08novembro2011

Noah Foge de casa – John Boyne

“Noah Barleywater saiu de casa ainda cedo, antes do sol raiar, antes dos cachorros acordarem, antes do orvalho parar de cair nos campos.”

Livro: Noah foge de casa
Autor: John Boyne
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Literatura Internacional | Juvenil
ISBN: 9788535919493
Páginas: 195
Lançamento: 2011
Classificação: ♥ ♥ ♥ 

Sinopse: Noah tem oito anos e acha que a maneira mais fácil de lidar com seus problemas é não pensar neles. Quando se vê cara a cara com uma situação muito maior do que ele próprio, o menino simplesmente foge de casa, aventurando-se sozinho pela floresta desconhecida. Logo, Noah chega a uma loja mágica de brinquedos, com um dono bastante peculiar.

Ele tem uma história para contar, uma história cheia de aventuras que termina com uma promessa quebrada, uma história que vai levar o fabricante de brinquedos a pensar sobre o seu passado e Noah a pensar sobre aquilo que deixou para trás. Em seu primeiro livro juvenil desde o best-seller O menino do pijama listrado, o escritor irlandês John Boyne cria um mundo que mistura contos de fadas com os problemas mais cotidianos de um garoto comum. Esta fábula leve e inteligente prende os leitores presos até o final com dois grandes mistérios: por que Noah fugiu de casa e quem é o fabricante de brinquedos?

Noah é um garoto de oito anos que acha que nunca fez nada de importante na vida e por alguma razão resolveu fugir de casa para viver uma grande aventura.
Durante a narrativa somos levados a viajar com Noah através de algumas cidades até o momento em que ao chegar a uma determinada cidade ele se depara com uma árvore, a qual lhe chama a atenção. Parado observando a tal árvore, Noah conhece um salsicha e um burro que lhe dão algumas dicas sobre o que é aquela árvore.
“¾ Mas afinal o que aquela árvore tem de especial? ¾ indagou Noah ignorando a pergunta do burro e virando-se para observar a árvore. ¾ Deve ter milhões de árvores e árvores no mundo.
¾ Que nada! ¾ fez o salsicha, sacudindo a cabeça. ¾ Esse é um equívoco comum. Na verdade só tem uma. Elas compartilham uma raiz universal, entende, que fica bem no centro do mundo, e todas nascem dela, de modo que rigorosamente falando só há uma árvore.” (p.28-29)
 Depois de muito tempo observando a árvore, o garoto finalmente percebe que atrás dela há uma residência muito estranha, a qual ao adentrar Noah descobre ser uma loja de brinquedos mágica.
Nessa loja Noah conhece um velho muito misterioso. Após tornar-se amigo deste velho, juntos vão dividir histórias tanto sobre a vida do velho quanto sobre a vida de Noah, e aos poucos o leitor vai entendendo qual o motivo por Noah ter fugido de casa.
O livro é bem leve trazendo realmente a sensação de que quem conta a história é uma criança e o mais interessante é que as histórias que vão sendo narradas pelo velho de alguma forma parecem refletir sobre a história de Noah, fazendo-o por várias vezes lembrar-se de sua casa e querer voltar.
Noah também conta suas próprias histórias de momentos muito interessantes que vivenciou com a mãe. A saudade chega por vezes a dominar o garoto que começa a cogitar a ideia de voltar para casa, mas por algum motivo Noah continua se recusando a fazer tal coisa.
O livro é realmente é muito fofo, mas uma coisa me incomodou: quando eu estava na página 25 já tinha ideia de como acabaria a história de Noah no final do livro. Não sei se isso aconteceu com todos os leitores, ou se eu fui a única que conseguiu essa proeza – rs… mas enfim, essa foi a única coisa que me incomodou.
No entanto, o ponto alto do final do livro foi a revelação de quem é o velho da loja de brinquedos. Essa sim foi uma revelação pela qual eu não estava esperando e eu realmente adorei.
Vale a pena!!!

