19agosto2013

O Diário do Caçador – Ulisses Aguiar

“(…) Este diário irá convidá-lo a desafiar limites e fronteiras em uma busca
pelo papel fundamental que o ser humano desempenha para consigo mesmo,
para com seu próximo e para com o planeta como um todo.

Sabem quando você pega o livro pela primeira vez, sem ter lido nenhuma
resenha dele e sem ter alguma informação mais relevante, e tenta
entender a história pela capa e pelo título? Foi o que eu fiz e acabei
me enganando completamente. Eu acreditei fielmente que encontraria uma
história semelhante a de um livro já resenhado aqui, o Caçador da Ana
Lúcia Merege, que conta sobre a vida de um caçador, aqueles dos tempos
antigos, dos contos de fada.

 Mas qual não foi a minha surpresa ao entender o que realmente se passava
no livro? O começo é um pouco confuso, mas você acaba se situando
conforme o autor lhe apresenta o que aconteceu com o mundo, com as
pessoas e sobre os talhados, aqueles que possuem algum dom.

“A luz
transparece; a luz revela. A luz é ampla e consciente. Também sou em meus
pensamentos e minhas ações”. Pág 88

  
Nos primeiros capítulos, antes de conhecermos e identificarmos o protagonista do livro, acompanhamos um trecho da vida de algumas pessoas, em tempos diferentes, como por exemplo, a história de um menino que foi resgatado por um barco enquanto estava em alto-mar se apoiando em um pedaço de madeira no ano de 2070.

O interessante é que de inicio você não consegue enxergar nenhuma relação entre eles, já que estão em lugares e anos diferentes, mas tudo tem um porque e se encaixa perfeitamente conforme prosseguimos a leitura.

Os capítulos são curtinhos, para vocês terem uma noção, são 216 páginas para 63 capítulos, o que aumentou ainda mais o ritmo da minha leitura. A história me deixou curiosa para prosseguir até o final e gostei bastante da temática. O que me incomodou mesmo foram alguns personagens que ao serem muito corretos, não me faziam acreditar em sua pureza, não me convenciam muito de que aquelas atitudes eram reais. As descrições de lutas também não me empolgaram. Algumas eu não conseguia acompanhar o raciocínio do autor e acabava tendo dificuldades em desenha-las na minha cabeça.

O livro também veio com duas páginas completamente em branco, mas acho que foi erro da minha edição do livro, mas nada tão alarmante, pois consegui entender o que se passava. Eu também não gostei muito da capa, acho que ela não consegue transmitir a magnitude da história, mas ao mesmo tempo, consegui entender perfeitamente o motivo de sua escolha, mas como eu disse anteriormente, nada nesse livro é por acaso.

Book Trailer:
Categorias:Outros, Resenhas
Thaís Turesso

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