24Fevereiro2014

Resenha: “Desejo à Meia-Noite” – The Hathaways – Livro 01 – Lisa Kleypas

Sinopse – “Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos. Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos. Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?”

Minha opinião – O cenário é Londres. O ano é 1848.A família Hathaway encontra-se em meio a diversas perdas e Leo, o novo chefe da família, não está em condições de comandar nada. Cabe a Amélia, uma jovem de 26 anos cuidar de suas irmãs Win, Poppy e Bea e ao mesmo tempo resgatar Leo de antros duvidosos. A única pessoa que auxiliar Amélia é Merripen, um rom (cigano) que acompanha a família há anos.

Amélia é forte e determinada a manter a família unida e feliz, custe o que custar. Sua preocupação com seus irmãos é adorável, apesar de que em alguns momentos parecer exagerada.

Em uma de suas buscas por Leo no clube Jenner’s (um clube de cavalheiros), Amélia e Merripen encontram-se com Cam Rohan, que administra o clube. Cam é inteligente e sagaz, muito bom com números e um conquistador. O fato dele ser um rom não impede de ter mulheres aos seus pés e dinheiro no bolso. Sentindo-se extremamente entendiado com a mesmice, Cam está pronto para ficar um tempo longe de Londres quando conhece Amélia. A garota o intriga desde o primeiro instante em que ele a vê e ela não é uma mocinha bobinha que concorda com tudo, o que o deixa encantado.

“Embora estivesse tão bem-vestido quanto os outros dois cavalheiros, era óbvio que não se tratava de um. Tinha cabelos negros, pele morena e aparência exótica. Movia-se com a graça e a agilidade de um gato, evitando com facilidade os golpes e os botes de seus oponentes”. (p. 11)

 
A química entre o casal é óbvia, mas Amélia vai lutar com todas as suas forças contra essa atração. Um romance histórico com diálogos engraçados, personagens bem construídos e uma pitada de sobrenatural. Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é linda, mas não diz muito sobre a trama.

” — Deus proteja quem ficar no seu caminho. Você gosta de cuidar da vida das pessoas, não é?
— Apenas quando é óbvio que posso fazer isso melhor do que elas”. (p. 53)

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580411492
Ano: 2013
Páginas: 272
Skoob: Clique aqui
Avaliação: 3/5

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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17Fevereiro2014

[Resenha] Rato de Biblioteca – Paulo Natanael Nogueira

Sinopse: “Abduzido à louca viagem nas páginas de contundente saga. Não era a Biblioteca, foi meu pensar recriando o paraíso sobre o paradisíaco. Tudo quebrantou abaixo de mim, e não pude evitar a sordidez. Não pude conter o solo negro rachado. Havia construído um céu… Cria que o céu chorou sobre mim. Mas foi fantasia. Foi eu quem chorei, e minhas lágrimas tempestuosas caíram sobre o céu, o meu céu, que era de papel. Pingaram sobre minhas escritas, sobre o grafite, sobre a tinta… Mancharam as páginas, manchada estava minha vida. Rasgou-se, rasguei-me. Cada rasgo se desfez em mais pedaços, que caíram como flocos de neve sobre terra negra. A cada nova lembrança de cinzas, os flocos caíam esfumaçando. Inesperadamente surgiram centelhas, seguidamente caíram brasas. Papéis desceram como fogo, caindo em larvas, rachando o solo negro já pútrido e envidraçado, isolando-me na ilha de ilhas entre o magma, no obscuro e solitário mundo arredio, do pessimismo e da desesperança, do contentamento e da conformidade. Não havia olhar além, tampouco aquém. Se não nascia de novo, conforme desejei naquela caverna gelada, morria. Ao contrário do fruto brotando, da planta germinando, não emergia. Sucumbia o Rato imergente, no solo onde brotou a rosa… Estava afundando, tendo minha carne agredida por aquele solo envidraçado, de reflexos escuros, onde vi refletir os poetas mortos e seus cavalos negros, cavalgando em minha direção. Caí aos pés do inimigo, rosto no pó, poeira levantada, braços abertos, rodeado de cruéis desvirtuados, salafrários, designados, ardis, nebulosos. A vida matou-me! Descobrir mundos nesse mundo é mais que satisfação, é descobrir que fronteiras e horizontes desconhecem certos limites. Ultrapassá-los é questão de tempo.”

“Bom, leitores, iniciei tão dramático e presunçoso que até esqueci de me apresentar, como realmente sou. Eu, literalmente, sou um rato de biblioteca”. Página 21

Faz um tempinho que comecei a ler esse livro, mas só consegui terminá-lo no começo de Janeiro. Sabe aquela leitura que é mais lenta, mais demorada? Que às vezes temos que voltar para ler novamente para conseguirmos entender verdadeiramente o real significado daquilo? Essa não é uma leitura que vá agradar a todos, é um pouco complexa e possui um ritmo mais lento, mas isso não desqualifica o livro.
A história é contada por um rato, o rato de biblioteca. Um dia ele descobre um livro, aprende a ler e não para mais. Ele conhece grandes clássicos, adquire conhecimento sobre os humanos e política e resolve levar isso para sua toca, para que fosse implantado algum tipo de organização e todos os ratos aprendam a ler. O rato de biblioteca é o personagem principal e acaba se passando por herói, anti-herói, vilão, ditador, benfeitor. Ele é passível de erros e isso só aumenta conforme sua proximidade com a humanidade.
Esse livro me lembrou bastante “A Revolução dos bichos” do George Orwell. Animais tentando se assemelhar aos humanos, tentando viver como nós, agindo como nós, no que há de bom e ruim. E é fascinante que vemos na história dos ratos a história da própria humanidade. O desenvolvimento da política, da religião e dos problemas sociais. O egoísmo, a ganância, a violência, a miséria e a imposição do mais forte sobre o mais fraco são pontos trabalhados no decorrer da história.
A leitura te leva para uma profunda reflexão, é muito interessante como ele mexe com você e com sua percepção da humanidade. Algumas partes eu acabei achando confusas, mas com o decorrer da leitura, acabamos entendendo tudo que de fato acontece. Outro ponto positivo é a capa que está muito bonita e os números no final da página estão dentro de um desenho do contorno de um rato, um detalhe bem legal.
Categorias:Outros, Resenhas
Thaís Turesso

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12Janeiro2014

Resenha: “De Volta aos Quinze” – Meu Primeiro Blog – Vol. 1 – Bruna Vieira

Sinopse “Anita tem 30 anos e sua vida é muito diferente do que ela sonhou para si. Um dia, ao encontrar seu primeiro blog, escrito quando tinha 15 anos, algo inusitado acontece e tudo ao seu redor se transforma de repente. Com cabeça de adulto e corpo de adolescente, ela se vê novamente vivendo as aventuras de uma das épocas mais intensas da vida de qualquer pessoa: o ensino médio. Ao procurar modificar acontecimentos, ela começa a perceber que as consequências de suas atitudes nem sempre são como ela imagina, o que pode ser bem complicado. Em meio a amores impossíveis, amizades desfeitas e atritos familiares, Anita tentará escrever seu próprio final feliz em uma página misteriosa na internet.”


Minha opinião –
Quem nunca desejou voltar ao passado e mudar uma situação? Pode ser um detalhe bobo, uma frase que não deveria ter sido dita ou uma frase que não teve coragem de dizer. Todos nós já pensamos nessa possibilidade. “E se….” participa de várias frases dos nossos imaginários. Anita consegue realizar essa proeza. A trama tem início em fevereiro de 2015 e é narrada em primeira pessoa por Anita; uma mulher de 30 anos que não está feliz com a sua vida. Formada em administração, mas trabalha como secretaria, sente-se frustrada na vida profissional. Sente sempre que decepciona seus familiares, tendo em alguns momentos atitudes um pouco depressivas.

