03março2015

Fruto da Paixão – Catherine Mann & Janice Maynard

Sinopse: 

A mulher ideal – Catherine Mann

Alexa Randall encontrou duas surpresinhas enquanto limpava o jato particular de Seth Jansen: os filhos dele! O bilionário precisa de uma babá temporária e Alexa é perfeita para o cargo. Ela quer ganhar a confiança do poderoso empresário. Por isso, aceita cuidar dos bebês durante uma viagem à deslumbrante ilha de St. Augustine. 
Erros do passado – Janice Maynard
Com um temperamento tão selvagem quanto a paisagem do Wyoming, Trent Sinclair não é conhecido por ser um homem indulgente. E ele certamente nunca perdoou Bryn Matthews por suas mentiras. Quando ela alegou estar grávida do irmão dele, seis anos atrás, Trent e toda a família viraram as costas para ela. Acreditaram que tudo não passava de um golpe. Agora, seu irmão se fora, e Bryn retornara… Acompanhada por um menino cujo semblante denunciava ter o sangue dos Sinclair. 
O livro da série Milionários e Bebês conta com duas histórias com pontos em comum: homens poderosos e crianças. Na primeira, “A mulher ideal”, conhecemos Alexa Randall, uma mulher que possui uma empresa de limpeza de aviões e que por estar na hora e no momento errado (ou não), acaba virando por um dia a babá dos gêmeos de Seth Jansen, um milionário.
Já em “Erros do passado”, conhecemos Bryn, a filha da empregada de uma família rica. Com a morte da sua mãe, ela foi acolhida pelo patriarca e seus filhos, só que quando ela alega estar grávida do caçula, é expulsa e passa a morar com a sua tia. Quando ela é chamada de volta alguns anos depois, decide provar que não estava mentindo e reivindica a herança que por direito é do seu filho.
Confesso que escolhi esse romance por conta da capa que me chamou a atenção: um bonitão segurando bebês muito fofos. Quem resiste? Mas acabei me decepcionando com o livro. O romance foi um problema nas duas histórias, não me atraiu, não me fez torcer pelo casal. Muitos “mimimis” desnecessários, problemas insignificantes, algo bem genérico. Estava tão entediada com a primeira história que no meio dela resolvi começar a ler a segunda, para ver se era melhor. Não era, mas a trama de fundo foi bem mais interessante e me fez ir até o final para descobrir todos os segredos que a família Sinclair escondia. 
No fim, foi uma leitura arrastada e demorei bastante para terminá-la em comparação com outros livros do mesmo tamanho. As duas autoras cometem alguns erros – ou são intencionais, não sei – como a repetição exagerada de certos termos e até mesmo trechos.
É o primeiro livro que leio dessa coleção, mas espero ter experiências melhores com leituras futuras.
Categorias:Outros, Resenhas
Thaís Turesso

veja também os relacionados:

28fevereiro2015

[Resenha] Quando um homem ama uma mulher – A história que deu origem à família – Sullivan Os Sullivans # 10 – Bella Andre

