05novembro2014

[Resenha] Amaldiçoadas – As Crônicas das Irmãs Bruxas – Livro 02 – Jessica Spotswood

Sinopse – Cate Cahill tomou a decisão mais difícil de sua vida e resolveu largar tudo para proteger aqueles a quem amava, mas não poderia imaginar os obstáculos que ainda teria pela frente. Agora, vivendo disfarçada entre as outras moças da Irmandade, ela precisa se manter a salvo dos implacáveis caçadores de bruxas e lidar com grandes dilemas pessoais, como a distância de seu grande amor e os conflitos que envolvem suas irmãs Tess, uma menina doce e ingênua que guarda um grande segredo, e Maura, a jovem bela e ambiciosa que pretende fazer de tudo para se tornar o centro das atenções. Será que Cate está pronta para liderar as bruxas de sua geração e ganhar o respeito de uma sociedade que condena a feitiçaria? E seria ela a bruxa da profecia, a mulher mais poderosa já nascida em muitos séculos e capaz de revolucionar a história do mundo? Envolva-se ainda mais na história de Cate e de todas as mulheres fortes que a cercam e segure seu coração para torcer pelo amor de Cate e Finn neste volume que traz revelações imperdíveis antes da conclusão da saga das irmãs Cahill.
Minha opinião – “Amaldiçoadas” começa onde “Enfeitiçadas” terminou. Cate renunciou seu amor por Finn e agora faz parte da Irmandade. Morando em Nova Londres e agora é conhecida como Irmã Catherine. Ela é constantemente observada por suas novas irmãs, graças a profecia que pode mudar o mundo.

“…. pouco antes do Terror, um oráculo fez uma profecia: três irmãs, todas bruxas, que chegariam à maioridade antes da virada do século XX, seriam motivo de esperança. Uma delas, dotada de magia mental, iria ser a bruxa mais poderosa em séculos. Ela suscitaria o ressurgimento da magia; ou, caso fosse capturada pelos Irmãos, seria a causa de um segundo Terror.” (p. 20)

Infelizmente nem todos as irmãs são agradáveis: Alice Arclair tem um ar de sabichona e tem como objetivo de vida importunar a todos. 
Em contrapartida, Cate consegue fazer boas amigas como Mei Zhang e Rilla, que entendem as dificuldades da protagonista em aceitar sua nova vida.
A Fraternidade está apertando o cerco. As mudanças ocorridas na França, como o direito de voto da mulher, fazem com que eles se tornem mais intransigentes e punitivos.

” – A primeira medida, que tem validade imediata, proíbe as mulheres de trabalhar fora…..A segunda medida, que também entra em vigor imediatamente, proíbe que meninas sejam ensinadas a ler.” (p. 35)

Muitos dos personagens do primeiro livro retornam: Irmão Ishida, Rory e Sachi, Paul e Zara Roth.
Cate está tentando encontrar seu lugar na Irmandade, mas a vinda de suas irmãs pode mudar tudo. Na verdade, a chegada de Maura é que complica tudo, pois a garota parece não ter aprendido nada após os acontecimentos do primeiro livro. Ela chega tentando cativar todos com o seu jeitinho meigo (até parece Maura!), mas pelas costas destila veneno e apronta demais. 
Para aqueles que estavam preocupados com Finn, podem suspirar aliviado. Ele aparece nesse livro e está mais fofo do que nunca!
O livro tem muita ação e revelações. O leitor acompanha a verdadeira índole da Fraternidade e o modo como eles tratam as suspeitas é repugnante. 
O final desse livro desperta indignação no leitor. É impossível não ficar frustrado e ao mesmo tempo triste.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é linda e combina com a capa do livro anterior.

