06maio2017

[Resenha] Ligeiramente Perigosos – Os Bedwyns # 6 – Mary Balogh

Sinopse – Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção. Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente. Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida. Em Ligeiramente Perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.

“Ligeiramente Perigosos” é o sexto e último dos irmãos Bedwyns e tem como protagonistas Wulfric Bedwyn e lady Christine. Nos livros anteriores vimos que Wulfric não é apenas o chefe da família Bedwyn, mas também um homem temido por todos por conta de sua austeridade e pragmatismo. Tão temido que até alguns de seus irmãos e cunhados não conseguem enxergar a pessoa por trás do título de Duque.

Agora que todos os seus irmãos mais novos estão encaminhados, casados e formando famílias, Wulfric se vê em uma total solidão. Apesar de gostar do silêncio e da quietude, os rompantes criados pelas confusões dos outros Bedwyns permitiam a ele uma quebra da rotina, que é sempre cercada de protocolos e obrigações. Para complementar, sua amante faleceu. Rose era um acordo prático que Wulfric mantinha há dez anos. Ela tinha uma ótima mesada, uma moradia e o status de amante de um Duque, desde de que ficasse ciente de que não havia sentimentos envolvidos no relacionamento. Era algo completamente carnal e satisfatório para Wulfric, que via o caso como uma transação de negócios. Mas com o seu falecimento, os irmãos morando longe e Londres praticamente parada por conta do recesso do Parlamento e por estar entre as temporadas sociais, Wulfric aceita sem pensar direito um convite para passar duas semanas em uma temporada festiva em Schofield Park, residência do barão e da baronesa de Renable. Mal sabe ele que aceitar a esse convite mudará a sua vida.

Christine é uma viúva de 29 anos de idade que mora com sua mãe e sua irmã mais velha Eleanor e sua irmã mais nova Audrey em Hyacinth Cottage, em um vilarejo próximo à Schofield Park. Além disso, ela é uma das melhores amigas da baronesa de Renable, a lady Melanie. Quando lady Melanie precisa de uma presença extra para equiparar o número de homens e mulheres em sua temporada social, ela convence Christine a participar, mesmo que a contragosto. Afinal, seu cunhado e cunhada estarão presentes no evento.

Aparentemente houve algumas intrigas antes de seu marido falecer e os familiares dele meio que a rechaçaram após a morte de Oscar. O único familiar que ficou ao seu lado completamente nesses dois últimos anos, foi um dos primos de Oscar, o Justin, que é um defensor ferrenho da integridade de Christine. 

Christine vem de uma família simples, filha de um professor. Ela mesmo atualmente exerce a profissão de professora de geografia na escola local, algo que aprecia muito, principalmente por conta de seu amor por crianças. Christine é inteligente e bem articulada, mas não atua de “forma apropriada”. Ela é muito franca, honesta e suas ações e expressões são sinceras demais. Esse frescor em uma sociedade tão obsoleta é bem vindo, desde que de forma temporária. Afinal, quem se casaria com uma mulher que não sabe portar-se adequadamente? São esses os pensamentos de Wulfric quando seu caminho cruza com o de Christine. Ele constantemente deixa claro o quanto a mocinha é inapropriada, enquanto não consegue manter-se longe dela.

“De um modo ou de outro, eram olhos muito perturbadores, já que, embora não se conseguisse ver além deles, certamente pareciam carregar o poder extraordinário de enxergar para além da cabeça de quem estava à sua frente.” (p. 39)

Christine por sua vez conhece bem a fama do duque. Um homem frio, austero, que consegue diminuir a temperatura de um cômodo apenas com a sua chegada. De forma alguma ela quer estar envolvida com um homem que irá aprisionar seu espírito e talhar o pouco de independência que conquistou nesses últimos anos. 

“Ela antipatizava intensamente com o duque de Bewcastle. Mais do que isso, sentia imenso desprezo por ele e por tudo o que ele representava. Também sentia um pouco – muito pouco – de medo dele, embora preferisse ser torturada a admitir aquilo para qualquer outro mortal.” (p. 73)

Então quando o duque oferece um “arranjo”, ela imediatamente o recusa. Inicialmente, Wulfric fica chocado, mas com o tempo percebe que o inapropriado é o que está faltando em sua vida.

A trama tem algumas passagens de tempo e o casal vai se encontrando em eventos sociais cada vez com mais frequência. Ambos são teimosos, apesar de assumirem estar atraídos um pelo outro. Wulfric finalmente vai mostrando ao leitor um pouco da sua infância, a sua criação e é claro, um lado que até o momento não havia sido vislumbrado. Christine por sua vez é um espírito livre. Está sempre sorrindo, é totalmente altruísta e se preocupa com todos ao seu redor. Porém, ainda sofre com o desfecho do seu casamento e com as insinuações sobre sua índole.

“Christine, sem ter mais o que fazer, já que não tinha a menor intenção de se envolver em briguinhas, riu… de novo. Só que rir à própria custa começava a cansar depois de algum tempo.” (p. 69)

Um dos momentos mais deliciosos da obra é quando todos os Bedwyns estão reunidos, dessa vez com seus respectivos conjugues e filhos. É divertidíssimo acompanhar o crescimento dessa família e as maquinações para auxiliar Wulfric.

O trabalho editorial da Arqueiro está muito bem feito. Revisão, diagramação, layout e escolha de capa estão impecáveis, fechando assim com chave de ouro mais uma série inesquecível.

“A Sra. Derrick espalhava luz, apesar das sombras que ele vira nela de relance. E, por mais que não desejasse, Wulfric ainda estava fascinado por aquela luz.” (p. 105)

ISBN-13: 9788580416459
ISBN-10: 8580416450
Ano: 2017
Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Arqueiro
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Avaliação: 4/5

Confiram as resenhas dos livros anteriores:
*Ligeiramente Casados – Livro 01 – clique aqui
*Ligeiramente Maliciosos – Livros 02 – clique aqui
*Ligeiramente Escandalosos – Livro 03 – clique aqui
*Ligeiramente Seduzidos – Livro 04 – clique aqui
*Ligeiramente Pecaminosos – Livro 05 – clique aqui

Carol Durães
Carol Durães

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