20Maio2017

[Resenha] Desintegrados – Fragmentados # 2 – Neal Shusterman

Sinopse – A Fragmentação tornou-se um grande negócio com poderosos interesses políticos e corporativos em jogo. O governo não quer apenas continuar com ela, como também expandi-la. Cam foi feito inteiramente com as melhores partes de fragmentados e, tecnicamente, ele é um garoto que não existe. Um verdadeiro Frankstein do futuro, que luta para encontrar sua identidade e se questiona se um ser como ele pode ter alma. Quando as ações de um sádico caçador de recompensas ameaçam a causa de Connor, Lev e Risa, o destino de um deles é ligado ao de Cam. A aguardada sequência de Fragmentados desafia a suposição de onde começa e termina a vida e o que realmente significa viver.

“Desintegrados” é a continuação de “Fragmentados” uma distopia que faz uma crítica social e tem um enredo emocionante. Nesse universo de Neal Shusterman, a Lei da Vida diz que a vida humana não pode ser tocada desde o momento da concepção até que a criança chegue à idade de 13 anos. Mas após essa idade, até os 18 anos, os pais podem “abortar” seus filhos desde que a vida não tenha propriamente um fim. Ou seja, os jovens são fragmentados, divididos em pedaços para ser integrados a outros corpos. 

“A triste verdade sobre a espécie humana, a garota percebeu depressa, é que as pessoas acreditam no que ouvem. Talvez não da primeira vez, mas, na centésima vez, a mais maluca das ideias simplesmente se torna fato.”

No primeiro livro conhecemos Connor, Lev e Risa, três adolescentes que tiveram uma criação completamente diferente, mas que no final teriam o mesmo destino: a Fragmentação. Os três lutaram com unhas e dentes em todo o seu percurso e acabaram se tornando exemplos de uma revolução. Connor foi dado como morto, mas na verdade tornou-se um líder que tem jovens rebeldes para controlar e meios escassos para mantê-los. 

“Mesmo antes de ele perceber que foi enganado, o dardo tranquilizante o acerta bem na nuca, jogando uma dose completa diretamente no tronco encefálico.” (p. 121)

Esse segundo livro segue o mesmo esquema do primeiro, o que torna a leitura um pouco decepcionante. Os capítulos alternam entre os personagens, mas a inclusão de novos personagens muito parecidos com os protagonistas do primeiro livro, tornou-a a leitura repetitiva. Starkey é o encrenqueiro , assim como Connor; Miracolina é um dízimo, da mesma forma que Lev. 

O autor aborda de forma mais densa a comercialização dos órgãos e a maneira como as fragmentações estão se tornando lucrativas demais, o que desperta o interesse de algumas pessoas. Há também o retorno de alguns personagens que tiveram um embate com Connor, Lev e Risa e que agora estão motivados a capturá-los.

No geral, “Desintegrados” foi uma boa continuação, mas deixou a desejar. Risa provavelmente foi a personagem que mais se destacou, graças ao seu amadurecimento e força, pois sua situação não é a das melhores. Porém, o enredo se mantêm interessante graças as cenas de ação, que prendem a atenção do leitor.

“-Eu gosto mesmo dos seus olhos. Gosto muito mais deles que dos que tenho agora.” (p.121)

O trabalho editorial da Novo Conceito está excelente e a capa combina perfeitamente com a temática, além de despertar o interesse. 

“- Uma nação de adolescentes zangados, sem trabalho, sem estudo e com todo esse tempo livre nas mãos? Pode apostar que estou com medo e você também deveria estar…”

ISBN-13: 9788581638102
ISBN-10: 8581638104
Ano: 2017
Páginas: 416
Idioma: português
Editora: Novo Conceito
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Avaliação: 3/5 

Carol Durães
Carol Durães

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