30outubro2017

[Divulgação] Lançamentos de Outubro/2017 da Editora Leya

 

A Elite do Atraso – Jessé Souza – Numa época em que a questão das desigualdades racial e social estão, mais do que nunca, no centro de cena – dos grandes veículos de comunicação aos comentários nas redes sociais e até mesmo nas conversas das mesas de bar, onde todos parecem ter uma ideia muito bem definida do que é capaz de construir um país ideal –, o sociólogo Jessé Souza escancara o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão. Esse é o pilar de sustentação de nossa elite, A Elite do Atraso. Depois da polêmica aberta pela obra A Tolice da Inteligência Brasileira e da contundência exposta em A Radiografia do Golpe, o autor apresenta obra surpreendente, forte, inovadora e crítica na essência, com um texto aguerrido e acessível. A Elite do Atraso é um livro para ser apoiado, debatido ou questionado – mas será impossível reagir de maneira indiferente à leitura contundente de Jessé Souza a ideias difundidas na academia e na mídia.

Resenha – Numa época em que a questão das desigualdades racial e social estão, mais do que nunca, no centro de cena – dos grandes veículos de comunicação aos comentários nas redes sociais e até mesmo nas conversas das mesas de bar, onde todos parecem ter uma ideia muito bem definida do que é capaz de construir um país ideal –, o sociólogo Jessé Souza escancara o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão. Esse é o pilar de sustentação de nossa elite, A Elite do Atraso. Depois da polêmica aberta pela obra A Tolice da Inteligência Brasileira e da contundência exposta em A Radiografia do Golpe, o autor apresenta obra surpreendente, forte, inovadora e crítica na essência, com um texto aguerrido e acessível. Figuras como as do “homem cordial” de Sérgio Buarque de Holanda e do “jeitinho brasileiro” interpretada por Roberto DaMatta sedimentaram a síndrome de vira-lata do brasileiro e a ideia de que a corrupção política é o grande problema nacional – que teria sido herdado especialmente de nossa formação ibérica. Daí o sucesso da operação Lava Jato numa sociedade ansiosa por remover os males instalados no Estado brasileiro. Para Jessé, no entanto, ideias velhas nos legaram o tema da corrupção dos tolos, restrita à política. Na corrupção real, no entanto, o problema central – sustentado por outras forças – é a manutenção secular de uma sociedade desigual, que impossibilita o resgate do Brasil esquecido e humilhado. Com o objetivo de desconstruir essa legitimação “naturalizada” ao longo de décadas, o autor toma a experiência da escravidão como a semente da sociedade desigual, perversa e excludente do Brasil para, em seguida, analisar como a luta de classes por privilégios construiu alianças e preconceitos que esclarecem o padrão histórico repetido nos embates políticos do Brasil moderno. Por fim, faz o diagnóstico do momento atual, batendo forte no que chama de conluio entre a grande mídia e a Lava Jato. A Elite do Atraso é um livro para ser apoiado, debatido ou questionado – mas será impossível reagir de maneira indiferente à leitura contundente de Jessé Souza a ideias difundidas na academia e na mídia.
Sobre o autor – JESSÉ SOUZA, 57 anos, fez graduação em direito e mestrado em sociologia na UnB, e doutorado em sociologia na Universidade de Heidelberg, na Alemanha. É autor principal de 27 livros e de mais de cem artigos e capítulos de livros em vários idiomas. Publicou A Tolice da Inteligência Brasileira e A Radiografia do Golpe pela LeYa em 2015 e 2016. Coordenou também diversas pesquisas empíricas de amplitude nacional sobre as classes sociais e a desigualdade social no Brasil. Foi presidente do Ipea entre 2015 e 2016. Atualmente é professor titular de sociologia da UFABC.

Histórias da Gente Brasileira – Volume 3 – República: Memórias (1889-1950) – Mary del Priore – Mary del Priore dá continuidade à saborosa série “Histórias da Gente Brasileira”, em que, pela simplicidade da vida cotidiana, busca a resposta para como nos tornamos quem somos hoje. No terceiro volume, a historiadora aborda a primeira etapa de nossa República por meio das memórias daqueles que viveram todas as mudanças políticas, econômicas, sociais e comportamentais pelas quais o Brasil passou durante o intenso período compreendido entre os anos de 1889 e 1950. De Deodoro da Fonseca a Eurico Gaspar Dutra, passando pela Era Vargas, o país teve 16 presidentes, mas o que guia a narrativa são as vozes, carregadas dos mais diversos sotaques, de quem viveu o dia a dia das ruas e o transformou em palavra escrita. Entre eles estão memorialistas/escritores que deixaram marcas definitivas na cultura nacional, como José Lins do Rego, Zélia Gattai e Erico Verissimo, cujas descrições nos convidam a percorrer o passado e aproximam a literatura da história – e toda história que esses autores contam é também a nossa.

Resenha – Por trás dos grandes fatos, feitos e vitórias ou mesmo derrotas estão as pessoas comuns, aqueles personagens anônimos que, por meio de suas pequenas histórias cotidianas, contam a verdadeira história de uma nação. É esse o mote que move Mary del Priore em sua saborosa série “Histórias da Gente Brasileira”: pela simplicidade da vida cotidiana, a historiadora busca a resposta para como nos tornamos quem somos hoje. Neste terceiro volume, ela aborda a primeira etapa de nossa República por meio das memórias daqueles que viveram todas as mudanças políticas, econômicas, sociais e comportamentais pelas quais o Brasil passou durante o intenso período compreendido entre 1889 e 1950. De Deodoro da Fonseca a Eurico Gaspar Dutra, passando pela Era Vargas, o país teve 16 presidentes durante aqueles 61 anos, mas o que guia a narrativa são as vozes, carregadas dos mais diversos sotaques, de quem viveu o dia a dia das ruas e o transformou em palavra escrita. Entre eles estão memorialistas/escritores que deixaram marcas definitivas na cultura nacional, como José Lins do Rego, Zélia Gattai e Erico Verissimo, cujas descrições nos convidam a percorrer o passado e aproximam a literatura da história – e toda história que esses autores contam é também a nossa. Trata-se de uma fonte histórica riquíssima: são os próprios atores daquele tempo que nos contam o que viram, ouviram e viveram. E, para muitos, as mudanças no cotidiano trouxeram maior impacto do que as revoluções ou a vida política. Bons exemplos disso são a radiola e o Ford Bigode, que repercutiram mais do que a vitória de Getúlio em 1930 e a Revolução Constitucionalista de 1932. Pode uma vida contar a História? Quem recorda suas pequenas histórias conta também a grande História? E, nessas lembranças, estão presentes as marcas do passado, os fenômenos que se repetem, as permanências e as rupturas? Mary del Priore prova que sim: o terceiro volume das Histórias da Gente Brasileira apresenta a memória como um arquivo de crenças e valores coletivos que persistiram na forma de hábitos e costumes.
Sobre a autora – Mary del Priore é historiadora e escritora. Ex-professora de História da USP e da PUC-Rio, tem pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, e mais de 40 livros publicados. Colabora para jornais e revistas, nacionais e internacionais. Atualmente leciona na Pós-Graduação em História da Universidade Salgado de Oliveira.

O Navio Arcano – Robin Hobb – George R.R. Martin é um dos maiores fãs da literatura de Robin Hobb, que, no mundo todo, é uma das mais celebradas e cultuadas autoras contemporâneas de literatura fantástica. Em a “Saga do Assassino”, Robin Hobb retorna, numa nova trilogia, “Os Mercadores de Navios-Vivos”, ao universo ficcional conhecido como o Reino dos Antigos. Nesse primeiro volume, O Navio Arcano, Robb faz referências a clássicos como Moby Dick e Mestre dos mares para conduzir o leitor por uma aventura marítima repleta de magia, contando a história de um orgulhoso grupo de famílias que navega por mares bravios repletos de piratas e serpentes, a bordo do seu protagonista: os seus navios-vivos – embarcações raríssimas e mágicas feitas de madeira-arcana, capazes de adquirir vida própria. Com personagens muito bem caracterizados, tanto física quanto psicologicamente, Robin Hobb tece uma trama envolvente e complexa, que seduz o leitor a cada página.

Resenha – Uma das mais celebradas e cultuadas autoras contemporâneas de literatura fantástica (um de seus maiores fãs é George R.R. Martin, de A guerra dos tronos), Robin Hobb, autora da “Saga do Assassino”, retorna ao universo ficcional conhecido como Reino dos Antigos numa nova trilogia, “Os Mercadores de Navios-Vivos”. No primeiro volume, O Navio Arcano, Robb faz referências a clássicos como Moby Dick, de Herman Melville, e Mestre dos mares, de Patrick O’Brian, para conduzir o leitor por uma aventura marítima repleta de magia. A narrativa apresenta a história de um orgulhoso grupo de famílias que navega por mares bravios repletos de piratas e serpentes a bordo de seus navios-vivos – embarcações raríssimas e mágicas feitas de madeira-arcana, capazes de adquirir vida própria. Madeira-arcana é um tipo de madeira dotada de consciência. Trata-se da mercadoria mais valiosa do mundo, encontrada apenas nos Ermos Chuvosos — e é dela que os navios-vivos são feitos. Arriscar-se nas perigosas águas do Rio da Chuva para chegar aos Ermos Chuvosos é uma audácia praticada por poucos e incautos navegadores na ânsia de possuir um navio-vivo. Mas essas embarcações são difíceis de encontrar – e mais difícil ainda é navegá-las. Raros e valiosos, os chamados navios-vivos têm uma ligação íntima com a família que os comprou originalmente, e sua vida só é despertada depois que três membros de gerações seguidas morrem em seu convés. Ao longo dos anos, os Velhos Mercadores de Vilamonte tiveram sua riqueza dilapidada pelas guerras ao norte e pelas pilhagens dos piratas ao sul, e agora ainda precisam lidar com o aparecimento de Novos Mercadores, que pretendem abalar o tênue equilíbrio existente entre Vilamonte e os Ermos Chuvosos. A única esperança de renovar a prosperidade da família Vestrit, uma das mais antigas de Mercadores da região, é Vivácia, uma embarcação que está com eles há gerações e prestes a se tornar um navio-vivo. A bordo dela navega a filha do capitão, Althea Vestrit, abalada com o estado de saúde do pai, mas ansiosa pelo despertar do navio que tanto ama. Enquanto isso, o ardiloso pirata Kennit anseia por obter seu próprio navio-vivo. Já bem familiarizado com o poder da madeira-arcana, ele tem planos bem específicos para sua futura embarcação… E não medirá esforços para conquistá-la. Num reino de culturas e magia peculiares, O Navio Arcano exibe um deslumbrante elenco de personagens muito bem caracterizados, tanto física quanto psicologicamente, numa aventura fantástica de piratas, navios falantes, serpentes-marinhas, escravos em rebelião, heróis espirituosos e sangrentas batalhas. Robin Hobb tece uma trama envolvente e complexa, com fortes relações pessoais, que seduz o leitor a cada página.
Sobre a autora – Robin Hobb é escritora de fantasia e vive em Tacoma, Washington. Seus primeiros textos foram escritos aos 18 anos para jornais locais e revistas infantis e foram assinados com seu verdadeiro nome (Megan Lindholm). Em 1980 começou a escrever fantasia e criou o Reino dos Antigos, um universo que foi influenciado pela paixão de seu marido pelo mar. Em 1995, O aprendiz de assassino, primeiro volume da trilogia “Saga do Assassino” composta também pelos livros O assassino do rei e A fúria do assassino foi sua primeira obra sob o pseudônimo Robin Hobb, publicado no Brasil pela LeYa em 2013. Desde então já lançou as trilogias “Os Mercadores de Navios-Vivos”, composta pelos livros O Navio Arcano, O navio insano e O navio do destino (estes dois últimos a serem publicados em breve), The Tawny Man e The Fitz and the Fool e a tetralogia The Rain Wilds Chronicles. Sua obra já foi traduzida para mais de vinte idiomas.

 

Se o Passado Não Tivesse Asas – Pepetela – Duas personagens femininas, dois momentos de um país. Ambientado em Angola durante a guerra civil e no pós-guerra, Se o Passado Não Tivesse Asas, novo romance de Pepetela, conjuga as trajetórias de Himba, menina que, sozinha no mundo, tenta sobreviver em meio ao conflito, e de Sofia, que deseja uma vida melhor em tempos de crescimento econômico – porém ainda marcados pela desigualdade social e a violência. São narrativas que se combinam e completam, somando-se à experiência pessoal do escritor, ex-guerrilheiro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Trata-se de um mergulho nas últimas duas décadas de história do país africano e, sobretudo, uma reflexão sobre a fragilidade do ser humano e suas mais aterradoras contradições – sempre pelo olhar e a sensibilidade de um dos maiores nomes da literatura em língua portuguesa atual, vencedor do Prêmio Camões e autor de obras como Mayombe e A Geração da Utopia.

Resenha – Duas personagens femininas, dois momentos de um país. Ambientado em Angola durante a guerra civil e no pós-guerra, Se o Passado Não Tivesse Asas, novo romance de Pepetela, autor de Mayombe e A Geração da Utopia, conjuga histórias que se encontram e completam. Himba, de apenas 13 anos, perdeu sua família num ataque na estrada, ao tentarem fugir da guerra. Foi violada por um bando de meninos nas areias da praia da Ilha. Junto a Kassule, um jovem também órfão e vítima da guerra, lhe resta revirar o lixo dos restaurantes para encontrar comida. Sofia sempre sonhou em mudar de vida. Agora, depois de uma aposta arriscada, é sócia num restaurante em ascensão, frequentado por clientes da alta burguesia de Luanda. Sem muito tempo para vida social e amorosa, Sofia preocupa-se apenas com seu irmão Diego – um artista de rua que sonha expor em galerias – e com suas ambições profissionais, que vai atingindo pouco a pouco. Himba, sozinha no mundo, tenta sobreviver em meio ao conflito; terminada a guerra, Sofia deseja uma vida melhor em tempos de crescimento econômico – porém ainda marcados pela desigualdade social e a violência. Culminando em um desfecho imprevisível, as narrativas se somam à experiência pessoal do escritor, ex-guerrilheiro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Por meio do texto de um dos grandes nomes da literatura em língua portuguesa da atualidade – vencedor de, entre outros, o Prêmio Camões –, Se o Passado Não Tivesse Asas leva o leitor a mergulhar nas últimas duas décadas de história do país africano e, sobretudo, refletir sobre a fragilidade do ser humano e suas mais aterradoras contradições. 
Sobre o autor – Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Licenciou-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Foi guerrilheiro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), político e governante. Foi ainda professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde. Em 1997, recebeu o Prêmio Camões, maior prêmio literário das letras lusófonas. Ganhou duas vezes o Prêmio Nacional de Literatura de Angola e outras distinções no Brasil, Holanda e Espanha. Tem mais de 20 livros publicados.
Thaís Turesso

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  • Camila Rezende outubro 31, 2017

    Olá Thaís,
    Esse mês a editora tem vários lançamentos, mas não me interessei por nenhum deles.
    Aguardando pelos do mês que vem.

  • Hérica Lima outubro 31, 2017

    Oiii! Não sou muito fã dessa editora, pois seus livros não tem muito a ver comigo!
    Mas gostei de Pepetelha. Parece ser bem legal e realista.
    Beijos.

  • RUDYNALVA CORREIA SOARES outubro 31, 2017

    Thaís!
    Apesar de parecerem livros interessantes, nenhum chamou minha atenção para querer ler…
    Desejo uma semana maravilhosa e florida!
    “Para saber uma verdade qualquer a meu respeito, é preciso que eu passe pelo outro.” (Jean-Paul Sartre)
    Cheirinhos
    Rudy

  • Iêda Cavalcante outubro 31, 2017

    Oiee!
    A Leya não é uma editora que eu leia muito não, seus livros são de gêneros que raramente leio, por abordarem temas que não me causam curiosidade, é o que acontece com esses, não me senti com vontade de ler nenhum.
    Bjs!

  • Marlene Conceição outubro 31, 2017

    Oi Thaís.
    Eu estou encantada com essas capas, porém nenhum dos lançamentos me chamou a atenção, quem sabe no próximo isso não mude né.
    Bjs.

  • Karol Nascimento novembro 1, 2017

    Oiiiii….
    O livro que mais me chamou a atenção foi Histórias da gente brasileira pq são pessoas anônimas contando sobre a nossa história sa???E que não gosta de saber sobre a história do Brasil???Eu adoro….adoro fantasia também E gostei muito também do Navio Arcano….adorei o post…
    Bjs