04dezembro2013

Resenha: “Limiar” – Jessica Warman

Sinopse
Liz Valchar sempre teve tudo o que poderia desejar. Dinheiro, beleza, um namorado perfeito e, agora, uma festa de aniversário no iate particular, na companhia de seus cinco melhores amigos. Mas quando ela acorda no dia seguinte, percebe algo errado. Boiando na água, bem ali, entre o barco e o cais, está o corpo de uma adolescente. Ao observar melhor, Liz percebe horrorizada, que aquele é o seu corpo. E que ela está morta. A única companhia dela é Alex, um menino que morreu um ano antes em um acidente de carro. Juntos, tentarão solucionar o mistério da morte dela, reconstruindo seus últimos dias de vida.
“Limiar” têm um enredo simples: Liz, a garota popular da escola morre no seu aniversário e o seu fantasma irá tentar descobrir o que realmente aconteceu, já que a sua memória tem uma lacuna dos acontecimentos. Para isso, Liz irá contar com a ajuda de Alex, um outro fantasma que morreu atropelado um ano antes.

“Vi você crescer e virar essa… essa garota consumida pelos bens materiais, pelo status social das pessoas ao redor. Sei que isso não é quem você é de verdade”. (p. 109)

Apesar dos diversos comentários positivos em relação a esse livro, Limiar não é uma trama espetacular. Já nos primeiros capítulos narrados por Liz, o leitor consegue perceber o que realmente aconteceu a ela e quem é o culpado. A ligação de Liz com Alex vai se tornando clara também ao avançar os capítulos e perto da metade do livro os dois mistérios já são resolvidos.

Liz começa a ver através de Alex, que estudava na mesma escola que ela, que o seu grupo de amigos não era exatamente muito gentil com os não populares. Richie, o namorado de Liz, não desperta muita simpatia do leitor, seja por ser um pouco passivo demais em suas ações ou por sua atividade paralela.

A parte mais interessante do livro está relacionada com o passado dos pais de Liz. Quando viva, Liz sabia dos rumores que rodeavam seu pai e sua madrasta, mas nunca quis acreditar. Agora, terá a oportunidade de rever alguns acontecimentos sobre outra perspectiva.

“No primeiro dia depois que morri, tive que me concentrar muito para me levar a uma lembrança. E, quando estava assistindo a uma delas, ela parecia muito distanciada da minha consciência no presente”. (p. 65)

O livro não tem romance e foca nas verdades que a Liz precisa discutir, o que torna a leitura um ponto positivo porque a autora não deixou a trama muito enrolada.

Porém, o leitor não tem um desfecho realmente “cármico” por assim dizer: o final não teve um momento clímax intenso, e o descobrimento do culpado foi muito morno, sem muitas emoções. Os amigos de Liz realizaram interações rasas durante a trama, sendo bem mais ativos nos flashbacks da Liz pós-morte do que no dia-a-dia deles.

É uma leitura que deve ser realizada sem pretensão. A escrita da autora é fluida e muito bem desenvolvida, o que prende a atenção do leitor. Tanto o quesito “mistério” quanto o quesito “sobrenatural” poderiam ter sido melhor elaborados.

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa chama a atenção e está relacionada à trama.

“Desde a minha morte, as pessoas comentam com frequência sobre o que ia querer para elas. Muitas dessas vezes se enganaram. … Tudo o que eu quero é que vivam. Que sigam em frente com a compreensão de que cada momento é precioso, cada dia é uma bênção. Que vejam a vida pelo que ela realmente é: uma série de possibilidades infinitas, não só de grandes sofrimentos, mas também de grandes alegrias”. (p. 388)

Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501091406
Ano: 2013
Páginas: 392
Tradutor: Regiane Winarski
Skoob: Clique aqui
Avaliação: 3/5

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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02dezembro2013

A Reportagem – Bettina Souza

Gisele é uma jornalista da Gazeta de Curitiba, pós-graduada em Cinema que mora com os pais. Tudo em sua vida estava normal até ela receber um email de um antigo colega, Paul Sattin, falando sobre uma investigação que a polícia dos E.U.A estava fazendo sobre lavagem de dinheiro que envolvia um piloto brasileiro e sua possível ligação com políticos de Brasília. Ela fareja um grande esquema de corrupção, um grande furo de reportagem e decide ir até os E.U.A para descobrir mais sobre o caso. Lá ela contrata a Kroll, uma agência americana que investiga crimes financeiros e conhece Matthew Newman, um advogado arrogante que embarca nessa empreitada com ela, tentando descobrir o que pode ser o maior caso de corrupção no país.

“Ela se virou, tentando puxar a maleta de seu laptop que teimava em se enroscar nos corpos unidos. Foi nesse instante que sentiu uma pontada em algum lugar de seu corpo” Pág 339

Li esse livro quando o julgamento do caso Mensalão estava prestes a começar, e foi inevitável não comparar a situação fictícia do livro com a que estamos vivendo no país, afinal é nítido que a autora utilizou elementos e situações reais para compor a história.

Gisele é uma jornalista bem sucedida e que por ter uma vida financeira mais alta, sempre teve que provar sua competência. Com toda essa investigação ela acaba vivendo uma grande aventura, digna de filmes cinematográficos e é emocionante acompanhar tudo. Claro que existem elementos que não caberiam na vida real, mas que graça teria a ficção se ela imitasse ao pé da letra a realidade?

O problema para mim é que o livro se estendeu demais e foi aparecendo situações desnecessárias que me fizeram implicar com os protagonistas. Eu não consegui me simpatizar muito com a Gisele, ela me pareceu uma mulher muito mimada e por vezes irritante. Já Matthew possui aquela personalidade já conhecida por quem gosta de ler romances. Arrogante, charmoso e no fundo um romântico sem solução. O romance rápido entre os dois me lembrou os de romance de banca que eu tanto gosto. Mas ambos possuem problemas e não ficamos com aquela certeza de que no final os dois ficarão juntos.

Durante a investigação também acompanhamos alguns cenários como as ruas de Manhattan e as praias do Caribe. Além das descrições dos maravilhosos lugares, também somos inseridos na cultura de cada um.

O que me deixou empolgada foi que a autora também mostra como funciona uma redação de jornal e o processo de apuração para um possível boato virar de fato uma noticia, assim como algumas discussões que o jornalismo está enfrentando hoje em dia e os perigos da profissão. Recomendo a leitura.

Conheça mais sobre a autora: http://bettinasouza.hospedagemdesites.ws

Categorias:Outros, Resenhas
Thaís Turesso

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12novembro2013

Resenha: “Um Toque de Vermelho” – Série Renegade Angels – Livro 01 – Sylvia Day

Sinopse
Adrian Mitchell não é um homem qualquer. Além de ser o mais sensual, elegante e charmoso dos seres, também é o grande líder de uma unidade de elite de Operações Especiais dos Serafins. Sua missão: controlar vampiros e licanos. Mas o seu encontro, depois de quase duzentos anos, com a alma da mulher que ama, no corpo da bela Lindsay, os leva a uma proibida paixão que poderá colocar tudo a perder. 
“Um toque de vermelho” é o primeiro livro da série renegade angels da autora Sylvia Day e apresenta ao leitor uma batalha sobrenatural entre anjos, vampiros e licanos, mas também uma trama sensual e com cenas hots. Adrian é o líder dos sentinelas, anjos que vivem na terra com a missão de manter o equilíbrio entre as espécies. Sendo um ser muito antigo, Adrian tem uma rixa pessoal com Syre, o líder dos vampiros, que envolve Shade. Shade é a filha de Syre, que dado alguns acontecimentos explicados no livro, tem sua alma sendo reencarnada durante longos anos. Dessa vez, a alma de Shade está no corpo de Lindsay e Adrian fará de tudo para trazer a amada de volta.
Em relação aos personagens, a autora desenvolveu muito bem alguns deles: Lindsay é forte, não só fisicamente mas também emocionalmente e não faz a típica mocinha em perigo. É inteligente, engraçada e direta, além de possuir “habilidades” especiais. Adrian é mais misterioso, e apesar de ser um anjo, chega a ser um pouco sombrio. Syre é o líder dos vampiros e, apesar de ser visto como o vilão em alguns momentos, pois tem motivações pessoais contra Adrian, ele chega a ter um senso de justiça próprio e na maioria das vezes não deixa suas ações serem realizadas de modo impulsivo.

Um dos pontos positivos do livro foi o modo como a autora montou a origem de cada espécie e o “desafeto” entre elas. Apesar de ter sido apenas explicado rapidamente, sem entrar em muitos detalhes, a ideia é interessante.

Um dos lados negativos da trama foi o fato de que o conteúdo sobre o desafeto das espécies não ter sido bem desenvolvido, deixando mais para o plano pessoal, entre Adrian e Syre. Um dos aspectos que a autora ficou devendo nesse livro (e pode ser que ela desenvolva mais para frente nos demais livros da série) foi o lado dos licanos. Até mesmo Elijah, que é o licano com mais destaque no livro, é muito misterioso. Conhecemos por alto os principais representantes da espécie e algumas de suas ações, mas ficou faltando mais detalhamentos sobre os personagens licanos.

