25outubro2014

[Resenha] Filha da Ilusão – Série Herdeiros da Magia – Livro 01 – Teri Brown

Sinopse“Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920. Como filha ilegítima de Harry Houdini – ou pelo menos, é o que Marguerite alega – os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truque mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro. Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas. E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar? Teri Brown cria, neste fantástico romance histórico, um mundo onde pulsam a magia, a paixão e as tentações da Nova York de Era do Jazz – e as aventuras de uma jovem prestes a se tornar senhora do seu destino.”
Minha opinião – “Filha da Ilusão” é o primeiro livro da série Herdeiros da Magia publicado no Brasil pela editora Valentina.
A história é narrada em primeira pessoa pela protagonista Anna, uma jovem de 16 anos de idade que tem uma vida peculiar. Sua mãe é uma famosa médium (do tipo charlatã), que vive de fazer apresentações e sessões espíritas privadas (que não são permitidas por lei).
Madame Marguerite é uma mulher egocêntrica, preocupada apenas consigo mesma. Anna trabalha como sua assistente nos palcos e como uma empregada em casa. Sua mãe não lhe dá o devido valor e na maior parte do livro é grosseira com a protagonista, principalmente quando Anna recebe algum elogio que ressalta sua beleza ou talento natural.
Diferente de sua mãe, Anna possui dons verdadeiros: ela tem alguns flashs do futuro, consegue falar com espíritos e ao tocar em alguém, pode ler suas emoções. É claro que ela mantêm tudo em segredo até mesmo de sua única familiar.
As duas se mudam para NY e Marguerite tenta ganhar fama com o auxílio de seu empresário francês Monsieus Jacques Mauvais.
Enquanto Anna continua suas rotinas diárias, ela conhece seu vizinho, o Sr. Darby, um senhor muito engraçado que é um inventor e o seu sobrinho, Colin. 
Em termos de romance, surge um início de triângulo amoroso entre Anna, Colin e o sobrinho de Jacques, Owen.
Mas o foco principal não está no romance, e sim, nos shows e sessões de Marguerite, na paternidade de Anna (sua mãe jura que ela é filha do famoso Houdini!) e da Sociedade de Pesquisas Paranormais.
Anna vai descobrir que não está sozinha quando o assunto é possuir dons, mas ela também vai observar que nem todos que se mostram tão solícitos em ajudá-la a entender suas habilidades, possuem intenções tão boas.
O livro é uma ótima pedida para os fãs do gênero. O enredo é muito bem construído, os personagens são carismáticos e com personalidades marcantes e os acontecimentos se destacam. Além disso, temos a ilustre aparição do próprio Houdini no livro! 
O trabalho editorial é fantástico. A capa é linda e chama a atenção, existem detalhes no cabeçalho e no início dos capítulos e a revisão foi minuciosa.

“De repente, as comportas se abrem dentro dele e um mar de afeto me inunda. Assustada, inclino a cabeça para trás e vejo seus olhos escuros ardendo com algo que nunca vi ou senti antes.” (p. 237)

Edição: 1
Editora: Valentina
ISBN: 9788565859295
Ano: 2014
Páginas: 288
Tradutor: Heloísa Leal
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Avaliação: 5/5
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Thaís Turesso