É em uma viagem para Imperatriz – MG para participar do casamento de sua irmã Luiza que a sua vida toma um novo rumo. Alguns acontecimentos envolvendo sua prima Carolina e o marido dela Eduardo começam a fazer com que Anita pense “E se….”

O livro é totalmente voltado para o público juvenil e tem uma linguagem simples, dinâmica e fluida. Graças a escrita da autora a leitura é rápida e descontraída.

O principal problema do livro está exatamente na construção da protagonista. Anita apesar de ter 30 anos, têm atitudes de uma adolescente (antes mesmo de voltar no tempo), sua personalidade é um pouco deprimente, pois passa a maior parte do livro reclamando da vida ao invés de procurar pelos aspectos positivos. Faltou carisma.

Henrique, o melhor amigo dela, é um personagem cativante com seu jeito discreto e apaixonado. Sua irmã Luiza e sua prima Carolina são presença constantes no livro, mas não são personagens secundários que prendem o leitor ou fazem com que fiquemos torcendo por elas. Suas personalidades são um pouco rasas demais, pelo menos nesse primeiro livro.

A série tem todos os elementos para ser um sucesso, falta apenas um pouco mais de amadurecimento e consistência na trama. Para os fãs da literatura juvenil, vale a pena dar um conferida, pois existem elementos divertidos e descontraídos no livro.

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é bem menininha e combina bastante com a história.

“Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim”. (p. 168)

Edição: 1
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788582350799
Ano: 2013
Páginas: 224
Skoob: Clique aqui
Avaliação: 3/5

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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02Janeiro2014

A Caverna Cristalina – O Desafio do Labirinto – Christiane de Murville

Sinopse: Neste segundo volume, a aventura no tempo torna-se ainda mais
desafiadora e instigante com o surgimento de movimentos contrários à
realização dos experimentos do grupo do professor Samuel na caverna
cristalina. Além do impacto social, para a vila de pedra de Igatu, das
aberturas dos portais dimensionais e das viagens no tempo, cada um terá
que lidar com suas dúvidas e medos mais profundos, ampliando a trama na
qual todos estão envolvidos. Morte e renascimento se entrelaçam e
conferem à vida uma nova dimensão, convidando o leitor a considerar
diferentes realidades paralelas que acontecem simultaneamente e
infinitas possibilidades de manifestação da consciência coexistindo no
tempo.
Como o livro anterior a autora inseriu algumas informações
desnecessárias, mas apesar disso teve uma evolução na escrita e na
narrativa. Me prendi mais na narrativa e quando me dava conta o capítulo
já tinha terminado.

Neste livro, o grupo (sim o grupo, pois são 15
personagens nesse grupo), ainda está desfalcado com o sumiço de alguns 
integrantes e eles precisam encontrar os integrantes antes, para poderem
sair de Igatu, que agora está com muitos turistas e muitos jornalistas
interessados em descobrir a relação entre o grupo de Samuel e os
desaparecimentos na caverna.

O nome desta continuação demora um pouco
a fazer sentido e confesso que este sentido não foi tão bom. A autora
utilizou muitas informações espirituais, tornando o livro com um pouco
de religião envolvida na história. Nos trechos em que os personagens
discutiam essa partes espirituais da alma e a relação com a realidade em
que estavam, não compreendi muito e tornava a leitura um pouco tediosa. 
 Claro se você se interessa por este tipo de assunto terá interesse em
pesquisar, mas por mim foram informações desnecessárias. E o título tem
relação com tudo isso, o nosso espírito e o nosso coração.
 
Apesar dos
contras o livro melhorou bastante e foi até desenvolvido nas viagens
ocorridas, infelizmente o que fez o livro perder pontinhos comigo foi o
final. Fiquei estupefato com o que aconteceu, um final relativamente
condizente com a história, mas alguns leitores como eu, com certeza não
vão gostar. Vale a pena arriscar e conferir esta continuação…



A Caverna Cristalina

  1. A Caverna Cristalina – Uma Aventura no Tempo
  2. A Caverna Cristalina – O Desafio do Labirinto 
Categorias:Outros
Thaís Turesso

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