Um outro aspecto negativo do livro foi o começo dele, que ficou um pouco confuso e denso. Além disso, logo no início do livro Adrian e Lindsay se conhecem e a parte da “sedução” torna-se muito rápida. A atração e a química entre os dois é clara durante a leitura e a interação e cenas hots sem dúvida demonstram isso.
“Ele zanzava de um lado para outro num canto mais afastado da área de espera, com uma passada precisa e controlada, demarcada pelas longas pernas vestidas num jeans claro. Os cabelos grossos e escuros ligeiramente compridos, emoldurando seu rosto másculo. Uma camiseta creme com gola V escondia seus ombros fortes, um sinal de que as partes que as roupas ocultavam faziam jus às que deixavam expostas”. (p. 17)
O primeiro livro deixa claro que a série “Renegade Angels” tem potencial, mas a apresentação ficou devendo. Em relação a revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa está relacionada com a trama, e apesar de simples é atraente.
“Pouco depois de o Homem ter sido criado, duzentos serafins foram mandados para a terra a fim de acompanhar e relatar seu progresso. Esses anjos eram conhecidos como Vigias. Eram uma casta de estudiosos, e tinham instruções claras para não interferir no progresso natural de evolução do Homem”. (p. 93)

 Edição: 1
Editora: Paralela
ISBN: 9788565530293
Ano: 2013
Páginas: 304
Tradutor: Alexandre Boide
Avaliação: 3/5
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Categorias:Outros
Thaís Turesso

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09outubro2013

Resenha: “De Repente, É Ele” – Wild Ride To Love – Livro 03 – Susan Fox

Dos três livros publicados da série até agora “De repente, é ele” é o livro com os dois protagonistas mais cativantes. Jenna é o espírito livre da família, sempre levando sua vida sem planejamento ou preocupações. Mas por trás desse desapego existe uma juventude repleta de má decisões e consequências sérias.
Mark é um Geek muito fofo. Sem muitas habilidades sociais, ele não percebe nem quando está sendo cantado pelas mulheres (sim, no plural). Além de inteligente, ele é bonito e não tem a mínima noção disso. Criado em uma comunidade, cresceu sem o senso de estabilidade e a primeira vista, Jenna representa tudo que ele repudia. Porém, a atração entre os dois é imediata e conforme vão se conhecendo, irão compreender os seus próprios medos, além de entenderem melhor o outro.
Jenna, com 29 anos, quase chegando aos 30 e Mark, um cientista quatro anos mais velho, protagonizam o livro de modo engraçado, sexy e até mesmo um pouco romântico. 
Um dos pontos positivos do livro é o fato de Mark, por não ter muitas habilidades sociais, ser completamente direto e honesto (aparentemente ele não tem um filtro entre o cérebro e a boca) e em alguns momentos, graças a isso, criam-se cenas engraçadas e sensuais. Outro fato positivo da trama foi que a autora aprofundou um pouco mais a vida de “andante” da Jenna, comentando sobre os seus laços emocionais com alguns personagens que seriam temporários em sua vida. 
A autora mais uma vez abusa das cenas hots em meios de transporte (será que é algum fetiche pessoal?), além de locais ao ar livre, mas também aproveita o livro para discutir alguns assuntos importantes, como a discussão ambiental que os dois volta e meia retornam (mesmo que superficialmente).
Como os outros livros da quadrilogia, “De repente, é ele” é um livro para ser lido sem pretensão, pois é uma leitura rápida, hot e sem muita profundidade. 
Em relação à revisão, diagramação e layout, a editora realizou um ótimo trabalho. A capa segue o modelo dos livros anteriores.

“Estradas abertas significavam possibilidades. O que estaria por trás da próxima curva? Um pedaço de praia de areias brancas, um campo de reluzentes papoulas californianas cor de laranja ou uma das vinhas, um falcão planando alto no céu azul-claro?” (p. 05)

Edição: 1
Editora: Única
ISBN: 9788573128680
Ano: 2013
Páginas: 384
Tradutor: Tatiana Leão
Skoob: clique aqui
Avaliação: 3/5


 Wild Ride To Love 

  1. De Repente, O Destino
  2. De Repente, O Amor
  3. De Repente, É Ele
Categorias:Outros
Thaís Turesso

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