02junho2017

[Resenha] As Tumbas de Atuan – Ciclo Terramar # 2 – Ursula K. Le Guin

Sinopse – Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados. Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a misericórdia. Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro. Finalista da Newbery Medal, que premia os melhores livros jovens de cada ano, As Tumbas de Atuan dá continuidade ao elogiado Ciclo Terramar com uma singela história que rompeu com os paradigmas de heroína quando foi lançada.

O livro é dividido em Prólogo + 12 capítulos + Posfácio. A trama é narrada em terceira pessoa e conforme a sinopse explica, o enredo gira em torno da jovem Tenar. Tenar teve sua vida definida por conta do dia de seu nascimento, que coincidiu com o dia do falecimento da Primeira Sacerdotisa. De acordo com a crença na ilha Atuan, a criança nascida nesse dia fatídico seria a sacerdotisa renascida. Então, ainda no início de sua infância, Tenar é afastada de seus pais para ser treinada.

O primeiro capítulo do livro mostra os últimos momentos da protagonista com a família. O amor incondicional da sua mãe e o sofrimento silencioso do pai, que tenta manter uma postura firme e fria, pois é necessário resignar-se com o destino de um de seus filhos.

“O homem permaneceu do lado de fora, os pés descalços e frios no chão, o céu límpido da primavera escurecendo acima dele. Na penumbra, seu rosto estava tomado por uma tristeza sombria, pesada, raivosa, que ele jamais encontraria palavras para expressar.” (p. 14)

Ao sair de casa Tenar recebe um novo nome: Arha. E assim como o seu nome, sua vida é moldada com um único propósito, assumir As Tumbas de Atuan. Os anos passam e Arha é uma jovem dedicada ao seu trabalho, cumprindo uma rotina de rituais, treinamento e sacrifícios. Durante um de seus treinamentos no labirinto, Arha irá se deparar com Ged, um mago que veio roubar um dos tesouros do da tumba.

Ged é um indivíduo carismático, mas mais do que isso, é uma pessoa questionadora e que começa a fazer Arha a pensar por si mesma e a ver o próprio mundo e crenças com outros olhos.

O livro é curtinho (tem apenas de 160 páginas), mas possui um enredo complexo e muito bem construído. A forma como a jornada de Tenar é contada deixa claro que a história é uma jornada fantástica e inesquecível. O livro ainda conta com um mapa de terramar, um mapa do lugar das tumbas de Atuan e um mapa do labirinto.

“Quando a Primeira Sacerdotisa morre, eles saem procurando por toda Atuan uma menina nascida na noite em que ela morreu. E sempre a encontram. Porque ela é a Sacerdotisa Renascida. Quando a menina faz 5 anos, eles a trazem aqui para o Lugar. E, quando completa 6, é oferecida aos Tenebrosos e sua alma é devorada por eles. E, assim, ela pertence aos Inominados, e tem pertencido a eles desde os primeiros dias.” (p. 114)

ISBN-13: 9788580417074
ISBN-10: 8580417074
Ano: 2017
Páginas: 160
Idioma: português
Editora: Arqueiro
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Avaliação: 4/5

Thaís Turesso

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