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413373
Ano: 2014
Páginas: 288
Tradutor: Ana Ban
Skoob: clique aqui
Avaliação: 4/5
Categorias:Outros
Thaís Turesso

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25outubro2014

[Resenha] Filha da Ilusão – Série Herdeiros da Magia – Livro 01 – Teri Brown

Sinopse“Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920. Como filha ilegítima de Harry Houdini – ou pelo menos, é o que Marguerite alega – os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truque mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro. Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas. E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar? Teri Brown cria, neste fantástico romance histórico, um mundo onde pulsam a magia, a paixão e as tentações da Nova York de Era do Jazz – e as aventuras de uma jovem prestes a se tornar senhora do seu destino.”
Minha opinião – “Filha da Ilusão” é o primeiro livro da série Herdeiros da Magia publicado no Brasil pela editora Valentina.
A história é narrada em primeira pessoa pela protagonista Anna, uma jovem de 16 anos de idade que tem uma vida peculiar. Sua mãe é uma famosa médium (do tipo charlatã), que vive de fazer apresentações e sessões espíritas privadas (que não são permitidas por lei).
Madame Marguerite é uma mulher egocêntrica, preocupada apenas consigo mesma. Anna trabalha como sua assistente nos palcos e como uma empregada em casa. Sua mãe não lhe dá o devido valor e na maior parte do livro é grosseira com a protagonista, principalmente quando Anna recebe algum elogio que ressalta sua beleza ou talento natural.
Diferente de sua mãe, Anna possui dons verdadeiros: ela tem alguns flashs do futuro, consegue falar com espíritos e ao tocar em alguém, pode ler suas emoções. É claro que ela mantêm tudo em segredo até mesmo de sua única familiar.
As duas se mudam para NY e Marguerite tenta ganhar fama com o auxílio de seu empresário francês Monsieus Jacques Mauvais.
Enquanto Anna continua suas rotinas diárias, ela conhece seu vizinho, o Sr. Darby, um senhor muito engraçado que é um inventor e o seu sobrinho, Colin. 
Em termos de romance, surge um início de triângulo amoroso entre Anna, Colin e o sobrinho de Jacques, Owen.
Mas o foco principal não está no romance, e sim, nos shows e sessões de Marguerite, na paternidade de Anna (sua mãe jura que ela é filha do famoso Houdini!) e da Sociedade de Pesquisas Paranormais.
Anna vai descobrir que não está sozinha quando o assunto é possuir dons, mas ela também vai observar que nem todos que se mostram tão solícitos em ajudá-la a entender suas habilidades, possuem intenções tão boas.
O livro é uma ótima pedida para os fãs do gênero. O enredo é muito bem construído, os personagens são carismáticos e com personalidades marcantes e os acontecimentos se destacam. Além disso, temos a ilustre aparição do próprio Houdini no livro! 
O trabalho editorial é fantástico. A capa é linda e chama a atenção, existem detalhes no cabeçalho e no início dos capítulos e a revisão foi minuciosa.

“De repente, as comportas se abrem dentro dele e um mar de afeto me inunda. Assustada, inclino a cabeça para trás e vejo seus olhos escuros ardendo com algo que nunca vi ou senti antes.” (p. 237)

Edição: 1
Editora: Valentina
ISBN: 9788565859295
Ano: 2014
Páginas: 288
Tradutor: Heloísa Leal
Skoob: Clique aqui
Avaliação: 5/5
Categorias:Outros
Thaís Turesso