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05outubro2014

[Resenha]: “A Dança do Viúvo” – Série Tres Navarre – Livro 2 – Rick Riordan

Sinopse – “A cantora Miranda Daniels está fazendo um sucesso literalmente de matar nas casas de show do Texas. Seu produtor e uma das integrantes de sua banda foram assassinados, e seu agente está desaparecido. Para piorar, sua fita demo, que deveria ser enviada a uma grande gravadora para o fechamento de um contrato milionário, também sumiu. Agora, cabe ao detetive particular apreciador de tequila e mestre de tai chi chuan Tres Navarre desvendar esse mistério e proteger Miranda das armadilhas da indústria musical, antes que haja novas vítimas”.
Minha opinião – “A dança do viúvo” traz de volta ao leitor o sarcástico Tres Navarre em mais uma história repleta de reviravoltas.
A nova história se passa dois anos depois dele voltar para San Antonio e no momento ele está tentando tirar sua licença para detetive particular. Trabalhando com Erainya, a dona da Agência de detetives, Navarre está tentando descobrir quem roubou a fita demo de uma possível estrela em ascensão, a cantora country Miranda Daniels.
Sua principal suspeita é Julie Kearns, uma integrante da atual banda. O problema é que Julie é assassinada enquanto Tres a vigia, em plena luz do dia e diante de inúmeras testemunhas que não viram absolutamente nada…
Como uma boa história de conspiração, desde o início do livro temos vários possíveis suspeitos para o crime: Milo Chavez e Les Saint-Pierre, dois agentes de talentos que estão negociando o contrato de Miranda contra Tilden Sheckly, ou simplesmente Sheck, o dono do cabaré Indian Paintbrush, que tem fama de explorar os artistas e dormir com as cantoras.
Se ter tantos suspeitos não fosse o suficiente, o envolvimento de Sam Barrera, diretor regional da I Tech Segurança e Investigações e ex-agente do FBI, alguns russos estranhos e situações cada vez mais perigosas, adicionam ainda mais elementos que levantam dúvidas sobre o que está acontecendo.
A mocinha do livro é uma jovem de 25 anos que tem sua grande chance de ser famosa e conseguir um grande contrato. Miranda é uma personagem um pouco sem graça, com seu jeitinho apático e sem muita opinião própria, dando a impressão de que é movimentada como uma marionete por todos.  A história de seu irmão Brent é mais interessante do que a sua.
Duas personagens femininas são destaques pela personalidade forte e marcante: Allison, a esposa de Les Saint-Pierre, uma mulher que é direta e não leva desaforo para casa e Kelly, estudante de direito e sobrinha de Ralph Arguello.
Para os leitores que estão sentindo saudades de alguns personagens do primeiro livro, como um certo gato charmoso, Garret, o irmão mais velho de Tres e Ralph Arguello, não se preocupem… eles estão de volta e ainda melhores do que no primeiro livro. E é claro que não poderia faltar Paspalho, um papagaio hilário e tremendamente direto para arrancar algumas risadas em meio a investigação.

“- Na última vez que saí com você, a gente acabou com uma conta de 300 dólares por quebrar a mobília do bar. Eles não vão me deixar entrar no Chili Parlor por dinheiro algum, tá bom?” (p. 111)

Da mesma forma que o primeiro livro, “A dança do viúvo” traz uma história intrigante que prende a atenção do leitor até a última página. Com um clima mais country, com direito a botas de caubói e jeans justinhos, os personagens retornam para arrasar.
O único problema que encontrei durante a leitura está relacionado à cronologia da história. Não sei se foi falta de atenção minha ou erro mesmo, mas tive a impressão que a mãe está mais nova nesse livro, já que na página 41 é comentado que ela tem “uns 55 anos” e no livro um, ela teria 56 (se a história do segundo livro ocorre dois anos após a do primeiro, ela deveria ter 58).

“Então prepare-se meu bem, encare o ritmo com altivez, Gire ao redor do berço até a alma começar a arder,E na próxima música vamos ter a nossa vezPorque a Dança do Viúvo é difícil de aprender”. (“A Dança do Viúvo” – Brent & Miranda Daniels).

