17junho2016

[Resenha] Dorothy Tem Que Morrer – Dorothy Tem Que Morrer # 1 – Danielle Paige


Sinopse – Primeiro de uma série, Dorothy tem que morrer engrossa um filão de sucesso no mercado editorial, no cinema e na TV: o reconto de clássicos infantis com nova roupagem para os jovens. Nesta releitura sombria do clássico de L. Frank Baum O mágico de Oz, Amy Gumm é uma nova garota do Kansas, que, em meio a um tornado, é enviada à terra de Oz com a missão de remover o coração do homem de lata, roubar o cérebro do espantalho, tomar a coragem do leão e destruir a garota dos sapatinhos vermelhos. Livro de estreia de Danielle Paige, Dorothy tem que morrer chega ao Brasil depois de figurar na lista dos mais vendidos do The New York Times.

A trama é narrada em primeira pessoa pela protagonista Amy Gumm, uma jovem que mora no Kansas. Desde jovem sua vida não tem sido fácil e tornou-se um alvo para as crianças malvadas.

“Descobri que eu era um lixo três dias antes do meu aniversário de nove anos – um ano depois que o meu pai perdeu o emprego e se mudou para Secaucus para morar com uma mulher chamada Crystal e quatro anos antes de a minha sofrer um acidente de carro, começar a tomar remédios e usar exclusivamente pantufas em vez de sapatos normais.” (p. 07)

Viver em um trailer e ter uma mãe viciada em remédios, fez com que Amy se tornasse uma pária na escola. Em meio a essas provocações, um dia a garota se mete em uma briga na escola e é mandada para casa e termina o dia sozinha no trailer em meio a um tornado.

“Que pena não haver porões nos estacionamentos de trailers, pensei.E aí pensei: Manda ver. Não existe nenhum lugar como qualquer um menos aqui.” (p. 19)

Acompanhada do hamster Star, Amy vai parar em Oz. A bela Oz onde a estrada de tijolos amarelos leva as pessoas a encontrar o seu destino… Hum, só que não é bem assim. Oz foi devastada e a história dos livros que todos conhecem não é exatamente a realidade. 
Dorothy ficou sedenta pelo poder e quando retornou à Oz, escravizou todo mundo, tornando-se a déspota Princesa Dorothy. O Leão Covarde é um monstro que se alimenta do medo das pessoas, o Homem de Lata tornou-se um soldado capaz de machucar tudo que cruza o seu caminho e o Espantalho é um cientista que cria coisas horripilantes.

– Me diz só uma coisa – pedi a ela, virando para trás. Ela deu de ombros, sem se comprometer. … – As pessoas de onde eu vim falam de Oz. Ouvi falar deste lugar a vida inteira. Mas isso está uma bagunça. O que aconteceu?– Dorothy aconteceu – respondeu ela.” (p. 41)

Mas Oz tem seus soldados que querem libertá-la. Amy é recrutada pela Ordem dos Malvados e conhece Nox, um poderoso feiticeiro que junto com outros membros da Ordem acreditam que a presença de Amy em Oz é um sinal de mudança. Só que para essa mudança ocorrer, Amy precisará cumprir uma missão: matar Dorothy!
Com uma trama envolvente e cheia de reviravoltas, Danielle Paige conseguiu trabalhar com um clássico de uma forma nunca vista antes. Os personagens são intensos e cativantes, as descrições dos cenários são fluidas e envolventes e os acontecimentos mesclam ação e muitos momentos divertidos.
“Dorothy tem que morrer” é o primeiro livro da série e tem todos os elementos para ser um livro de sucesso. Com um enredo inesquecível, o leitor que se aventurar por essa Oz irá ficar na expectativa pela continuação.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é linda e chama a atenção.

ISBN-13: 9788579802737

ISBN-10: 8579802733
Ano: 2016
Páginas: 384
Idioma: português 
Editora: Rocco Jovens Leitores
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Avaliação: 4/5

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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06junho2016