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Thaís Turesso

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11outubro2011

Os Últimos Soldados da Guerra Fria – Fernando Morais

Livro: Os Últimos Soldados da Guerra Fria

Autor: Fernando Morais
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Literatura Nacional | História
Páginas: 412
Lançamento: 2011

Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ 

Estou impressionada com o livro do qual devo falar hoje, é a primeira obra que leio do autor Fernando Morais que leio e a minha reação foi: “Nossa. Esse livro é muito bom”.
Em os últimos soldados da Guerra Fria o autor nos leva a entender a infiltração dos agentes secretos cubanos em Miami.
O livro é tão interessante e sua narrativa tão envolvente que você não se dá conta das artimanhas envolvidas nessa guerra. Em um momento você está lendo a saga de homens que fugiram de Cuba para se ver livre e de repente, o autor nos mostra que tais homens não passavam de agentes, previamente selecionados e treinados por anos por Cuba para se infiltrarem nos EUA e conseguir informações contra as organizações anticastristas.

Em outro momento o autor nos apresenta a vida de espionagem desses mesmos agentes e quando você tem certeza de que eles eram muito inteligentes e que jamais seriam pegos, o autor nos mostra que esses mesmos agentes estavam sendo vigiados pela Agência de Inteligência há anos e que sem serem notadas contribuíram para a prisão dos envolvidos na chamada “Rede Vespa”, que se tratava do grupo de 14 agentes da inteligência Cubana, dos quais 10 viriam a ser presos e somente 5 iriam a julgamento e seriam condenados.
Uma das características mais marcantes do livro se deve ao projeto gráfico feito pela editora, onde elucidando os acontecimentos encontramos diversas fotos, como essa abaixo que se nos explica detalhadamente “A pirâmide da Rede Vespa”.
Todo o livro gira em torno de três pilares centrais: O Governo Americano que tentava libertar Cuba do governo de Fidel por meio de ações diplomáticas; o Governo Cubano interessado em manter seu atual governo da forma como estava e preocupado em se proteger das ações extremistas das organizações anticastristas; e as organizações anticastristas dispostos a conseguir a liberdade de Cuba a qualquer custo, inclusive por ações terroristas.
O desfecho da história nos leva a prisão dos 10 agentes secretos cubanos e nos mostra como ardilosamente os EUA fez um acordo com 5 deles para conseguir informações até então desconhecidas, também nos relata o que houve com os cinco agentes que se negaram a fazer o acordo, os quais não teriam nenhuma chance no julgamento que viria e passariam a sofrer duras consequências, entre elas, após presos os EUA fizeram de tudo para impedir que eles fossem visitados por seus familiares.
Uma opinião particular: esse é um livro pra quem realmente se interessa por história, conspirações e os “bastidores” de uma guerra. Não acredito ser um livro que se leia rápido, pois é repleto de muitos detalhes impressionantes utilizados com maestria pelo autor a fim de levar o leitor a acompanhar cada detalhe oculto por trás da Guerra Fria. É um livro que vale muito a pena ler pra quem curte este tipo de literatura, o livro se tornou um dos meus favoritos deste ano e quando terminei fiquei pensando: “Por que as leituras obrigatórias do colégio não podem ter livros tão incríveis como esse?” Com certeza, eu gostei muito mais de acompanhar a Guerra Fria através das páginas escritas por Fernando Morais do que pelas linhas maçantes de um livro didático. Mas isso… é apenas a opinião de uma “ex-aluna” que odiava história – kkkk.