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Thaís Turesso

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22agosto2014

[Resenha] Tudo Por Nós Dois – Trilogia Bad Boys – Livro 03 – M. Leighton

Sinopse – Neste último volume, a rica e arrogante Marissa Towsend enfrenta um grande trauma. Após ser confundida com sua doce prima Olivia, ela acaba sendo sequestrada pelos mafiosos envolvidos pela tragédia dos Davenports. Ao ser resgatada, Marissa descobre que deve sua vida ao misterioso Nash, e ela não consegue afastá-lo do pensamento. Disposta a ajudá-lo a livrar o pai da pena por um crime que não cometeu, ela fará tudo o que estiver a seu alcance, inclusive mergulhar em um mundo de paixão, desejo e segredos, onde nada é o que parece e ao qual ela pode não sobreviver.
Minha opinião – Para aqueles que acompanharam a trilogia, perceberam que Marissa era a prima arrogante da Olivia, que não perdia uma chance de deixar claro que se achava melhor do que todo mundo. Acontece que ao ser sequestrada por engano (o alvo na verdade era Olivia), Marissa tem um choque de realidade e começa a avaliar a futilidade extrema com que conduzia a sua vida.
“Tudo por nós dois” fala sobre redenção e recomeços. Marissa quer encontrar o seu novo caminho e Nash, que teve que se fingir de morto por tantos anos, quer esquecer algumas de suas ações do passado.
O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos alternam entre Nash e Marissa, permitindo que o leitor compreenda melhor os acontecimentos e os sentimentos dos protagonistas.
Marissa é jovem, bonita, rica… considerada uma mimada filhinha de papai, o que é verdade até certo ponto. Conseguimos entender melhor o seu comportamento (não que ele seja justificado) ao entender a interação de Marissa com o pai. Não existe ternura, nem uma amostra de sentimentos calorosos por parte do pai dela. Marissa foi criada para desempenhar uma função e propagar o nome da família. Ela só é reconhecida pela família quando faz o que eles querem, qualquer indício de independência ou de sonhos próprios é vetado de maneira abrupta. O que vale para o patriarca da família Towsend são as aparências.
Nash presenciou a morte da mãe. Seu pai fez com que ele cortasse relações com Cash e com todos que conhecia. Ele cresceu com criminosos e realizou coisas que não tem orgulho. Aprendeu a não se relacionar com ninguém. Ter sentimentos ou laços afetivos pode colocar alguém em perigo. Mesmo assim, Nash tem “necessidades” e Marissa é uma mulher linda que está atraída por esse bad boy. Então Nash tem a obrigação de aproveitar o momento não é?

“Sorrio de modo afetado diante da sua tentativa de declarar, de forma tão delicada, que eu era contrabandista de armas. É extremamente irônico o fato de que o mais careta de nós, o mais provável para ter sucesso no mundo corporativo, acabou se transformando num criminoso. Até hoje, isso deixa um gosto amargo na minha boca”. (p. 53)

A interação entre os dois é altamente explosiva. Existe certa atração física mais forte nesse livro, não tão romanceada quanto os demais livros, deixando o relacionamento desses protagonistas um pouco mais primitivo.
É claro que o desfecho sobre a tragédia que abalou a vida dos Davenports ganha destaque e tem um encerramento perfeito. Mas também temos algumas conclusões sobre os personagens em si, como o relacionamento de Cash e Olivia.
Um dos pontos positivos do livro, além de não deixar pontas soltas no enredo é que a autora trouxe de volta alguns personagens que dão uma maior leveza e humor, como Gavin e a Ginger, que mostra para Marissa sua visão engraçada sobre os homens e como lidar com eles. 
O último livro da trilogia traz humor, romance, cenas hots, drama e deixa claro que nunca é tarde para os recomeços. 
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa combina com as capas dos livros anteriores.

“Sejam quais forem as suas razões, o efeito ainda é o mesmo. Aliás, só de pensar que ele pode precisar de mim tanto quanto sinto que preciso dele apenas intensifica essa sensação. Imediatamente, minha mente se acalma e o pânico alivia. Este é o momento em que me dou conta de que sim, ele é encrenca. E que não, isso não vai me afastar dele. Nada vai fazer isso. E eu não sei por quê“. (p. 13)

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Thaís Turesso

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29julho2014

[Resenha] Manhã de Núpcias – Série Os Hathaways – Livro 4 – Lisa Kleypas

Minha opinião – “Quando herdou o título de lorde Ramsay, Leo Hathaway e sua família passavam por um dos momentos mais difíceis de sua vida. Mas agora as coisas vão bem. Três de suas quatro irmãs já estão casadas, uma preocupação que Leo nunca teve consigo mesmo. Solteiro inveterado, ele tem uma certeza na vida: nunca se casará. Mas então a família recebe uma carta que pode pôr tudo isso em risco: se Leo não arrumar uma esposa e gerar um herdeiro dentro de um ano, ele perderá o título e a propriedade onde todos vivem. Solteira e sem pretendentes, a governanta Catherine Marks talvez seja a única salvação da família que a acolheu com tanto carinho. O único problema é que Leo não compartilha do mesmo afeto que suas irmãs têm pela moça. Para ele, Catherine é uma megerazinha cheia de opinião que fala demais. Apesar de irritá-lo e quase o levar à loucura, ela é a primeira – e única – mulher com quem ele considera se casar. Catherine, por sua vez, tem uma opinião igualmente negativa a respeito do patrão. Além disso, ela esconde alguns segredos do passado e um deles pode destruir a vida que tão cuidadosamente construiu para si. Agora Leo e Catherine precisam um do outro, mas para vencer as dificuldades e consertar as coisas eles terão que superar as turras e as diferenças, num romance intenso e sensual que só Lisa Kleypas poderia ter escrito”.

Minha opinião – “Manhã de Núpcias” é o quarto livro da excêntrica família Hathaway e tem como protagonista o Leo.

Narrado em terceira pessoa, a história se passa em Hampshire, na Inglaterra no ano de 1852. Conforme a sinopse explica Leo agora é visconde e junto com seus cunhados administra as terras da Ramsay House. Com 30 anos, ele já sofreu uma grande perda e não quer saber de casamento. Suas irmãs estão casadas e felizes. Apenas Beatrix, que está com 19 anos, ainda não tem um pretendente, mas ela tem aulas de etiqueta com Catherine Marks, sua tutora.

Acontece que existe uma cláusula envolvendo a Ramsay House, que especifica que o proprietário precisa estar casado e com um herdeiro em um curto prazo. Só que a principal preocupação de Leo é perturbar Catherine, a única mulher que ele conhece que não se importa em ser sincera e até mesmo turrona em sua presença. O que acaba despertando emoções contraditórias em Leo.

“- A senhorita não tem pensamentos impróprios?
– Dificilmente.
– Mas quando tem, como são?
Ela lançou-lhe um olhar indignado.
– Já lhe disse que nunca tive nenhum – protestou ela.
– Não, a senhorita disse “dificilmente”. O que significa que um ou dois já andaram rondando por aí”. (p. 32)

Leo é engraçado, inteligente e até um pouco presunçoso. É um protagonista apaixonante, mesmo com sua teimosia infinita e a necessidade de perturbar Catherine.

Catherine tem uma fachada séria e tenta passar um ar imponente, mas na verdade é uma jovem de 20 e poucos anos que sofreu demais em tão pouco tempo. Nos livros anteriores o leitor descobriu a relação entre Catherine e Harry Rutledgle, o marido de Poppy. Filhos de Nicollete Wigens, uma mulher fútil e preocupada apenas consigo mesmo, em “Manhã de Núpcias” descobrimos o motivo de tanto segredo de Catherine sobre o seu passado.

“- Vocês, os Hathaways, nunca conseguiriam entender como é ser criado no isolamento por pessoas que não lhe dão a mínima. Não há escolha senão presumir que isso é culpa sua, que não é digno de amor. E esse sentimento o envolve até se tornar uma prisão e você se vir fechando a porta para qualquer um que queira entrar”. (p. 24)

É claro que o relacionamento dos protagonistas não poderia acontecer sem alguns percalços e alguns personagens são inseridos para potencializar a confusão: a condessa Ramsay e sua filha, a Srta Vanessa Darvin e o inescrupuloso lorde Guy Latimer.

Um dos pontos positivos desse livro, na verdade da série como um todo até o presente momento, é a interação dos Hathaways. Durante toda a leitura aparece uma irmã, um cunhado ou um teimoso furão (o Dodger é fofo demais) reforçando o tema principal dessa série: a família. Temos Amélia e Cam, Win e Kev, Harry e Poppy demonstrando como casamentos inesperados podem dar certo, mas também temos Beatrix deixando claro que possui uma personalidade forte e que não irá se envolver com alguém que não a compreenda. O modo como interagem entre si, defendem-se e deixam claro o quanto se amam é emocionante.

Lisa Kleypas soube dosar a sensualidade das cenas à dois com situações engraçadas e até mesmo dramáticas. A escrita concisa e ao mesmo tempo capaz de despertar sentimentos, proporciona aos fãs de romances históricos uma leitura agradável, com direito à lágrimas e suspiros.

” Decidido a debochar dela, Leo olhou para a lista.
– Marietta Newburry?
– Sim – disse Amélia – O que há de errado com ela?
– Não gosto dos dentes dela.
– E quanto a Isabella Charrington?
– Não gosto da mãe dela.
– Lady Blossom Tremaine?
– Não gosto do nome dela.
– Ah, pelo amor de Deus, Leo, ela não tem culpa de ter esse nome.
– Não importa. Não posso ter uma esposa chamada Blossom. Todas as noites eu sentiria como se estivesse chamando uma das vacas”. (p. 35)

Série Os Hathaways

  1. Desejo à Meia-Noite
  2. Sedução ao Amanhecer
  3. Tentação ao pôr do sol
  4. Manhã de Núpcias
Categorias:Outros
Thaís Turesso

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