[Resenha] Redenção Pelo Amor – Trilogia Redenção # 3 – Nana Pauvolih


Sinopse – Filho mais velho de uma família abastada e tradicional do Rio de Janeiro, CEO do Grupo CORPÓREA & VENERE que eu tornei um grande império multinacional na área de cosméticos, produtos de higiene e beleza, sou o que se costuma chamar por aí de um verdadeiro CONTROLADOR. Tenho sempre tudo planejado e não desisto do que me proponho a fazer. Peguei uma empresa familiar chamada CORPÓREA, da minha família desde o início do século XX, uni a outra igualmente conhecida, a VENERE, da família da minha esposa Ludmila. E transformei tudo em um grupo internacional, sendo eu o Chefão, o HOMEM por trás de tudo. Tenho milhares de funcionários e nada me afasta do caminho que tracei e que estou cumprindo. Nem um grande amor. O único e inesquecível amor que tive aos vinte e seis anos de idade. Cecília Blanc. A mulher que deixei, por estar fora do meu controle e dos meus planos. A mulher que nunca esqueci. O sorriso que ficou marcado em minha mente a cada vez que acordei nos anos seguintes. O olhar que procurei na multidão a cada vez que saí. Eu segui em frente e fiz um Império. Eu construí a vida que quis. Mas nunca a esqueci. Nunca. E o destino, esse irônico e velho sabotador, a colocou de volta em meu caminho. Quando tudo parecia perfeito e controlado, eu me vi testado. Eu me vi amando mais do que nunca. E desesperado. O que vale mais? Sua família e suas obrigações? Aquilo que você se propõe a fazer? Ou o amor? Duas forças poderosas me puxando para lados opostos. Uma paixão sem limites. Um sonho inesquecível. Uma mulher que mexe com todas as minhas estruturas. Um escravo do meu próprio controle.

RESENHA RECOMENDADA PARA MAIORES DE 18 ANOS 


“Redenção pelo amor” é o último livro da trilogia Redenção e tem como protagonistas Antônio e Cecília. A trama é narrada em primeira pessoa por três personagens: Antônio, Cecília e Ludmila e é dividido em três partes: prólogo, parte 1 e parte 2. 
No prólogo temos o momento do reencontro entre Cecília e Antônio, na parte 1 é a história do passado dos dois e a parte 2 os acontecimentos após o reencontro.
Cecília era uma jovem de 20 anos que foi para o Rio estudar. Seus pais são pessoas amorosas e compreensivas que se esforçam para que a filha possa concretizar seus sonhos. A jovem é bonita, inteligente, meiga e dona de uma simplicidade ímpar. Encanta a todos que encontra com sua simpatia e educação, além de preocupação genuína com aqueles que cruzam o seu caminho. Teve uma única experiência amorosa que a ensinou a se precaver e a entregar-se apenas quando corpo e coração estiverem de acordo.
Antônio era um jovem de 26 anos focado em assumir a empresa do pai, um homem já idoso, mas que tem seus próprios planos para o filho mais velho. Para realizar a fusão da empresa de seu pai com a empresa de um antigo conhecido da família, Antônio namorava há dois anos Ludmila, pois a união das duas famílias irá consolidar a união empresarial. É focado, determinado e controlador. O maior objetivo de sua vida é administrar esse império que está construindo. Apesar de tudo isso, não é um personagem que gera empatia. Mesmo dizendo que o relacionamento dele com Ludmila é uma “obrigação”, ele não deixa de desfrutar dos benefícios. Quando a namorada passa os finais de semana em sua casa (pois cursa a faculdade em MG), Antônio a usa sexualmente para o seu bel prazer (não que Ludmila reclame). E durante a semana, enquanto a namorada está em outro Estado ele tem inúmeros casos e não se sente culpado por isso. É difícil simpatizar com esse “pobre menino rico” quando em momento algum vemos ele propor um relacionamento de fachada para a namorada ou pelo menos sentir remorso por seus atos. Mesmo quando ele conhece Cecília e fica deslumbrando com a jovem, ainda continua transando com a namorada. Até mesmo o pseudo-relacionamento que ele cria com Cecília torna-o ainda mais intragável. Antônio sabe que Cecília teve apenas uma única experiência sexual e manipula sua atração por ele para transformá-la em massinha de modelar em suas mãos, mantendo o tempo todo em segredo a namorada e sua vida. Desde o início Cecília torna-se a amante de Antônio, pois além dos encontros a dois, ela não tem a oportunidade de ser incluída em sua vida ou em seu círculo de amigos.
Ludmila é extremamente ardilosa. Desde cedo soube o que queria e manipula a todos, inclusive seus pais, para alcançar seus objetivos. Acredita que é perfeita e que tem que “suportar” os demais. É fria, não expressa suas vontades e sentimentos e não hesita em eliminar qualquer obstáculo através de jogo sujo. Seu sonho é ser a esposa troféu invejada e adorada por todos. Quer ser uma presença constante na mídia, representando a perfeição.
Como é possível deduzir, a história de Cecília e Antônio não termina muito bem. A jovem é magoada quando a verdade vem a tona e Antônio segue com os planos iniciais: casa-se com Ludmila e administra o império que tanto sonhou. Nove anos se passam e os dois se reencontram, acendendo as chamas da atração.
Só que agora eles tem outras obrigações: ambos estão casados e tem filhos e alguns obstáculos são colocados em seus caminhos. Cecília cede facilmente à Antônio, que não hesita em tomar o que acredita que sempre foi dele. A protagonista não teve sorte no amor. Em toda a sua vida, envolveu-se com três homens (incluindo o Antônio) e todos tiveram seus motivos egoístas para envolverem-se com ela, que não teve a oportunidade de conhecer o amor sincero, aquele que é dado sem se esperar nada em troca.
Ludmila, que não fica feliz com o retorno da mocinha, arma um plano infalível, que infalível não tem nada. Para alguém que se considera tão inteligente, o plano tinha mais furos do que uma peneira. Faltou coesão nessa parte.
O livro faz parte de uma trilogia erótica, então não é de se surpreender que existam inúmeras cenas de sexo na obra. Mas é excessivo e muitas delas não adicionam valor ao enredo. É apenas uma forma de demonstrar o lado controlador de Antônio.
Para os fãs da série, esse livro é agridoce por vários motivos. Além de ser o último, os protagonistas estão constantemente presentes na história e no final temos algumas passagens de tempo para acompanhar a vida deles.