Sinopse – Os olhos de Jack estavam mais negros, até mesmo mais intensos, do que ela se lembrava conforme ele caminhava em sua direção. Ela se esforçou para suas pernas não tremerem, e para não sair correndo direto para os braços dele.”
Para Mary Sullivan, reunir-se com os oito filhos, genros, noras e netos no chalé do Lago Tahoe é sempre um motivo de alegria. Cada um dos objetos que decoram a casa traz consigo um turbilhão de lembranças, todas elas guardadas com muito carinho em seu coração.Ao acender a lareira em mais uma noite de inverno, Mary imediatamente volta aos dias do início do seu tórrido romance com Jack, vivenciando novamente o amor que mudaria a sua vida para sempre.
Minha opinião – Após conhecer todos os filhos incríveis de Mary e Jack, a ansiedade para conhecer a história de seus pais era imensa. O livro é narrado em terceira pessoa, e começa com Mary montando a árvore de natal da família no chale do Lago Tahoe. Cada enfeite pendurado a lembra seus filhos, até chegar a um enfeite especial, que a faz relembrar a história dela com Jack.
A história dos dois se passa nos anos 70 em São Francisco. Mary é uma modelo famosa que está pensando em se aposentar, enquanto que Jack é um engenheiro que dedicou a última década da sua vida na criação de um único produto. Junto com mais dois amigos, ele conseguiu uma chance de vender o produto, porém os investidores querem que eles criem um material de marketing que seja atraente o suficiente para que as pessoas o comprem como presente de natal.
E é na última sessão de Mary, que ocorre ao ar livre, que os dois se encontram pela primeira vez. Mary fica um pouco decepcionada quando Jack a aborda para ser a garota propaganda do seu produto, mas por acreditar no invento ela acaba concordando.
A partir desse instante, a história dos dois começa a se desenrolar…
Mary é uma figura pública. Como uma modelo reconhecida internacionalmente, ela tem uma imagem que beira a perfeição, porém ninguém é perfeito e ela está cansada dos homens se aproximarem dela e se desapontarem. Seus pais queriam que ela ficasse na mesma cidade onde nasceu, se casasse e tivesse filhos. Contrariando esses desejos, Mary sempre ansiou por conhecer o mundo e  aos 19 anos de idade é descoberta por um olheiro. Ela abraça a carreira de modelo, mas acaba perdendo o contato com os pais. Italiana de coração, Mary tem o sangue quente e as vezes tem suas explosões.

” – Você tem classe. Beleza. Inteligência. – Ele apontou para si mesmo. – E tudo o que eu tenho é um diploma que demorei muitos anos para conseguir e um sonho que estou rezando para que finalmente se torne realidade um dia.” (p. 49)

Jack por sua vez, tem uma história familiar diferente. A família, incluindo seus irmãos o apoiam 100%, mesmo após tantos anos dedicados em um invento. 
O romance entre os dois é bem construído. A atração é imediata, mas o romance vai se aprofundando conforme avançamos nas páginas.
O leitor também conhece os irmãos de Jack, demonstrando que quando os Sullivans se apaixonam, é realmente pra valer.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora fez um bom trabalho. A capa tem um ar romântico e sensual,  e como as capas dos livros anteriores, não apresenta elementos da trama.

“- Lembre-me de procurá-lo em dois anos para ver o tamanho da sua barba.– Tudo o que você vai ter que fazer é rolar na cama e olhar para mim.” (p. 97)

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581636863
Ano: 2015
Páginas: 304
Skoob: clique aqui
Avaliação: 4/5

Categorias:Outros
Thaís Turesso

veja também os relacionados:

27fevereiro2015

[Resenha] Simples Perfeição – Você abriria mão da sua felicidade pelo amor da sua vida? – Série Perfeição/Série Rosemary Beach – # 02/05 – Abbi Glines

Sinopse – Woods teve sua vida traçada desde o berço. Cuidar dos negócios da família, casar com a mulher que os pais escolheram, fingir que riqueza e privilégios eram tudo de que ele necessitava. Então a doce e sensual Della apareceu e conquistou seu coração, abrindo seus olhos para um novo futuro. A vida do casal seguia para um final feliz, até acontecer um imprevisto: a morte do pai de Woods. Da noite para o dia, o rapaz herda o império Kerrington e, embora sempre tenha almejado essa posição, precisará de toda ajuda possível para provar que está à altura de tanta responsabilidade. Della está determinada a ser o apoio de que Woods necessita, mas os fantasmas do passado ainda estão presentes e mais intensos do que nunca. Pressionada pela ex-noiva e pela mãe de Woods, ela toma a decisão mais difícil de sua vida: abdicar da própria felicidade pelo homem que ama. Mas os dois terão a força necessária para seguir em frente um sem o outro? Concluindo a sedutora história de Woods e Dell. Simples perfeição é o romance mais surpreendente de Abbi Glines e mostra que encontrar alguém pode ser um golpe do destino, mas descobrir a perfeição ao lado dessa pessoa requer aceitar a si mesmo e superar os piores obstáculos a dois.