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05outubro2014

[Resenha]: “A Dança do Viúvo” – Série Tres Navarre – Livro 2 – Rick Riordan

Sinopse – “A cantora Miranda Daniels está fazendo um sucesso literalmente de matar nas casas de show do Texas. Seu produtor e uma das integrantes de sua banda foram assassinados, e seu agente está desaparecido. Para piorar, sua fita demo, que deveria ser enviada a uma grande gravadora para o fechamento de um contrato milionário, também sumiu. Agora, cabe ao detetive particular apreciador de tequila e mestre de tai chi chuan Tres Navarre desvendar esse mistério e proteger Miranda das armadilhas da indústria musical, antes que haja novas vítimas”.
Minha opinião – “A dança do viúvo” traz de volta ao leitor o sarcástico Tres Navarre em mais uma história repleta de reviravoltas.
A nova história se passa dois anos depois dele voltar para San Antonio e no momento ele está tentando tirar sua licença para detetive particular. Trabalhando com Erainya, a dona da Agência de detetives, Navarre está tentando descobrir quem roubou a fita demo de uma possível estrela em ascensão, a cantora country Miranda Daniels.
Sua principal suspeita é Julie Kearns, uma integrante da atual banda. O problema é que Julie é assassinada enquanto Tres a vigia, em plena luz do dia e diante de inúmeras testemunhas que não viram absolutamente nada…
Como uma boa história de conspiração, desde o início do livro temos vários possíveis suspeitos para o crime: Milo Chavez e Les Saint-Pierre, dois agentes de talentos que estão negociando o contrato de Miranda contra Tilden Sheckly, ou simplesmente Sheck, o dono do cabaré Indian Paintbrush, que tem fama de explorar os artistas e dormir com as cantoras.
Se ter tantos suspeitos não fosse o suficiente, o envolvimento de Sam Barrera, diretor regional da I Tech Segurança e Investigações e ex-agente do FBI, alguns russos estranhos e situações cada vez mais perigosas, adicionam ainda mais elementos que levantam dúvidas sobre o que está acontecendo.
A mocinha do livro é uma jovem de 25 anos que tem sua grande chance de ser famosa e conseguir um grande contrato. Miranda é uma personagem um pouco sem graça, com seu jeitinho apático e sem muita opinião própria, dando a impressão de que é movimentada como uma marionete por todos.  A história de seu irmão Brent é mais interessante do que a sua.
Duas personagens femininas são destaques pela personalidade forte e marcante: Allison, a esposa de Les Saint-Pierre, uma mulher que é direta e não leva desaforo para casa e Kelly, estudante de direito e sobrinha de Ralph Arguello.
Para os leitores que estão sentindo saudades de alguns personagens do primeiro livro, como um certo gato charmoso, Garret, o irmão mais velho de Tres e Ralph Arguello, não se preocupem… eles estão de volta e ainda melhores do que no primeiro livro. E é claro que não poderia faltar Paspalho, um papagaio hilário e tremendamente direto para arrancar algumas risadas em meio a investigação.

“- Na última vez que saí com você, a gente acabou com uma conta de 300 dólares por quebrar a mobília do bar. Eles não vão me deixar entrar no Chili Parlor por dinheiro algum, tá bom?” (p. 111)

Da mesma forma que o primeiro livro, “A dança do viúvo” traz uma história intrigante que prende a atenção do leitor até a última página. Com um clima mais country, com direito a botas de caubói e jeans justinhos, os personagens retornam para arrasar.
O único problema que encontrei durante a leitura está relacionado à cronologia da história. Não sei se foi falta de atenção minha ou erro mesmo, mas tive a impressão que a mãe está mais nova nesse livro, já que na página 41 é comentado que ela tem “uns 55 anos” e no livro um, ela teria 56 (se a história do segundo livro ocorre dois anos após a do primeiro, ela deveria ter 58).

“Então prepare-se meu bem, encare o ritmo com altivez, Gire ao redor do berço até a alma começar a arder,E na próxima música vamos ter a nossa vezPorque a Dança do Viúvo é difícil de aprender”. (“A Dança do Viúvo” – Brent & Miranda Daniels).

