02Fevereiro2018

[Resenha] A Casa das Marés – Jojo Moyes

Sinopse – Uma história que atravessa décadas e gerações para mostrar que nunca é tarde demais para nos descobrir e correr atrás dos nossos sonhos. Na década de 1950, Merham não passava de uma cidadezinha litorânea como tantas outras: pacata, tradicional e obcecada pelas aparências. Os homens cuidavam do comércio, as mulheres cuidavam dos filhos e todos tomavam conta da vida dos outros. Até que um boêmio grupo de artistas estrangeiros se muda para a Casa Arcádia, uma bela construção art déco à beira-mar. Ao contrário dos demais habitantes, que logo veem os artistas com maus olhos, temerosos de que possam destruir a boa reputação da cidade, Lottie Swift e Celia Holden não conseguem esconder o interesse pelos novos residentes.  Cinquenta anos mais tarde, quando o passado já parece enterrado e esquecido, a Casa Arcádia é vendida para um empresário que pretende transformá-la em um refúgio de luxo planejado pela arquiteta Daisy Parsons, que chega a Merham para reconstruir não só a casa, mas sua própria vida. Porém, assim como antes, o prenúncio de mudança revolta os moradores, dispostos a tudo para inviabilizar o projeto. Repleto de encontros emocionantes e segredos revelados, A casa das marés é uma leitura deliciosa e romântica que explora as dinâmicas familiares, antigos amores e traições.

O livro é dividido em prólogo, três partes e epílogo. Com exceção do prólogo e epílogo, que são narrados em primeira pessoa, a trama é em terceira pessoa e conta a história da pequena cidade de Merham, uma cidade litorânea, em especial sobre os habitantes e visitantes da casa Arcádia. A primeira história se passa na década de 50, onde os moradores são conservadores e prezam pela moral e bom costumes. Ou seja, são vizinhos intrometidos e fofoqueiros que se acham no direito de julgar a todos e transformar a vida alheia em um inferno daqueles que não agem da forma que eles acham correta.

Dentre os moradores, temos a família Holden, uma família prestigiada e bem vista por todos. O patriarca é médico, a Sra Holden é um exemplo dos bons costumes e generosa, tanto que abriu sua casa para acolher Lottie Swift quando criança. Lottie tem a mesma idade da filha mais velha do casal, a Celia, e as duas tornaram-se melhores amigas com o decorrer dos anos. Celia sempre foi a estrela, a jovem que gosta da atenção e que sempre tem que ser o foco do assunto e Lottie, sabendo de sua condição na família, atua em segundo plano e seu papel é fazer Celia brilhar ainda mais.

A Casa Arcádia é uma construção totalmente diferente das demais construções de Merham. Seu design diferenciado chama a atenção e a história dela não é alegre. Quando Adeline e sua trupe se mudam para lá, a cidade fica em polvorosa. Adeline não tem jeito de dona de casa e tem um ar boêmio que irrita os locais, com exceção de Celia e Lottie. Lottie, que é sempre resmungona e taciturna, acaba se tornando o centro das atenções dos moradores da Arcádia, enquanto que Celia é vista como alguém comum. A partir daí a relação entre Lottie e Celia começa a apresentar rupturas, mas tudo piora quando Celia vai estudar em Londres e volta noiva de Guy Parnell.

“Não podia morrer, por mais que quisesse, porque talvez, em algum lugar, ele ainda estivesse vivo. E ela sabia que, se o destino quisesse, eles se reencontrariam novamente.”

Na segunda história, temos Daisy Parsons, que está sofrendo com o abandono de seu companheiro Daniel, com quem teve recentemente uma bebê. Daniel não aguentou a “pressão” da chegada de um filho e simplesmente abandona as duas. Como ele era sócio profissional de Daisy, ela se vê perdida e sem dinheiro, até que resolve seguir em frente com um projeto que havia assumido anteriormente: reformar a Casa Arcádia e transformá-la em um hotel. Daisy se vê morando com uma recém-nascida no meio de uma grande reforma, sentindo-se meio perdida e contando com a ajuda da Sra. Bernard, a proprietária anterior da casa. 

Apesar de décadas terem se passado, os moradores locais continuam presos no tempo, querendo deter o futuro de qualquer forma. Daisy precisará aprender a falar por si própria, defender seu ponto de vista e o que acredita, não apenas profissionalmente como no âmbito pessoal. 

“A Casa das Marés” conta a história de duas mulheres que tiveram que aprender da forma mais difícil possível a amadurecer para sobreviver. É uma história de superação, crescimento pessoal e de amor. 

“Ninguém teve culpa. Algumas coisas estão predestinadas a acontecer. Não podemos lutar contra.”

ISBN-13: 9788580579697
ISBN-10: 8580579694
Ano: 2017
Páginas: 384
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
Avaliação: 3/5
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Carol Durães
Carol Durães

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  • Camila Rezende Fevereiro 4, 2018

    Olá Carol,
    Vou confessar que nunca li nenhum livro da autora e nem tenho curiosidade, as sinopses deles não me chamam a atenção. Talvez eu devesse dar uma chance.
    Achei o jeito que vc colocou a estória em sua resenha interessante e pelo que parece essa autora gosta de criar personagens que não importa pelo que passaram elas mostram que podem superar tudo. E a descrição dos habitantes da cidade parece com habitantes de cidades bem pequena ainda nos dias de hj.

  • Patricia FQ Fevereiro 6, 2018

    A segunda história me interessou mais, acho que é mais madura. E esses moradores da cidade, os anos passam e a bobagem continua, credo. Adoro mudança! Parece bom.