Confiram as resenhas dos livros anteriores:
* Redenção de um Cafajeste – Livro 01 – clique aqui
* Redenção e Submissão – Livro 02 – clique aqui
ISBN-13: 9788568432457
ISBN-10: 856843245X
Ano: 2016
Páginas: 580
Idioma: português 
Editora: Fábrica 231
Skoob: clique aqui
Avaliação: 2/5 

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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10Abril2016

[Resenha] Não Fuja – Se a morte não é o fim, o que virá depois? – Não Pare # 3 – FML Pepper

Sinopse – Vida. Morte. O que há entre elas? Antes e depois delas? Dois universos tão distintos e intimamente ligados. Como não sucumbir ao desejo que lhe drena a vida? Como aceitar que existe morte em vida e vida na morte? O que fazer quando a morte é a centelha que pulsa na vida, embebida de escuridão? A bússola da existência gira e aponta: o medo é uma opção; a vida, uma batalha; a morte, uma bênção.

“Não Fuja!” é o final eletrizante da trilogia Não Pare da autora FML Pepper. Narrado em primeira pessoa pela Nina, protagonista da série, a história se passa em Zyrk e inicia exatamente onde o segundo livro terminou.
Nina está determinada a encontrar Stela, que é mantida em cativeiro na dimensão. Porém, ela tem maiores preocupações no momento, como tentar ajudar o Rick, que está extremamente ferido, conseguir sair das mãos de seus captores e evitar o Grande Conselho de Zyrk, que já enviou sua cavalaria atrás dela.
Paralelamente à história central, temos diversas outras tramas que vão finalizando situações que estavam em aberto até agora. Temos a versão oficial do pai biológico de Nina e de Ismael, seu pai de criação; temos uma retrospectiva de 17 anos, onde Sertolin e Ismael são os protagonistas e guiarão o leitor até o presente; será explicada a função das Hox e o papel de Von der Hess, um personagem vil e inescrupuloso e muito mais.
É difícil falar desse livro sem entregar algo, mas o que posso adiantar é que a obra é ótima! Temos ação, romance, drama, batalhas e uma dimensão repleta de perigos.
A descrição do local é muito bem realizada dando a impressão de que nos transportamos para Zyrk durante a leitura. Os personagens são bem estruturados, cheios de nuances e com personalidades fortes e marcantes, tornando a conexão com o leitor palpável.
Finalmente teremos um encontro direto com Malazar e veremos como ele é capaz de manipular a todos a seu redor.
O amadurecimento dos personagens é claro e emocionante de se ler. A autora deu a possibilidade de redenção a alguns deles e também os ensinou a agir de forma altruísta e libertadora.
A trama é uma fantasia, mas possuí lições valiosas. A obra fala de amor, altruísmo, segundas chances, perdão e aceitação.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um trabalho fantástico. Os capítulos tem a imagem da capa em preto e branco e detalhes no rodapé, assim como no cabeçalho. Todo esse cuidado enriqueceu ainda mais o livro.

