Quando passou, o rowan se ajoelhou. As Garotas do Verão fizeram uma reverência única; suas trepadeiras se tornaram como tinta sólida sobre a pele quando elas se levantaram, não mais dependendo do antigo rei. A maldição que as unia tinha terminado.” (p. 222)

Em relação as capas da série, todas elas possuem detalhes que combinam com as histórias. Elas tem um ar encantado e despertam a atenção dos leitores.
Edição: 1

Editora: Rocco
ISBN: 9788579801907
Ano: 2014
Páginas: 336
Tradutor: Cláudia Mello Belhassof
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Avaliação: 4/5

Sinopse“Composta por 12 histórias independentes, algumas delas ambientadas no universo da bem-sucedida série Wicked Lovely, a antologia Contos de fadas & pesadelos traz de volta a atmosfera sombria e sedutora que marca a narrativa da norte-americana Melissa Marr. Personagens já conhecidos pelos leitores, como Irial e Niall, vivem outras aventuras desta vez, inclusive disputando o amor de Leslie, a garota mortal amada pelos dois seres mágicos. Além deles, novos seres fascinantes surgem para conquistar os fãs de contos de fadas e terror em histórias recheadas de fantasia e suspense.”
Para aqueles leitores que ficaram com saudades quando a série Wicked Lovely chegou ao fim, “Contos de fadas & pesadelos” traz algumas histórias desse universo, mas também traz contos separados e não relacionados. Em “Onde os pesadelos rondam”, temos um conto bem curtinho narrado em primeira pessoa. Outros contos bem curtinhos nesse livro são “A arte da Espera” e “Corpo por conforto”. “O beijo de inverno” conta a história da princesa Nesha que tem um dom muito especial, mas que pode colocar em risco todo o seu reino, até que conhece Bjarn, o menino urso, e vê seu destino mudar; em “Transformação”, temos a história de Sebastian e Eliana, que envolve luxúria, traição e vampiros; “Fisgada de Amor” conta a história de Alana, uma jovem que conhece um selchie, na verdade dois, e que tem que decidir se irá aventurar-se ao amor.
Os outros seis contos se passam no universo Wicked Lovely. “A Garota Adormecida e O Rei do Verão” vai contar como funciona a corte antes da chegada de Ash. Um dos meus favoritos envolve o passado do misterioso Niall, que é o conto chamado “Velhos Hábitos”. “Parar O Tempo”, “Céu de Algodão-Doce”, com Ani e Rabbit (fiquei emocionada com esse), “Família Inesperada” e “Reles Mortal” são os demais contos que encantam nesse livro.
Para os fãs da Melissa Marr e de sua série de sucesso, esse livro é indispensável. Para os leitores que não conhecem a saga ou a escrita da autora, também vale a pena conferir, pois é possível observar a maneira como a autora consegue transitar entre o sombrio e o romântico e entender porque a autora tem uma legião de fãs. 

“Agora que voltar a sentir as próprias emoções, ela se percebia desejando poder entregar nas mãos dele aquelas que a deixavam trêmula e coberta de suor frio ao despertar de pesadelos dos quais mal conseguia lembrar-se direito. Queria poder alimentá-lo com suas emoções ruins – para também conseguir dormir um pouco.” (p. 212)

Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 9788579802195
Ano: 2014
Páginas: 384
Tradutor: Daniela P. B. Dias
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Avaliação: 4/5
Categorias:Outros
Thaís Turesso

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14janeiro2015

[Resenha] O Primeiro Telefonema do Céu – Mitch Albom

Sinopse“Como você se sentiria se um dia recebesse uma ligação de alguém que ama muito e que já se foi? Numa sexta-feira comum, o telefone de Tess Rafferty toca. É sua mãe, Ruth, que morreu quatro anos antes. Em seguida, Jack Sellers e Katherine Yellin recebem ligações semelhantes, do filho e da irmã, também já falecidos. Nas semanas seguintes, outros habitantes de Coldwater afirmam que estão em contato direto com o além, e que seus interlocutores lhes pediram para espalhar a boa-nova ao maior número possível de pessoas. A mensagem é simples: o céu existe, e é um lugar onde todos são iguais. Em pouco tempo, correspondentes de diversos meios de comunicação aportam na cidade para transmitir os desdobramentos do fenômeno que pode ser o maior milagre da atualidade. Visitantes do país inteiro começam a surgir, as vendas de telefone disparam e as igrejas se enchem de fiéis. Apenas uma pessoa desconfia da história: Sully Harding, ex-piloto das Forças Armadas. Após quase morrer num desastre aéreo, perder a mulher e cumprir pena por um crime que não cometeu, ele não acredita num mundo melhor, muito menos após a morte. E quando seu filho pequeno começa a esperar uma ligação da mãe morta, ele decide provar que estão todos sendo enganados. O primeiro telefonema do céu é uma história de mistério e, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre o poder da conexão humana. Em uma narrativa que vai tocar sua alma, Mitch Albom prova mais uma vez por que é um dos autores mais queridos da atualidade.” 
Minha opinião – A história se passa na pequena cidade de Coldwater , uma cidadezinha que fica no norte do Canadá, próxima do lago Michigan. Narrada em terceira pessoa, o enredo apresenta uma premissa diferente e apaixonante: e se nós pudéssemos conversar com as pessoas que amamos mas que já faleceram?
Em Coldwater isso é possível. Através de um simples aparelho de telefone, seja ele doméstico ou um celular, alguns moradores estão tendo a oportunidade de escutar em primeira mão o que acontece no céu. 
Katherine Yellin e sua irmã Diane eram inseparáveis até que Diane morreu. Depois disso, Katherine continuou seguindo a sua vida, mas sem o entusiasmo de antigamente. Até o momento em que o antigo celular de Diane toca e a voz que ela acreditou que nunca mais ouviria novamente enchem os seus ouvidos.
Tess Rafferty perdeu a sua mãe após passar anos tomando conta dela. Mesmo sendo uma filha dedicada, ela ainda tem alguns arrependimentos em relação a como poderia ter lidado com algumas situações. Agora é possível escutar sua mãe conversando novamente e seu coração enche de alegria.
O chefe de polícia Jack Seller perdeu seu filho Robbie muito cedo. Robbie era um soldado que morreu em ação e a vida de seus pais nunca foi mais a mesma após a sua perda. Jack precisa decidir se irá agir como um homem da lei ou um homem da fé para lidar com a população de Coldwater e os inúmeros visitantes atraídos.
É graças a Amy Penn, uma jornalista da emissora Nine Action News. Amy tem 31 anos de idade e que mais do que o trabalho em uma emissora pequena oferece. Convocada para cobrir uma notícia que inicialmente acredita ser uma grande besteira, Amy terá seus sonhos tornados realidade. A questão é: o que ela vai sacrificar por isso?
Sullivan Harding é um homem amargurado. Preso injustamente, ele perdeu o funeral de sua querida esposa Giselle e agora precisa retornar para Coldwater, pois seus pais estão ajudando a criar o seu filho Jules de quase 7 anos de idade. Sem perspectivas para o futuro (era um piloto condecorado e agora tem no currículo uma passagem na prisão), ele precisa encontrar um emprego e uma forma de criar o filho sozinho. A situação se agrava quando o filho começa a criar esperanças de que Giselle entrará em contato com eles através de uma ligação telefônica. A partir daí Sullivan irá investigar se as tais ligações são realmente um ato divino ou a armação de alguém muito maldoso.
“O primeiro telefonema do céu” é um livro que fala de fé, de amor e esperança. O enredo é delicado e intrincado. Os capítulos alternam as perspectivas da história e cada um dos personagens acredita em determinada explicação. Independente disso, todos tem algo em comum: a necessidade de encerrar a história com a pessoa amada e conseguir ter paz no coração.
Uma linda história que deve ser lida com carinho e que deixará o leitor emocionado!

“Foi nesse dia que o mundo recebeu seu primeiro telefonema do céu. O que aconteceu depois depende do tamanho da fé de cada um.” (p. 10)

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413496
Ano: 2014
Páginas: 288
Tradutor: Flávia Rossler
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Avaliação: 4/5
Categorias:Outros
Thaís Turesso

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13janeiro2015

[Resenha] O Chamado do Cuco & O Bicho-da-Seda – Cormoran Strike # 01 & # 02 – Robert Galbraith

Sinopse“Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega. Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P.D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.”
Minha opinião – A sinopse desse livro é bem explicativa, por isso a resenha será sucinta. 
A história é narrada em terceira pessoa e tem como protagonista o detetive particular Cormoran Strike. Strike é um homem que está com problemas financeiros e pessoais. Ele se separou de sua noiva de longa data, Charlotte e está morando no seu escritório. Os casos nos quais ele trabalha são pequenos e não tem notoriedade, mas tudo isso muda quando John Bristow, irmão da famosa modelo Lula Landry o contrata.
Alguns meses antes Lula foi encontrada morta e a polícia conclui se trata de um suicídio, mas John não acredita nisso. Sim, Lula era uma mulher problemática, que se metia em diversas confusões, mas que segundo o irmão, não seria capaz de matar.
Trabalhando desde jovem como modelo, Lula teve a vida escancarada pelos paparazzi e um relacionamento conturbado com Evan Duffield. 

“O grupo que cercava Duffield emanava uma força quase magnética pela sala. Strike viu isso nos olhares de banda que os outros ocupantes lhe lançavam; no espaço respeitoso que deixavam em volta deles, uma órbita maior do que qualquer outro teria assegurado.” (p. 328)

A trama começa realmente a se desenvolver no momento em que Strike aceita o caso. Através de uma narrativa descritiva e minuciosa o leitor é convidado a se juntar à investigação. Começamos a entender os detalhes da vida de Lula e também do próprio Strike.

“O ato de comprar o necessário, e de definir o fundamental para si mesmo, levou Strike de volta ao familiar estado marcial de fazer o que era preciso, sem questionar nem reclamar.” (p. 57)

Strike é um personagem inteligente e perspicaz, mas também um pouco problemático. Essa imperfeição é atraente durante a leitura, pois torna o personagem crível, e portanto, ele ganha vida em nossa imaginação.
Como todo bom detetive, Strike tem uma assistente, a Robin Ellacot. Robin é uma personagem mais leve e essa contradição de personalidades funciona muito bem. 
Para os fãs de livros policiais, essa série é uma boa pedida. Temos um enredo inteligente, personagens marcantes e descrições enriquecedoras. 

Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 9788532528735
Ano: 2013
Páginas: 447
Tradutor: Ryta Vinagre
Skoob: clique aqui
Avaliação: 4/5 

SinopseO detetive Cormoran Strike, protagonista de O chamado do Cuco , está de volta, ao lado de sua fiel assistente Robin Ellacott, no segundo livro de Robert Galbraith, pseudônimo de J.K. Rowling . Dessa vez, o veterano de guerra terá que solucionar o brutal assassinato de um escritor.”
Minha opinião – Em “O Bicho-da-Seda” os leitores são levados ao concorrido mundo editorial: a rivalidade entre os escritores, a ganância dos agentes literários e a inveja.
O detetive Strike é contratado pela esposa do autor Owen Quine. Leonora Quine está preocupada com o sumiço do marido e pede para Strike encontrá-lo.
Aceitando o caso, o que Strike não esperava é investigar um desaparecimento e ter um assassinato em mãos. Sim, Owen é encontrado morto e isso muda drasticamente toda a situação.
Acontece que Owen escreveu um livro intitulado Bombyx Mori (nome científico do bicho-da-seda). E graças ao Bombyx Mori a lista de suspeitos é imensa, já que Owen expôs diversas pessoas.

“O assassino de Owen Quine era como aquele tubarão, pensou ele. Não havia predadores furiosos e indiscriminados entre os suspeitos do crime. Nenhum deles tinha histórico conhecido de violência. Não havia, como costuma acontecer quando surgem corpos, um rastro de delitos do passado levando à porta de um suspeito, nenhum passado manchado de sangue arrastando-se atrás de algum deles como um saco de carniça para cães famintos. O assassino era uma fera mais rara e mais estranha: daquela que esconde sua verdadeira natureza até ser suficientemente perturbada.” (p. 285)

O interessante desse segundo livro da série é observar o crescimento dos personagens principais. O leitor já conhece algumas características de Strike e Robin, e com isso o envolvimento com esses protagonistas é maior.
Além disso, a trama de “O Bicho-da-Seda” é mais complexa. O número de suspeitos é maior, assim como as possibilidades.
Enquanto na maioria das séries o primeiro livro é um dos melhores e as continuações vão oscilando, até o momento, na série Cormoran Strike temos uma melhoria visível nesse segundo livro.
A narrativa continua descritiva e detalhada e o enredo coeso e complexo. É impossível para os fãs de livros policiais não se aventurar nessa série!

“Puxando a gola do casaco para cima, Strike pensou que agora sabia o que isto significava: o anão em um saco ensanguentado, os chifres por baixo da capa do Cutter e, o mais cruel de tudo, a tentativa de afogamento.” (p. 324)

Edição: 1

Editora: Rocco
ISBN: 9788532529497
Ano: 2014
Páginas: 464
Skoob: clique aqui
Avaliação: 4/5 

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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