26Janeiro2018

[Resenha] Mais escuro – Cinquenta tons de cinza # 5 – E.L. James

Sinopse – O relacionamento quente e sensual de Anastasia Steele e Christian Grey chega ao fim com muitas acusações e sofrimento, mas Grey não consegue tirar Ana da cabeça. Determinado a reconquistá-la, ele tenta suprimir seus desejos mais obscuros e sua necessidade de controle absoluto, e disposto a amar Ana nos termos estabelecidos por ela. Mas os horrores de sua infância ainda o assombram, e, como se não bastasse, o chefe manipulador de Ana, Jack Hyde, claramente a quer. Será que o terapeuta e confidente de Grey, Dr. Flynn, poderá ajudá-lo a enfrentar seus demônios? Ou será que a possessividade de Elena, sua sedutora, e a devoção perturbada de Leila, sua ex-submissa, vão arrastá-lo para o passado? E se Christian vai reconquistar Ana, será que um homem tão sombrio e cheio de problemas espera mesmo mantê-la?

“Mais escuro” é a versão do Christian Grey da história que já conhecemos pela perspectiva da Anastasia. A história começa logo depois do rompimento entre os dois, uma semana após Anastasia ter abandonado o protagonista após uma sessão que foi longe demais.

“-Mas eu sou um sujeito egoísta. Eu quis você desde que caiu em meu escritório. Você é delicada, honesta, afetuosa, forte, inteligente, inocente de um modo sedutor; a lista é interminável. Você me deixa bobo. Eu quero você, e a ideia de que outra pessoa possa possuir você é como uma faca perfurando minha alma negra.” (p. 39/40)

Grey está determinado a reconquistar Anastasia, mesmo que para isso ele tenha que abrandar sua necessidade de controle na cama. Em paralelo, temos Anastasia começando o trabalho na SIP (Seattle Independent Publishing) e a situação problemática com o seu chefe, Jack Hide. É nesse momento da história que vários dramas do passado de Grey começam a atingir diretamente o casal: Leila, uma ex submissa que começa a perseguir Anastasia; Elena, a Sra Robinson também quer mexer com a cabeça da mocinha e é claro, o acidente de Grey.

O interessante dessa versão é exatamente entender como Grey viu os acontecimentos. Chega ser um pouco frustrante a ingenuidade dele em relação à Elena. Depois de falar para ela deixar Anastasia em paz (mais de uma vez), e a Elena continuar insistindo nisso, ou o fato dele a enxergar como uma amiga, uma salvadora quando na verdade ela é uma criminosa (a “relação” deles começou quando Grey tinha 15 anos de idade), Grey não consegue perceber as manipulações dessa personagem. O pior de tudo é ele acreditar que Anastasia precisa aprender a conviver com Elena, quando ele mesmo não gosta que nenhum homem se aproxime da protagonista e olha que ela não dormiu com nenhum de seus amigos.

Outro ponto importante desse livro é a forma como ele acredita que seus pais o enxergam. Vemos isso durante o seu acidente. Ele fica incrédulo ao encontrar toda a sua família reunida em casa aguardando notícias e ainda mais ver Grace tão devastada. 

Vale ressaltar que as lembranças de Grey acabam dando um pouco mais de contexto sobre sua infância, adolescência e vida adulta. Temos pequenos flashbacks onde o leitor acompanha as agressões sofridas pelas mãos do cafetão de sua mãe e algumas de suas sessões com Elena, demonstrando o quanto elas foram catárticas para Grey e o momento de sua ruptura emocional não apenas com o passado, mas com o presente e futuro. Há algumas lembranças agridoces, como os momentos passados com o seu avô Theodore Trevelyan, em que Grey amava fazer atividades simples em silêncio.

É interessante ter a mesma história contada pela perspectiva de Grey, pois o leitor consegue finalmente montar melhor a personalidade desse personagem através de sua trajetória pessoal. É agridoce, pois Grey teve uma infância tão dolorosa, mas ao mesmo tempo foi recebido por uma família paciente e amorosa, que soube que ele precisava do seu espaço, mas que sempre estiveram ao seu lado, mesmo sem ele se dar conta.

“Ela me ama. Foi preciso uma viagem de três horas de carro para que eu não ficasse apavorado com esse pensamento. Mas preciso lembrar que ela não me conhece de verdade. Não sabe do que sou capaz, ou por que faço o que faço. Ninguém pode amar um monstro, não importa quão generosa seja.” (p. 48)

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa combina com a temática (afinal, o livro tem muitas cenas de sexo) e combina com a série como um todo.

“Isso é ciúme. É esta a sensação: de ter as entranhas arrancadas, de perder todo o controle. Não gosto. Não gosto nem um pouco.” (p. 29)

ISBN-13: 9788551002834
ISBN-10: 855100283X
Ano: 2018
Páginas: 496
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
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Avaliação: 3/5 

Carol Durães
Carol Durães

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  • Ana Carolina Venceslau dos Santos Janeiro 30, 2018

    Eu sinceramente não sou fã da trilogia 50 tons de cinza e não vi para que lançar em uma duologia no ponto de vista do cara então não vou ler esse livro me desculpa mas eu não gosto do livro da história nem da escritora