“Pobre Rick! Ele só havia se esquecido de um detalhe fundamental: se eu partisse para a segunda dimensão, eu também morreria. Seu coração zirquiniano não tinha entendimento de que só existe vida onde há amor. E os amores da minha vida estavam ali, em Zyrk”. (p. 19)

ISBN-13: 9788565859783
ISBN-10: 8565859789
Ano: 2016
Páginas: 384
Idioma: português 
Editora: Valentina
Skoob: clique aqui
Avaliação: 5/5
Confiram a resenha de Não Pare!, primeiro livro da trilogia.
Confiram a resenha de Não olhe!, segundo livro da trilogia.

Detalhes internos do livro:

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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03Março2016

[Resenha] A Condessa Sangrenta – Alejandra Pizarnik


Sinopse – Novela de terror inspirada na vida da condessa húngara Erzébet Báthory, condenada pelo assassinato de 650 jovens mulheres com requintes de crueldade.Vários dos tormentos aos quais as jovens foram submetidas são descritos no livro.Primeira obra da autora publicada no Brasil.Posfácio de João Silvério Trevisan (autor de Ana em Veneza e Devassos no Paraíso). Ilustrações do argentino Santiago Caruso.

A Condessa Elizabeth Bathory (Erzsebet Báthory, do original), foi uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda e a rotulam através dos tempos como A Condessa de Sangue. Fonte
Nascida em 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, Elizabeth cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território Húngaro, sendo campo de batalhas entre Turquia e Áustria. Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes em um ataque ao seu castelo. Ainda durante sua infância, ficou sujeita à doenças repentinas acompanhadas por uma intensa ira e comportamento incontrolável, além de ataques epiléticos. Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais. Fonte
Em 1604 seu marido morreu e ela se mudou para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus atos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Arranjou uma parceira para suas atividades, uma misteriosa mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), que lhe ensinou novas técnicas de torturas e se tornou ativa nos sádicos banhos de sangue. Durante o inverno, a Condessa jogava suas criadas na neve e as banhava com água fria, congelando-as até a morte. Na versão da tortura para o verão, deixava a vítima amarrada banhada em mel, para os insetos devorarem-na viva. Marcava as criadas mais indisciplinadas com ferro quente no rosto ou em lugares sensíveis, e chegou a incendiar os pêlos pubianos de algumas delas. Em seu porão, mandou fazer uma jaula onde a vítima fosse torturada pouco a pouco, erguendo-a de encontro a estacas afiadas. Gostava dos gritos de desespero e sentia mais prazer quando o sangue banhava todo seu rosto e roupas, tendo que ir limpar-se para continuar o ato. Fonte
As investigações sobre os assassinatos cometidos pela Condessa começaram em 1610. Foi uma excelente oportunidade para a Coroa que, há algum tempo, tinha a intenção de confiscar as terras por motivos de dívida de seu finado marido. Assim, em dezembro de 1610 foi presa e julgada. Em janeiro do ano seguinte foi apresentada como prova, anotações escritas por Elizabeth, onde contava com aproximadamente 650 nomes de vítimas mortas pela acusada. Seus cúmplices foram condenados à morte e a Condessa de Bathory à prisão perpétua. Foi presa num aposento em seu próprio castelo, do qual não havia portas nem janelas, só uma pequena abertura para passagem de ar e comida.Fonte
Ficou presa até sua morte em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed. O seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a idéia de ter a “Infame Senhora” sepultada na cidade. Fonte
Até hoje, o nome Erzsebet Báthory é sinônimo de beleza e maldade para os povos de toda a Europa. Fonte
Todo esse histórico apresentado antes de comentar sobre o livro, foi feito para auxiliar na visão do leitor sobre a temível Condessa. No livro “A Condessa Sangrenta” somos apresentados a alguns métodos de tortura empregados por ela. Com 12 capítulos e um posfácio, o livro demonstra em capítulos curtinhos e com imagens vívidas essa situação.
O conteúdo escrito do livro em si não é o que chama a atenção. As gravuras destacam-se de tal forma que é horripilante observá-las por tempo demais. Basicamente feitas em tons de preto e cinza com destaques em vermelho.

ISBN-13: 9788564406001
ISBN-10: 8564406004
Ano: 2011 
Páginas: 60
Idioma: português 
Editora: Tordesilhas
Skoob: clique aqui
Avaliação: 4/5

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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