30setembro2017

[Resenha] Fraude Legítima – E. Lockhart

Sinopse – Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás.

Continue lendo

Carol Durães
Carol Durães

veja também os relacionados:

20agosto2017

[Resenha] Desencontros e Encontros em Contos – Luiz Valério

Caro leitor,

A beleza de um livro não se apresenta do mesmo modo da que se revela em uma obra de escultura ou de pintura. Nestas, a beleza se entrega toda, imediatamente. Não faz jogo de sedução com o apreciador da arte para que este continue perto da obra para decifrar todos os seus mistérios. Já naquela − na beleza “literal”, aqui, com o significado de beleza das letras −, o belo, somente aos poucos, gradualmente, se entrega ao leitor. Assim, em doses homeopáticas, o leitor vai se deparando e desfrutando da beleza contida no livro, da beleza que o livro contém, mas que não se revela num piscar de olhos. A beleza do livro é paradoxal: em cada momento se apresenta intensa e absolutamente, mas, ainda assim, não se esgota naquele ponto em que se revelou para o leitor. A beleza da obra literária é um mistério “espacial” − como o espaço, cada ponto ínfimo é tão absolutamente espaço quanto o é a totalidade do espaço.

A relação entre o livro e o leitor é ativa. Quanto à escultura, a relação do apreciador pode ser passiva e sem prévio conhecimento de arte. Mesmo assim, pode-se avaliar positivamente o objeto como obra de arte. A arte da escultura/pintura é como o amor − sem necessidade de explicação pelo contemplador. O livro, não. Com a obra literária, não há falar em apaixonar-se pelo livro sem lê-lo. É necessário esforço intelectual para compreendê-lo. A obra de arte escultura/pintura é encantadora magia da inspiração do momento.

Enquanto para o leitor, o início do processo criativo do autor não é suficiente para definir um livro como obra de arte, na medida em o leitor precisa do arremate final, para o autor, sua obra já se torna arte desde o toque inicial da mão invisível nas primeiras ideias.

Assim nasce um livro, com sabor do nascer de um filho, mas sem o compromisso de alimentá-lo e criá-lo para tornar-se ser ativo. Enfim, o livro nasce, abandona o autor, toma vida própria e pode fazer sucesso, ou não, e pode até morrer sem sequer comunicar o seu criador. Nesse caso, o autor precisa, mais uma vez, encontrar soluções na solidão do pensar para elaborar um novo livro. E, assim, a vida segue, leitor: seja feliz hoje e sempre!

Onde comprar?

Chiado Editora | Livraria Cultura

Minha opinião

O tempo, o avião e as oportunidades sempre passam. As oportunidades e o trajeto do avião, aparentemente, podem até se repetir; o tempo, jamais.

Os estranhos observadores das janelas foi um dos contos que prenderam-me na escrita do autor de uma forma bastante interessante. São palavras contundentes, reflexivas que falam do tempo de um modo sem comparação. Parte e todo, verdade e absoluto. Questionando a relação da existência entre o observador e o observado, como também das certezas da vida que por muitas vezes passam desapercebidas, o autor enreda por caminhos da reflexão à extrema filosofia.

Continue lendo

Categorias:
Thaís Turesso

veja também os relacionados:

06julho2017

[Resenha] A Garota Que Não Queria Lembrar – Maggie Lehrman

Sinopse – O que você sacrificaria para superar a perda de um grande amor? Ou para enterrar de vez as suas tristezas? Ou para ter a beleza com que sempre sonhou? Cuidado, porque o preço pode ser alto demais… Após a morte do namorado, Ari recorre a um feitiço para apagar Win da memória. Mas esquecer o rapaz não é tão simples, ainda mais depois que Ari percebe que entre seus amigos, seu namorado e até ela mesma há segredos demais. Se revelados, podem mudar a sua vida para sempre. antes do passado e do presente em uma narrativa acelerada. É um drama misterioso e romântico, com os dois pés na realidade e o coração na magia. A cada página, a busca para revelar a verdade por trás de uma terrível tragédia fica mais perigosa para os personagens e mais interessante para o leitor.

Continue lendo

Carol Durães
Carol Durães

veja também os relacionados:

03maio2017

[Resenha] Alien Surgido das sombras – Trilogia Alien # 1 – Tim Lebbon

Sinopse – Chris Hooper, quando criança, sonhava com monstros. Mais tarde, ele percebeu que monstros não moram apenas nos sonhos infantis. Trabalhando numa mineradora, no planeta LV178, Chris e sua equipe encontram no solo um ninho de Xenomorfos, mas o que Chris ainda não sabia é que essa viagem se tornaria o seu pior pesadelo. Com a participação de Ellen Ripley, essa nova aventura promete ser surpreendente e revelar uma história até então desconhecida. Resgatando todo o clima de terror e suspense que fez sucesso nos filmes, Alien: surgido das sombras é o primeiro livro da trilogia que promete trazer de volta monstros terríveis, naves espaciais, androides e uma das maiores heroínas que conquistou toda uma geração.

Continue lendo

Carol Durães
Carol Durães

veja também os relacionados:

12324