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Thaís Turesso

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19agosto2011

Orgulho e Preconceito – Jane Austen (Vol. I)

“Como é agradável passar uma noite assim! Devo dizer que não existe prazer maior que a leitura! De todo o resto, a pessoa se cansa mais depressa que de um livro! – Quando eu tiver uma casa só minha, quero morrer a míngua se não tiver uma excelente biblioteca.” (p.161)

Livro: Orgulho e Preconceito
Autor:  Jane Austen
Editora:  Companhia das Letras
Categoria:  Literatura Internacional / Romance
ISBN:  9788563560155
Páginas:  569
Lançado: 2011

Hoje meu comentário será um pouco diferente, pela primeira vez por aqui vou dividir meu comentário em três partes. Deixe-me explicar porque…
O Livro Orgulho e Preconceito foi lançado originalmente em 3 volumes, embora nesta edição que tenho em minhas mãos hoje, vinda da Editora Companhia das Letras tais volumes estejam organizados formando um único livro.
O fato é que mesmo ele sendo um único livro continua sendo dividido em três partes e devido a magnitude e profundidade da obra em questão achei por bem comentar minha singela opinião conforme eu for lendo cada parte. Nesse momento então inicio o meu comentário sobre o Volume I. Vamos lá!
A principio devo dizer que para leitores, que como eu, não estão habituados aos clássicos a editora fez um trabalho relevante com esta edição. Antes de iniciar o volume encontramos um Prefácio, Introdução e notas sobre o texto que enriquecem e vem a colaborar na leitura que está por vir. Nestas passagens que iniciam o livro uma fala da autora me chamou a atenção:
“Quando recebeu um exemplar da primeira edição, Austen observou: “Há alguns poucos erros tipográficos ¾ & um ‘disse ele’ ou um ‘disse ela’ teria em alguns pontos tornado o Diálogo mais claro ¾ mas
“Eu não escrevo para elfos estúpidos
“Nem eles são lá tão ingênuos”. ” (p.95)
Falando sobre o Volume I…
Entre os inúmero personagens encontramos Elizabeth Bennet que entre todas as suas irmãs possui uma visão diferenciada acerca de determinados assuntos.
A estória realmente começa com a chegada de um novo morador a vizinhança, o Senhor Bingley que vem acompanhado da irmã e de um amigo, o Senhor Darcy.
Na chegada desses novos moradores surge a possibilidade de um enlace matrimonial entre o senhor Bingley e a irmã mais velha de Elizabeth. Mas o acontecimento maior se dá em um baile quando Elizabeth se vê rejeitada em um uma dança pelo senhor Darcy, o qual a partir daquele momento se torna muito observado pela nossa protagonista.
Senhor Darcy é um homem respeitável devido a sua condição financeira, mas passa a ser visto por todos como um homem orgulhoso e mesquinho. Mas algo no comportamento deste homem desperta o interesse de Elizabeth que se vê incitada a buscar mais informações quando um ex-amigo do senhor Darcy aparece.
Em meio a esses acontecimentos a família de Elizabeth recebe uma visita, o senhor Collins, que após a morte do senhor Bennet herdará toda sua propriedade deixando assim, as irmãs Bennet sem nada.
O senhor Collins chega com o intuito de se casar com uma das irmãs Bennet, sua escolhida, no entanto, é Elizabeth que o recusa.
A partir daí as coisas começam a tomar um rumo diferente…
O senhor Collins parte prometendo voltar, deixando todos sem saber o porque  dele querer voltar.
O senhor Bingley e o senhor Darcy partem sem se despedirem de ninguém. Elizabeth está cada vez mais fascinada pelo senhor Darcy. Afinal, quem é aquele homem tão hostil e ao mesmo tempo tão encantador?
As respostas para estas perguntas somente os futuros leitores terão.
Para não me estender ainda mais, vou comentar dois pontos importantes para os futuros leitores:
· Orgulho e Preconceito possui uma linguagem bem formal, o que a principio pra quem está acostumado a ler os Best-sellers da atualidade, pode causar certa estranheza. No começo da leitura isso realmente me incomodou um pouco, mas depois de me acostumar com a narrativa de Jane Austen fiquei apaixonada pelo enredo intenso.
· Nas falas ao invés do uso de travessão, são usadas “aspas”, o que eu não gosto, pois acho que a leitura fica cansativa e o texto poluído. Mas esse é um recurso que varia de autor para autor.

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Thaís Turesso

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