05Maio2017

[Resenha] A mão do homem morto – Wild Cards # 7 – George R. R. Martin

Sinopse – Os super-heróis mais poderosos e os vilões mais bizarros estão de volta nos novos volumes da saga de ficção científica de George R.R. Martin. Mesmo que um dia Games Of Thrones acabe, ninguém ficará órfão das tramas do gigante George Martin. Os direitos de adaptação de Wild Cards para a televisão foram comprados e as filmagens devem começar ainda em 2017! Uma notória curinga conhecida como Chrysalis foi morta. Um detetive particular e um policial de Nova York saem em busca do assassino. A saga que conta a história de um mundo profundamente transformado pelo impacto do vírus Carta Selvagem continua, agora com toques de mistério e romance policial, além da ação que já a caracterizava. Editado e coescrito por George R.R. Martin, a série “Wild Cards” nos apresenta um planeta Terra com sua história completamente alterada pela chegada de um vírus alienígena que deu superpoderes a quem sobreviveu a seus efeitos. Como o homem reagiria a esses poderes? Como se daria a política americana com essas pessoas entrando em equação? Como as obsessões e paranoias da população seriam afetadas? Cruelmente real e adequada ao momento histórico atual, essa é a história de super-heróis que as revistas em quadrinhos não contam.

“A mão do homem morto” se passa dentro do mesmo período de “Às na Manga”, inclusive também é composto em oito capítulos, onde cada capítulo é um dia do período de 18 de julho de 1988 até 25 de julho de 1988. A diferença aqui é que dentro dos capítulos os dias se dividem em horas, pois cada momento conta para resolver o homicídio da Crisálida.

Para quem está acompanhando a série, esse período coincide com a disputa eleitoral que Hartmann está participando. Então os livros 06 e 07 podem ser lidos consecutivamente sem qualquer problema (eu li “A mão do homem morto” com o “Às na Manga” ao lado, para ir fazendo algumas comparações).

O enredo do livro é bem direto: durante esse período houve vários acontecimentos, porém um deles resultou na morte de uma curinga conhecida, a Crisálida. O livro é narrado em terceira pessoa e começa com o detetive particular Jay Ackroyd. Jay é um homem complexo que por conta do seu passado, tem um pesadelo recorrente que sempre mexe com o seu emocional. Ele também sempre foi atraído pela Crisálida e apesar de inúmeras cantadas, nunca conseguiu nada com ela.

“Jay dava em cima de Crisálida havia anos, mas ela nunca sucumbiu a seu charme. Esperava que aquela fosse sua grande chance. O corpo dela era tão cheio de vida. Por baixo da pele transparente, era possível ver o sangue percorrendo as veias, o movimento fantasmagórico dos músculos entrevistos, a forma como os pulmões operavam sob os ossos da caixa torácica. E tinha seios maravilhosos, ainda que quase invisíveis.” (p. 15)

Ah, eu cheguei a mencionar que no momento ele é o novo guarda-costas da curinga e ele está morando no Crystal Palace com ela? Acredito que não é nenhuma surpresa se eu mencionar que é Jay quem vai acabar encontrando o corpo de Crisálida e o mais importante: uma carta de baralho no corpo, mais especificamente, o às de espadas.

“Crisálida estava estatelada de costas por cima dos restos de uma poltrona, as almofadas de couro e as pernas quebradas, embaralhadas embaixo dela. A imensa mesa de carvalho fora derrubada sobre a parte superior de seu corpo, ocultando o rosto. Estava usando jeans azul e blusa branca simples. A frente da blusa estava salpicada de gotículas de sangue. O joelho esquerdo estava dobrado para o lado errado, e um pedaço pontudo e vermelho da tíbia atravessava o jeans. Jay se agachou ao lado da mão esquerda dela. Pôde ver os ossos dos dedos através dos contornos fantasmagóricos dos tendões e da pele lisa e transparente. Os cinco dedos estavam despedaçados; o anular estava quebrado em dois pontos. A carne cristalina tinha sido inundada pelo fulgor rosado dos vasos sanguíneos estourados.” (p. 18)

Enquanto os policiais Maseryk e Kant começam a investigação com o pé esquerdo, Jay decide investigar por conta própria o que aconteceu com Crisálida. Como mencionei anteriormente, o leitor precisa conectar os fatos do livro anterior a esse e lembrar-se de todas as conspirações, reviravoltas e revelações feitas em “Às na manga”.

“A mão do homem morto” é mais uma continuação da série que consegue ser tão boa quanto as anteriores, trazendo mais informações sobre o universo de Wild Cards para os fãs.

O trabalho editorial da Leya está de parabéns. Revisão, diagramação e layout bem feitos e uma capa que mais uma vez, chama a atenção.

Confiram as resenhas dos livros anteriores:
Wild Cards do 01 ao 04
Wild Cards 05
Wild Cards 06 

ISBN-13: 9788544104972
ISBN-10: 8544104975
Ano: 2017
Páginas: 336
Idioma: português
Editora: Leya
Skoob: clique aqui
Avaliação: 4/5

Carol Durães
Carol Durães

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