08novembro2017

[Semana Especial] Tartarugas até lá embaixo – Dia 03

Bom dia, Viajantes! Estamos no terceiro dia da Semana Especial Tartarugas até lá embaixo e hoje vamos falar um pouco sobre o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Como o TOC é um transtorno sério e eu não tenho conhecimento sobre o assunto além do que eu assisti em filmes e seriados, além de algumas leituras ocasionais de ficção, vou transcrever um texto que achei bem explicativo (com o link da fonte original no final do texto).

“O transtorno obsessivo-compulsivo, conhecido popularmente pela sigla TOC, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito na quinta edição do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, o DSM-V (no termo em inglês) e na décima edição da CID (Classificação Internacional de Doenças). Sua principal característica é a presença de crises recorrentes de pensamentos obsessivos, intrusivos e em alguns casos comportamentos compulsivos e repetitivos.” (Fonte )

“O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) caracteriza-se por dois tipos de manifestações: as obsessões ou idéias obsessivas e as compulsões ou rituais compulsivos. As obsessões são idéias ou imagens que vem à mente da pessoa independente de sua vontade repetidamente. Embora a pessoa saiba que são idéias suas, sem sentido, não consegue evitar de pensá-las. São freqüentes idéias relacionadas a religião, sexo, duvidas, contaminação, agressão (por exemplo, a pessoa tem idéias repetidas de que suas mãos estão contaminadas por ter tocado em objetos “sujos”). As compulsões são atos ou rituais que o indivíduo se vê obrigado a executar para aliviar ou evitar as obsessões. Se a pessoa não executa o ato compulsivo ela fica muito ansiosa. Os rituais são repetidos numerosas vezes, apesar da sensação que a pessoa tem de que não fazem sentido. Compulsões freqüentes são lavar as mãos, verificar se a porta está trancada ou a válvula do gás está fechada, questionar uma informação repetidamente para ver se está correta, executar minuciosamente uma série pré-programada de atos para evitar que aconteça algum mal a alguém, contar ou falar silenciosamente. Tanto as obsessões como as compulsões ocupam uma boa parte do tempo da pessoa, prejudicando ou dificultando seu dia a dia. 

Como a própria pessoa reconhece que seus pensamentos ou atos são sem sentido, ela procura disfarçar tais manifestações, evitando conversar sobre esse assunto e relutando em procurar auxilio médico psiquiátrico.

O transtorno obsessivo compulsivo inicia em geral no fim da adolescência, por volta dos 20 anos de idade e atinge cerca de 2 em cada 100 pessoas. A doença pode se manifestar em crianças também. Em geral a doença evolui com períodos de melhora e piora; com o tratamento adequado há um controle satisfatório dos sintomas, embora seja pouco freqüente a cura completa da doença.

Muitos portadores de TOC apresentam também outros transtornos como fobia social, depressão, transtorno de pânico e alcoolismo. Alguns transtornos mentais como a tricotilomania (arrancar pelos ou cabelos), o distúrbio dimórfico do corpo (idéia fixa de que há um pequeno defeito no corpo, em geral na face) e a síndrome de Tourette (síndrome dos tics) parecem estar relacionados ao TOC.

Pesquisas recentes mostram que o TOC é uma doença do cérebro na qual algumas áreas cerebrais apresentam um funcionamento excessivo. Sabe-se também que o neurotransmissor serotonina está envolvido na formação dos sintomas obsessivo-compulsivos. Acredita-se também que as pessoas que tem uma predisposição para a doença, reagem excessivamente ao estresse. Tal reação consiste nos pensamentos obsessivos, que por sua vez geram mais estresse, criando assim um circulo vicioso.

O tratamento do transtorno obsessivo compulsivo envolve a combinação de medicamentos e psicoterapia. Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, em geral em doses elevadas e por tempo bastante prolongado. A psicoterapia mais estudada é a terapia comportamental, através da qual o paciente é estimulado a controlar seus pensamentos obsessivos e rituais compulsivos. Outras formas de psicoterapia auxiliam o paciente a lidar com as situações de ansiedade que agravam a doença.” (Fonte )

Como vocês puderam perceber, o TOC é um distúrbio complexo que atinge uma boa parte da população (cerca de 2%) e que necessita de tratamento. 

Carol Durães
Carol Durães

veja também os relacionados:

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Nicole Longhi novembro 9, 2017

    Achei bem legal John escrever sobre uma doença que ele mesmo sofre. Deve ser uma sensação única passar o que sente para o papel em forma de uma personagem incrível e poder compartilhar com todo mundo.
    Estudei um pouco sobre TOC enquanto ainda cursava psicologia, e estou empolgada para ler o livro.

  • RUDYNALVA CORREIA SOARES novembro 10, 2017

    Carol!
    É um transtorno série e que em grande parte atrapalha a vida de que tem de conviver com ele.
    Bom ver o tema sendo abordado no livro, porque as pessoas podem conhecer mais sobre o transtorno e discutir o assunto.
    “É prova de inteligência saber ocultar a nossa inteligência.” (François La Rochefoucauld)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!

  • Pamela Liu novembro 14, 2017

    Oi Carol.
    TOC é uma doença que afeta uma quantidade considerável de pessoas e todos deveriam saber um pouco mais sobre ela. Esse livro do John Green pode ser uma forma de inserir várias pessoas nesse contexto.
    Bjs

  • Ana Carolina Venceslau dos Santos novembro 15, 2017

    Antes eu realmente achava que esse livro era apenas uma história bem comum, mas já percebi que é bem mais do que isso. Deu pra perceber que a vida da Aza é bem difícil. E o livro parece ter ótimos personagens. E achei muito legal o autor mostrar um pouco dessa doença no livro.

  • Camila Rezende novembro 18, 2017

    Ola Carol,
    Gostei do seu post
    Eu ja tinha ouvido falar sobre TOC, mas nunca fui atras de informações para saber mais sobre o assunto.
    Goste de saber que um autor como o John Green tenha escrito uma estória abordando o assunto. Acredito que com a influencia que ela tem varias pessoas vão conhecer mais sobre o assunto.