15setembro2017

[Resenha] Uma Semana Para Se Perder – Spindle Cove # 2 – Tessa Dare

Sinopse – O que pode acontecer quando um canalha decide acompanhar uma mulher inteligente em uma viagem? A bela e inteligente geóloga Minerva Highwood, uma das solteiras convictas de Spindle Cove, precisa ir à Escócia para apresentar uma grande descoberta em um importante simpósio. Mas para que isso aconteça, ela precisará encontrar alguém que a leve.  Colin Sandhurst Payne, o Lorde Payne, um libertino de primeira, quer estar em qualquer lugar menos em Spindle Cove. Minerva decide, então, que ele é a pessoa ideal para embarcar com ela em sua aventura. Mas como uma mulher solteira poderia viajar acompanhada por um homem sem reputação?  Esses parceiros improváveis têm uma semana para convencer suas famílias de que estão apaixonados, forjar uma fuga, correr de bandidos armados, sobreviver aos seus piores pesadelos e viajar 400 milhas sem se matar. Tudo isso dividindo uma pequena carruagem de dia e compartilhando uma cama menor ainda à noite.  Mas durante essa conturbada convivência, Colin revela um caráter muito mais profundo que seu exterior jovial, e Minerva prova que a concha em que vive esconde uma bela e brilhante alma. Talvez uma semana seja tempo suficiente para encontrarem um mundo de problemas. Ou, quem sabe, um amor eterno.

Em “Uma noite para se entregar” Minerva e Colin eram personagens secundários que tiveram momentos de destaque, principalmente por conta da implicância de Colin com a protagonista. Colin é primo de Bram e um lorde, um homem galanteador e acostumado a ter as mulheres aos seus pés. Mas ele nunca conheceu uma mulher como Minerva, alguém que é inteligente e não esconde isso e que não tem um pingo de traquejo social. 

Minerva sempre foi vista como o patinho feio. Sua mãe sempre fez questão de ressaltar que Diana, a irmã mais velha, era a beleza da família e que Minerva não tem atrativos para agarrar um homem de alta estirpe. Então Minerva deixou de lado as preocupações sociais e focou no que realmente gosta, tornando-se uma geóloga e estudando por conta própria. Quando Diana precisa ir para Splinde Cove por conta dos problemas de saúde, sua mãe leva Minerva e Charlotte junto e pela primeira vez, Minerva sente-se à vontade para ser quem ela verdadeiramente é.

Mas isso não quer dizer que Minerva não se sinta invisível e que as provocações de Colin não a magoem. Afinal, errar o nome dela inúmeras vezes e tirar sarro da forma como se veste ou age é algo que ela lida diariamente dentro da própria família, mas ouvir isso de um bonito lorde é ainda mais doloroso.

“”Devo dizer, Melinda, que está é uma surpresa e tanto.”
“Meu nome é Minerva.”
“Claro, claro.” Ele inclinou a cabeça. “Eu não reconheci seu rosto sem o livro na frente.”” (p. 07)

Sua inteligência fez com que fosse aceita na Sociedade Geológica Real da Escócia, apesar de não ter revelado que era uma mulher. Minerva tem até mesmo artigos publicados e agora, ela realizou uma descoberta importante que precisa levar a um Simpósio, que fica em Edimburgo. Só que Edimburgo fica longe e uma jovem não conseguiria viajar sozinha e sem proteção. Então ela propõe um acordo a Colin: os dois fingem que estão fugindo por conta de um romance e ela entrega a ele o dinheiro que ganhará no Simpósio.

“”Eu vou ganhar. Eu poderia explicar detalhadamente minhas descobertas para você, mas isso envolveria muitas palavras polissílabas. Não sei se você está disposto a ouvi-las agora. Portanto, basta lhe dizer que tenho certeza.”” (p. 14)

A viagem é uma aventura e tanto e quanto mais tempo passam juntos, mas apreciam a verdadeira personalidade que escondem do mundo, as vulnerabilidades, a sagacidade e a inteligência que ambos possuem. A história dos dois é bem construída e vai sendo criada gradualmente. Não é um romance relâmpago, mas sim um relacionamento que vai ganhando bases fortes e que torna-se apaixonante para o leitor. É o tipo de leitura que nos leva a suspirar e a sorrir, pois vemos uma jovem introspectiva saindo de sua concha e se tornando uma mulher extraordinária .

“” Que diabos você está vestindo? Você fez votos em algum convento desde a última vez que nos falamos? As Irmãzinhas Simplórias da Santa Monotonia?”
“Eu pensei nisso”, disse ela. “Talvez teria sido a coisa mais sábia a se fazer. Mas não. Este é meu traje de banho.”” (p. 41)

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Avaliação: 5/5
Confiram as resenhas dos livros anteriores
Uma noite para se entregar – Livro 01
Categorias:Editora, Resenhas
Thaís Turesso

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  • RUDYNALVA CORREIA SOARES setembro 17, 2017

    Thaís!
    Muito bom ler livros de época bem escritos, detalhados e com personagens bem elaborados, que interagem de forma engraçada e cheios de vida.
    Quero ler, não li nenhum livro da série ainda…
    Que o final de semana seja de alegria e paz!
    “Conhecimento sem transformação não é sabedoria.” (Paulo Coelho)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE SETEMBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

  • Giulianna Santicioli setembro 23, 2017

    Estou ficando com cada vez mais vontade de ler os livros dessa série, deve ser muito bom acompanhar uma personagem que é super inteligente e que possui seus próprios feitos, virar uma mulher extraordinária sem perder a sua essência, fiquei super intrigada para saber como será essa viagem para Edimburgo e como se desenvolverá o romance entre ela e o Colin.
    Beijos!