Minha opinião –  “Simples Perfeição” é o segundo livro da duologia que conta a história de Della e Woods. Os capítulos são narrados em primeira pessoa entre os dois protagonistas, alternando o ponto de vista em determinadas situações. Dessa forma é possível observar como cada um dos dois interpretam os acontecimentos.
Iniciamos esse livro com o falecimento do pai de Woods e, como consequência com ele tendo que assumir as obrigações nos negócios da família, principalmente o clube.
Della quer ser forte por Woods, estar presente e apoiando-o em todos os seus passos. Porém, Woods quer mantê-la segura dentro de casa, longe de sua mãe e ex. Seu excesso de proteção pode causar mais problemas do que ele imagina, pois ficar em casa é a última coisa que ela quer. Após ter uma infância tão complicada, Della precisa viver, e quer muito trabalhar e ter o que considera uma “vida normal”.
Durante a história ocorre um grande mau entendido que faz com que Della explore seus traumas passados. Sua jornada é muito bonita de acompanhar. Della tem uma imagem equivocada de si mesma. Ela se acha fraca e frágil, por causa de seus pesadelos e ataques de pânico, mas a verdade é que ela possui uma força interna inacreditável. Cada situação ruim apresentada sobre o seu passado, faz com que o leitor a ame um pouquinho mais. Ela conseguiu manter a positividade e uma luz interior presente em sua vida, mesmo após ter sofrido tanto.
Woods também acaba amadurecendo um pouco durante o livro, ao perceber que precisa concordar com a liberdade de Della e que o relacionamento precisa de um maior equilíbrio. Em alguns momentos da leitura ele chega a ser um pouco neandertal, como se Della fosse “algo” que pertence a ele. Nesse aspecto faltou um pouco mais de sutileza ao colocá-lo como possessivo, pois pode passar uma ideia equivocada.
Os fãs da série Rosemary Beach não irão se decepcionar. Os demais personagens são uma presença constante no livro e temos também indícios do próximo casal abordado nos livros seguintes.
Como uma série New Adult, a série Rosemary Beach tem todos os elementos necessários para conquistar: drama, romance e reviravoltas. Para aqueles que ainda não iniciaram a leitura, vale ressaltar que os livros dessa série possuem cenas hots e linguajar explícito. Em contrapartida temos também diversas passagens românticas, onde os protagonistas apreciam os pequenos detalhes do relacionamento.

“Della atirou a cabeça para trás e deu risada. O som dessa risada fez todo o meu mundo entrar nos eixos.” (p. 18)

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413571
Ano: 2015
Páginas: 208
Tradutor: Cássia Zanon
Skoob: aqui
Avaliação: 3/5 

Categorias:Outros
Thaís Turesso

veja também os relacionados:

23fevereiro2015

[Resenha] A Balada de Adam Henry – Ian McEwan

Poucos autores de língua inglesa são mais importantes na atualidade do que Ian McEwan. Em quarenta anos de carreira, ele compôs marcos da literatura contemporânea, como Amor sem fim (1997), Amsterdam (1998) e Reparação (2001). Seus livros são conhecidos pela precisão da prosa, pela atmosfera de suspense e estranhamento e também pelas viradas surpreendentes da trama, que puxam o tapete do leitor ao final do livro. Nos últimos anos, o traço decisivo de sua literatura tem sido a defesa da racionalidade científica contra os fundamentalismos religiosos. É esse o embate que está no cerne de A balada de Adam Henry.  A personagem central é Fiona Maye, uma juíza do Tribunal Superior especialista em Direito da Família. Ela é conhecida pela “imparcialidade divina e inteligência diabólica”, na definição de um colega de magistratura. Mas seu sucesso profissional esconde fracassos na vida privada. Prestes a completar sessenta anos, ela ainda se arrepende de não ter tido filhos e vê seu casamento desmoronar. Assim que seu marido faz as malas e sai de casa, Fiona tem de lidar com o caso de um garoto de dezessete anos chamado Adam Henry. Ele sofre de leucemia e depende de uma transfusão de sangue para sobreviver. Seus familiares, contudo, são Testemunhas de Jeová e resistem ao procedimento. O dilema não se resume à decisão judicial. Como nos demais casos que julga, Fiona argumenta com brilho em favor do racionalismo e repele os arroubos do fervor religioso. Mas Adam se insinua de modo inesperado na vida da juíza. Revela-se um garoto culto e sensível e lhe dedica um poema incisivo: “A balada de Adam Henry”. Os sentimentos despertados pelo garoto a surpreendem e incomodam. A crise doméstica e o envolvimento emocional com Adam – que oscila entre a maternidade reprimida e o desejo sexual – desarrumam sua trajetória de vida exemplar, trilhada com disciplina espartana desde a infância. 
“Um estudo assombroso sobre o amor em crise e uma mulher madura no limite de suas forças.” – Robert McCrum, The Observer
Minha opinião – Conforme a sinopse explica, o livro tem foco em dois personagens completamente diferentes: a juíza Fiona Maye, uma mulher de quase 60 anos de idade que está passando por um momento difícil em sua vida pessoal e Adam Henry, um jovem de 17 anos que encontra-se muito doente e irá falecer se não receber uma transfusão sanguínea.
Fiona recebe uma notícia inesperada de seu marido: ele está atraído por outra mulher e quer ter um caso com ela, mas ao mesmo tempo quer permanecer casado. Segundo Jack (seu marido há mais de três décadas), ele quer explorar a paixão, inexistente a anos no casamento. Chocada com a proposta, Fiona apresenta seus pensamentos divididos entre o bem-estar das crianças que aparecem em seu tribunal e seus sentimentos sobre o seu marido e casamento.
O autor mescla muito bem esses dois polos da vida de Fiona. Narrado em terceira pessoa, os parágrafos intercalam os pensamentos pessoais e os relatos de casos terríveis e tristes que ela enfrenta diariamente. A composição de Fiona é tocante e ao mesmo tempo muito real. Ela representa diversas mulheres que possuem um casamento duradouro, mas não necessariamente feliz. Sim, existem bons momentos, companheirismo e até mesmo afeição entre eles, mas isso é suficiente?
Um dos casos acaba se destacando: Adam, um jovem criativo, sensível, carismático e extremamente inteligente. Por questões religiosas, seus pais recusam a transfusão de sangue que pode salvar a vida de Adam.
Fiona decide conhecê-lo no hospital para decidir o seu destino. E um único encontro é capaz de marcar os dois.
A interação é singela e ao mesmo tempo impactante. Adam consegue trazer um pouco de luz na vida de Fiona e os dois começam a influenciar a vida um do outro sem ao mesmo perceber.
Uma das qualidades do livro é a sutileza para discutir assuntos tão polêmicos como religião e casamento. São assuntos cotidianos que permitem a todos uma identificação imediata e até mesmo uma conexão com os personagens.
Adam é jovem e de certa forma inocente, pois não conhece muito além do que foi apresentado a ele. Fiona é uma mulher mais madura, mas ao mesmo tempo inocente. Acredita de coração nas escolhas decentes, que visam o melhor para as crianças. Sua preocupação é o bem-estar dos jovens que passam por seu tribunal. Sua inocência transfere-se também para a vida pessoal, a confiança plena no marido até o momento de sua revelação. É a partir desse momento que ocorre o questionamento do seu casamento.
Não há um ataque as escolhas religiosas ou pessoais. São fornecidas informações para que o leitor tenha capacidade de realizar suas próprias conclusões.
A escrita é dinâmica e fluida, mas seu conteúdo é arrebatador.

“Ergui minha cruz de madeira e a arrastei junto ao rio.Eu era jovem e tolo, e perturbado pela ideiaDe que a penitência era uma asneira e os encargos coisa de idiota.Mas aos domingos me diziam para seguir todas as regras…” (p. 164) 

Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535925135
Ano: 2014
Páginas: 200
Tradutor: Jório Dauster
Skoob: clique aqui
Avaliação: 4/5
Onde comprar
Amazon: clique aqui
Livraria da Travessa: clique aqui
Livraria Cultura: clique aqui
Livraria da Folha: clique aqui
Saraiva: clique aqui

Categorias:Outros
Thaís Turesso

veja também os relacionados: