12junho2012

Por Isso a Gente Acabou – Daniel Handler

Livro: Por Isso a Gente Acabou
Autor: Daniel Handler
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Literatura Internacional | Romance
ISBN: 9788535920239
Páginas: 376
Lançamento: 2012
Classificação:  ♥ ♥ ♥ 

Pesquise o menor preço deste livro!

Sinopse:
Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica do autor, de uma
situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma
relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa
vivência pode gerar. Min Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e,
depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado,
acabam o namoro.
Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva,
entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o
casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do
episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova
razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente
acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico –
características da personagem – e traduz com um misto de simplicidade e
profundidade a história de uma separação (…)
Por Isso a Gente Acabou  é um livro intrigante e interessante, digamos assim, um livro que te conta o final já pelo título “Por isso a gente acabou”. Então já sabemos que eles terminaram certo? Isso,  basicamente. Mas não é tão simples quanto parece. Existe o meio, onde saberemos porque eles terminaram ou “acabaram” e existe o final, que é até onde a história começa, mas como chegou até ele, é o mais instigante e surpreendente.
Uma singela caixinha, quase que de surpresa (na verdade é para nós, leitores), mas não para Ed Slarteron, o ex “algo” de Minerva conhecida como Min. Ela está lhe entregando a caixa, na verdade deixando ele tomar conhecimento dela, quando ela realmente começa a nos contar desde o começo, cada objeto dentro da caixa representa um pedaço da história, a narrativa é contagiante e demasiadamente envolvente, você vai lendo e lendo e quando se dá conta, não parou até chegar no final.
Cada objeto dentro da caixa que está sendo entregue à Ed, é uma lembrança para Min, que hoje, de coração partido, mas de forças renovadas desfaz-se completamente de seus pertences que o uniam à Ed, não mais agora.
Min é inteligente, singela e “das artes” como diria Ed, a meu ver, Min é linda por sua diferença, por não se encaixar na popularidade. Ed é o típico líder, capitão, exímio jogador. Bonitão e popular, que vê em Min… O quê mesmo?

Por Isso a Gente Acabou é o retrato de um amor interrompido, de um coração partido e é o desabafo de uma garota comum, que narra suas dores e maravilhas, seus dias bons e ruins, narra com sinceridade o que se passa e o que passou, mas a caixa, é simbólica, representando os momentos que um dia foram bons e que hoje já não significam nada mais.

Para a narrativa, ilustração, enredo e todo o livro eu daria cinco estrelinhas, mas não consegui dar mais do que três, já que faltou “algo” no final e muito a ser descoberto. Enfim, recomendo sem pestanejar, só gostaria de um pouco mais de “final feliz” em minhas leituras!
Olhem a caixinha (eu ameiiii):

Olhe que legal, esse vídeo do autor entrevistando corações partidos:


Categorias:Outros
Thaís Turesso

veja também os relacionados:

25maio2012

De repente, nas profundezas do bosque – Amós Oz

Livro: De repente, nas profundezas do bosque
Autor: Amós Oz
Editora:  Companhia das Letras
Categoria:  Ficção | Literatura Estrangeira
ISBN: 8535909966
Páginas: 141
Lançamento: 2007
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Compre pelo menor preço!

Sinopse:  
Uma fábula onde os animais não falam, mas fala-se deles e do seu desaparecimento do bosque numa noite de tempestade. Alguns habitantes mais antigos da aldeia afirmam terem visto quando a sombra de Nehi, o demônio, passou pelo bosque levando atrás de si muitas outras sombras, às quais juntaram-se todos os animais: carneiros, raposas, tigres, jumentos, vacas, cobras, insetos, aves…
Desde então, paira sobre a aldeia a seguinte dúvida: todos aqueles animais teriam mesmo existido ou seriam apenas lenda dos aldeões mais velhos? Estes dizem aos mais jovens que é perigoso entrar no bosque, pois o demônio Nehi poderia levá-los, assim como fez com todos os animais. A desconfiança e o medo são constantes na aldeia. 
O livro que vou resenhar hoje pode ser um pouco infantil,
mas a história em si serve para adultos e crianças. 

De todas as crianças da aldeia, apenas duas, Maia e Mati,
sentiam uma baita atração pelos bosques sombrios. Pág. 39
Com uma narrativa leve e gostosa de ler, Amós Oz conduz este
livro através de Maia e Mati, que ficam curiosos em relação às histórias que
sua professora conta e adentram o bosque para descobrir se estas histórias são
verdadeiras. 
Me fez refletir este livro. É como se os bichos para eles
fossem os aliens para nós, não sabemos se existem, agora atualmente estamos dentro
desta mata e iremos descobrir em breve a verdade.
Por ter poucas páginas, a leitura flui rapidamente e quando
você menos espera já acabou de ler. A capa confusa foi um atrativo pra eu ler o
livro. Por dentro a Editora Cia das Letras fez uma ótima diagramação. É um bom
livro para passar o tempo e/ou refletir sobre com vivemos, como não damos
atenção a nenhum animal. 
O livro é curtíssimo, e quando menos se espera, a leitura termina, não poderia eu, escrever e prolongar ainda mais a resenha, um livro que entrete e nos leva a reflexão. Recomendo a leitura.
 Um
garoto que gosta principalmente de ler. Mas também de vôlei e ainda
por cima é um pouco viciado em séries. Espera ser um grande escritor um
dia, assim que seus projetos forem terminados.
 Redes Sociais:

 

Categorias:Outros
Thaís Turesso

veja também os relacionados:

08março2012

Festa no Covil – Juan Pablo Villalobos

“Alguém devia inventar um livro que dissesse o que está acontecendo neste momento, enquanto você lê. Deve ser mais difícil  de escrever que os livros futuristas que adivinham o futuro. Por isso não existe. E aí a gente tem que investigar na realidade.”

Livro: Festa no Covil
Autor: Juan Pablo Villalobos
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Literatura Internacional
ISBN: 9788535920260
Páginas: 96
Lançamento: 02/02/2012
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Compre pelo menor preço ( De: R$22,09 Até: 26,55 )

Sinopse:
O romance de estreia de Juan Pablo Villalobos é surpreendente em muitos sentidos. Breve e incisivo ao revelar a face mais violenta da realidade (não apenas)mexicana sob uma ótica insólita, entra no cânone da narcoliteratura sem ceder aos tiques próprios do subgênero. Em ‘Festa no Covil’, a vida íntima de um poderoso chefe do narcotráfico , Yolcault, ou “El Rey” é narrada pelo filho. Garoto de idade indefinida, curioso e inteligente, o pequeno herói, que vive trancado num “palácio” sem saber a verdade sobre o pai, reconta sem filtros morais o que presencia ou conhece pela boca dos empregados ou pela tevê. Seu passatempo é investigar secretamente os mistérios que entrevê, colecionar chapéus e palavras difíceis e pesquisar sobre samurais, reis da França e animais em extinção, sempre com o auxílio de seu preceptor, um escritor fracassado egresso da esquerda.

“Algumas das palavras difíceis que eu sei são: sórdido, nefasto, pulcro, patético e fulminante. Na verdade não são muitas as pessoas que dizem que sou precoce. O problema é que não conheço muita gente.” (pág. 9)

Tochtli é um menino inteligente, vivaz e precoce para a sua idade (não identificada durante toda a leitura). Festa no Covil é narrado totalmente por esse garoto, e é através de sua instigante curiosidade é que iremos descobrindo “pessoas nefastas”, coisas pouco “pulcras”, situações “sórdidas” e pessoas “patéticas”.

Utilizando de sua genialidade esse garoto é um brilho na escuridão, uma pequena raridade em meio à podridão. Esse menino, vive com Yolcaut (seu pai), Miztli e Mazatzin (seu professor). Basicamente o garoto vive no tráfico e mora em uma mansão no México, segundo seu pai, para a proteção deles.

“Teoricamente o nome disso é estar doente do psicossomo, que quer dizer que a doença é da mente. Mas eu não estou doente da mente, nunca tive dor no cérebro.”

O livro é um paradigma. Durante toda a leitura (curtíssima) nos perguntamos, aonde acontece, com quem e se existem garotos prodígios como Tochtli no nosso país. É uma leitura totalmente cativante. O livro nos faz rir de coisas “sórdidas” como diria Tochtli e nos faz pensar se tudo isso não é “patético”. Quem poderia imaginar que um simples livro de ficção poderia trazer inúmeras lições de vida e conhecimentos valiosos?
“Acho que neste momento minha vida é um pouquinho sórdida. Ou patética.”
Além de inteligente este menino é excêntrico. Gosta de usar chapéus para se distinguir dos demais (os reis usam coroas e se você não é rei, pode usar um chapéu para distinção) como se ele saísse da mansão. O pai satisfaz todas as suas vontades e ele faz sua lista diária de aquisições, mas ainda continua um menino solitário em meio ao narcotráfico mexicano. Apesar de possuírem um pequeno zoológico, seu mais recente desejo é possuir um hipopótamo anão da Libéria. Será que no final ele vai conseguir?
Fiquei o tempo todo, enquanto lia o livro, como poderia classificá-la e se no fim de tudo seria possível. Não é. O livro é absurdamente um enigma, além de povoar nossa mente com tanto conhecimento, narra sem culpa, a vida de um garoto que tem sua vida diferente dos demais, e como é viver solitário, sem amigos e em meio à tanta mentira. Mas será mesmo que o garoto vive solitariamente? Sua leitura diária é um tanto curiosa: o dicionário. Isso explica as palavras difíceis que nosso pequeno narrador gosta de usar.
Festa no Covil é uma leitura obrigatória. É o segundo livro que li (o primeiro foi Quarto) onde o narrador é uma criança. E é sem dúvida alguma, um dos meus recentes favoritos.

“Realmente os cultos sabem muitas coisas dos livros, mas não sabem nada da vida. Esse não foi um erro do escritor. Foi um erro da humanidade¨ (pág.30)
 

Sobre o autor:
Juan Pablo Villalobos nasceu em Guadalajara, México, e atualmente mora no Brasil. Festa no covil é seu primeiro romance. Editado originalmente na Espanha, já foi traduzido na Alemanha, Reino Unido, Holanda e França, e tem lançamento previsto em mais sete países.
Categorias:Outros
Thaís Turesso

veja também os relacionados:

19janeiro2012

Os homens que não amavam as mulheres – Stieg Larsson

Livro: Os homens que não amavam as mulheres
Trilogia: Millenium
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Literatura Internacional | Policial| Suspense 
ISBN: 9788535913248
Páginas: 522
Lançamento: 2008
Edição:
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
 
Pesquise no buscapé | Travessa | Saraiva

Sinopse:  
Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o veelho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados – de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois…. até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Muitos já ouviram a famosa frase “nunca julgue um livro pela capa”! Pois é, o livro de hoje para mim fez jus a essa frase.
Meu primeiro contato com o livro “Os homens que não amavam as mulheres” se deu há mais de um ano quando uma amiga comentou que era muito bom, na época quando olhei para a capa do livro não me interessei muito, achei que o livro fosse sem graça… esse foi um dos meus maiores enganos.
Recentemente ao ficar sabendo que o livro seria adaptado para o cinema, a minha curiosidade foi o que me levou a lê-lo e hoje, após a leitura finalizada, posso dizer sem nenhuma dúvida, que o 1º livro da trilogia “Millenium” foi o melhor livro policial que já li.
Em “Os homens que não amavam as mulheres” o autor Stieg Larsson nos brinda com uma narrativa detalhista, envolvente e repleta de mistério. O ponto alto de sua narrativa se deve as descrições tanto de cenários como de caraterização de personagens.
Pra quem não está acostumada com narrativas muito descritivas, as primeiras cem páginas do livro tendem a se tornar um pouco cansativas, a leitura parece que não flui. Nesse começo o autor nos leva a conhecer os personagens e os detalhes sobre suas vidas, o que eles estão fazendo no presente e o que aconteceu no passado para eles estarem onde estão hoje. Passado essa primeira parte de caracterização, o que encontramos é uma leitura de tirar o fôlego, onde o autor nos conduz na busca de respostas e o leitor tende a não querer parar de ler enquanto não chegar ao final (eu li mais de 300 páginas em uma madrugada de tão ansiosa que fiquei.).
Nesse primeiro volume da trilogia “Millenium”, o enredo se passa na Suécia onde um mistério gira em torno de uma grande família conhecida nacionalmente, a família Vanger.
Há anos Henrik Vanger se vê diante de um mistério que ele nunca conseguiu compreender: o desaparecimento de um membro da família há muitos anos. A jovem Harriet desapareceu ainda na adolescência, a polícia nunca encontrou seu corpo e Henrik passou muitos anos tentando entender seu desaparecimento e acreditando que um membro de sua família a matara.
Com a idade bastante avançada Henrik decide fazer uma última tentativa de descobrir o que aconteceu com Harriet e assim ele chega até Lisbeth Salander, uma jovem cuja aparência é fonte de muito preconceito, mas a garota é uma das investigadoras mais brilhantes de uma empresa que presta esse tipo de serviço. Lisbeth tem como missão investigar Mikael, um jornalista sócio da revista Millenium e que recentemente se envolveu em um escândalo sendo condenado por difamação.
De posse das informações obtidas por Lisbeth, Henrik Vanger faz um convite a Mikael, o qual consiste em que o jornalista tente desvendar o mistério sobre Harriet.
É a partir daí que a história realmente começa e Mikael buscará a todo custo encontrar a verdade sobre o desaparecimento de Harriet. O que afinal aconteceu com a garota? Por que nunca encontraram o corpo? O que significa e quem envia as flores que Henrik Vanger recebe todo ano? Essas são algumas questões que Mikael com a ajuda de Lisbeth Salander tentarão descobrir.
No entanto, essa não será uma tarefa fácil. Os suspeitos são muitos, as pistas quase nenhuma e essa busca poderá colocar Mikael na pista de um mistério que ninguém jamais ousou imaginar que existiria. O resultado das investigações e o desfecho da história de cada um dos personagens tende a prender o leitor até a última linha escrita por Stieg Larsson.
Uma leitura super recomendada que fará o leitor embarcar em um mistério de tirar o fôlego. Vale a pena ler!

“- Foi em 22 de Setembro de 1966. Harriet tinha dezesseis anos e acabava de se classificar em primeiro lugar no colégio. Era um sábado e foi o pior dia da minha vida. Reconstituí o desenrolar dos acontecimentos tantas vezes que penso ser capaz de descrever minuto a minuto o que se passou naquele dia, exceto o mais importante.” (p.92)

Confiram o trailer:
Categorias:Outros
Thaís Turesso

veja também os relacionados: