26setembro2017

[Semana Especial Piano Vermelho] Resenha Piano Vermelho – Josh Malerman

Sinopse – Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

“Piano Vermelho” é o segundo livro do Josh Malerman e é dividido em Duas partes: Parte 1 – Fá e Parte 2 – Meu Sol se refaz, sendo que a segunda parte é bem curtinha, pois se inicia na página 287. A trama é narrada em terceira pessoa e os capítulos são alternados entre o presente, onde o leitor encontra Philip Tonka em um hospital e o passado, onde o leitor acompanha os Danes até o momento em que culminou o ponto central da história.

A trama se inicia no ano de 1957 em Detroit, onde os Danes mantêm seu estúdio de música “no país das maravilhas”. Philip é o pianista e tem 31 anos de idade e é o protagonista do livro. A banda ainda conta com Larry, Duane e Ross e o quarteto era uma banda militar que tocava para soldados e após a guerra e mantiveram-se em reconhecimento por um bom tempo. Com o estúdio, eles trabalham com outras bandas, criam suas próprias músicas e vivem uma vida relativamente tranquila, regada a mulheres e bebidas. Porém tudo muda quando Jonathan Mull, secretário da inteligência militar aparece no bar onde eles estão e pede a ajuda da banda. Aparentemente, o exército americano encontrou um “som” no meio do deserto africano. Um som que causa reações físicas nas pessoas, como enjoos, náuseas, vômitos, alucinações e muito mais. Mas “o som” faz muito mais. Ele desativa armas nucleares. E suas consequências serão terríveis.

– Há coisas piores do que inventarem uma nova arma – diz Duane, terminando o drinque.
– Como o quê?
– Como o tipo de pessoa que a criou.”

No presente, a trama se passa em Iowa, no hospital Macy Mercy. O soldado Tonka estava em coma por seis meses e TODOS os ossos do seu corpo foram quebrados. Uma situação inexplicável para a enfermeira Ellen, uma das enfermeiras que cuida do Philip. Então o inesperado acontece: ele acorda e começa a ter uma recuperação excepcional, o que desperta ainda mais as suspeitas da enfermeira. Mas isso não é tudo. Ellen percebe o interesse exagerado do Dr. Szands e a aplicação de um medicamento irreconhecível no paciente. As peças estão misturadas, mas a enfermeira está determinada a descobrir o que está acontecendo. Ela sente uma conexão com esse homem deformado, que descreve imagens impossíveis e que balbucia coisas estranhas.

“À medida que seu corpo se restabelece, remendando a si mesmo, temporariamente ou não, Philip se espanta com sua nova identidade, seu novo eu amedrontado, se dá conta de que o hospital tem segredos, e que ele também precisa ter os seus.”

A construção do enredo foi muito bem realizada e os personagens são interessantes. A premissa do livro é ótima, porém faltou “algo”. Honestamente, achei a revelação um pouco descabida demais e não fiquei tão encantada quanto achei que ficaria. 

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa combina perfeitamente com a história e internamente, o livro é lindo, com páginas escuras alternando com páginas claras.

“(…) que aconteceu, soldado Tonka? — Ele se curva, põe as mãos nos joelhos, e baixa os olhos azuis na altura dos de Philip. — O que você e os Danes encontraram no deserto? Ou melhor (…) – A pergunta não é o que você encontrou… mas o que encontrou você.”

ISBN-13: 9788551002063
ISBN-10: 8551002066
Ano: 2017
Páginas: 320
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
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Avaliação: 3/5

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  • RUDYNALVA CORREIA SOARES setembro 30, 2017

    Li Caixa de pássaros e até gostei, mas não foi mesmo lá essas coisas todas.
    Bem curiosa em ler Piano Vermelho.
    Pelo que entendi, o autor agora vai usar outro sentido para conduzir o enredo.
    Uma pena que o final ficou meio que em aberto e não foi tão bom, mas ainda assim, acredito que vale a leitura.
    Um final de semana de muita inspiração e paz no coração!
    “Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou.” (Richard Bach)
    Cheirinhos
    Rudy