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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22agosto2014

[Resenha] Tudo Por Nós Dois – Trilogia Bad Boys – Livro 03 – M. Leighton

Sinopse – Neste último volume, a rica e arrogante Marissa Towsend enfrenta um grande trauma. Após ser confundida com sua doce prima Olivia, ela acaba sendo sequestrada pelos mafiosos envolvidos pela tragédia dos Davenports. Ao ser resgatada, Marissa descobre que deve sua vida ao misterioso Nash, e ela não consegue afastá-lo do pensamento. Disposta a ajudá-lo a livrar o pai da pena por um crime que não cometeu, ela fará tudo o que estiver a seu alcance, inclusive mergulhar em um mundo de paixão, desejo e segredos, onde nada é o que parece e ao qual ela pode não sobreviver.
Minha opinião – Para aqueles que acompanharam a trilogia, perceberam que Marissa era a prima arrogante da Olivia, que não perdia uma chance de deixar claro que se achava melhor do que todo mundo. Acontece que ao ser sequestrada por engano (o alvo na verdade era Olivia), Marissa tem um choque de realidade e começa a avaliar a futilidade extrema com que conduzia a sua vida.
“Tudo por nós dois” fala sobre redenção e recomeços. Marissa quer encontrar o seu novo caminho e Nash, que teve que se fingir de morto por tantos anos, quer esquecer algumas de suas ações do passado.
O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos alternam entre Nash e Marissa, permitindo que o leitor compreenda melhor os acontecimentos e os sentimentos dos protagonistas.
Marissa é jovem, bonita, rica… considerada uma mimada filhinha de papai, o que é verdade até certo ponto. Conseguimos entender melhor o seu comportamento (não que ele seja justificado) ao entender a interação de Marissa com o pai. Não existe ternura, nem uma amostra de sentimentos calorosos por parte do pai dela. Marissa foi criada para desempenhar uma função e propagar o nome da família. Ela só é reconhecida pela família quando faz o que eles querem, qualquer indício de independência ou de sonhos próprios é vetado de maneira abrupta. O que vale para o patriarca da família Towsend são as aparências.
Nash presenciou a morte da mãe. Seu pai fez com que ele cortasse relações com Cash e com todos que conhecia. Ele cresceu com criminosos e realizou coisas que não tem orgulho. Aprendeu a não se relacionar com ninguém. Ter sentimentos ou laços afetivos pode colocar alguém em perigo. Mesmo assim, Nash tem “necessidades” e Marissa é uma mulher linda que está atraída por esse bad boy. Então Nash tem a obrigação de aproveitar o momento não é?

“Sorrio de modo afetado diante da sua tentativa de declarar, de forma tão delicada, que eu era contrabandista de armas. É extremamente irônico o fato de que o mais careta de nós, o mais provável para ter sucesso no mundo corporativo, acabou se transformando num criminoso. Até hoje, isso deixa um gosto amargo na minha boca”. (p. 53)

A interação entre os dois é altamente explosiva. Existe certa atração física mais forte nesse livro, não tão romanceada quanto os demais livros, deixando o relacionamento desses protagonistas um pouco mais primitivo.
É claro que o desfecho sobre a tragédia que abalou a vida dos Davenports ganha destaque e tem um encerramento perfeito. Mas também temos algumas conclusões sobre os personagens em si, como o relacionamento de Cash e Olivia.
Um dos pontos positivos do livro, além de não deixar pontas soltas no enredo é que a autora trouxe de volta alguns personagens que dão uma maior leveza e humor, como Gavin e a Ginger, que mostra para Marissa sua visão engraçada sobre os homens e como lidar com eles. 
O último livro da trilogia traz humor, romance, cenas hots, drama e deixa claro que nunca é tarde para os recomeços. 
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa combina com as capas dos livros anteriores.

“Sejam quais forem as suas razões, o efeito ainda é o mesmo. Aliás, só de pensar que ele pode precisar de mim tanto quanto sinto que preciso dele apenas intensifica essa sensação. Imediatamente, minha mente se acalma e o pânico alivia. Este é o momento em que me dou conta de que sim, ele é encrenca. E que não, isso não vai me afastar dele. Nada vai fazer isso. E eu não sei por quê“. (p. 13)

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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