19Abril2017

[Resenha] A Rainha de Tearling – A Rainha de Tearling # 1 – Erika Johansen

Sinopse – Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda… ou uma tragédia.

“A Rainha de Tearling” é o primeiro livro da série da autora Erika Johansen que tem como protagonista a Kelsea, uma jovem de 19 anos que passou a sua vida escondida em um casebre no meio da floresta, sendo educada para se tornar rainha e assumir o trono de Tearling.
Antes de ocorrer a Travessia, a civilização era moderna e cheia de equipamentos, medicamentos e tecnologias que poderiam ser benéficos para a sociedade, mas uma ruptura ocorreu e durante a travessia, tudo se perdeu. O enredo dessa série se passa em locais mais medievais, onde não existem medicamentos modernos, a medicina não é avançada e os transportes são realizados por carroças ou a cavalo. Talvez seja até classificada como uma distopia, mas não tenho certeza.
É dentro dessa descrição que existem os reinos de Tearling e Mormesne. Segundo a história de Tearling, vinte anos atrás houve uma invasão por parte dos soldados de mormesne que chegaram até a Fortaleza (local onde reside o rei/ a rainha) e o ataque cessou abruptamente. Sabemos também que a rainha Elyssa assinou o Tratado Mort e que depois disso as coisas acalmaram e Tearling conseguiu certa tranquilidade. Mas isso custou um preço muito alto para o povo. Um preço que tirou toda a esperança deles e que Kelsea terá que pagar.

“-O que estou dizendo é que soldados, a maioria deles, não nascem querendo agir dessa forma. Eles não são sequer treinados para agir dessa forma. Crimes de guerra têm duas origens: circunstância ou liderança.” (p. 39)

Kelsea é jovem e foi criada isolada do mundo. As únicas pessoas que teve contato foram Barty e Carlin. Carlin foi uma tutora rígida, que ensinou não apenas a história do mundo e de seu futuro reino, como também ensinou Kelsea a trabalhar duro e a ser humilde. Barty era mais carinhoso e por ser um homem mais voltado à terra do que aos livros, ensinou a jovem sobre plantas, a cavalgar e tantas outras atividades relacionadas. Apesar dos anos de ensino, Kelsea não tem ideia de como sua mãe foi como pessoa ou como rainha, pois Carlin omitiu tudo relacionado a esse assunto. Quando a jovem for para a Fortaleza, ela precisa ir tirar as suas próprias conclusões, conhecer o seu povo e descobrir o que fazer.
Kelsea é uma protagonista interessante, pois é jovem, mas quer aprender e ser uma boa rainha. Vemos claramente que ela não quer falhar com aqueles que dependem dela, mas teme ter que carregar um fardo muito grande. Para alguém que está iniciando na vida política, Kelsea consegue ter um raciocínio rápido ao mesmo tempo em que age com o coração.

“Rainha. Lá estava aquela palavra outra vez. Kelsea tentou pensar em si mesma como uma rainha e não conseguiu.” (p. 19)

O livro é dividido em três partes, onde começamos com o trajeto de Kelsea até a Fortaleza, sendo protegida pela guarda real de Tearling, que é liderada por Carrol, o capitão da guarda da falecida rainha. O caminho é longo e perigoso, pois o regente de Tearling, seu tio Thomas, fará de tudo para que a sobrinha não chegue ao seu destino final para que possa continuar o seu reinado. Então, o regente envia os seus batedores e assassinos profissionais, conhecidos como Caden para interceptá-la.
No caminho, Kelsea vai aprendendo mais sobre o seu reino e conhece figuras interessantes que vão fazer parte de sua história e ajudá-la (ou não) durante o seu reinado. 
Em paralelo aos capítulos de Kelsea, temos capítulos falando da Rainha de Mortmesne, uma mulher cruel e fria, que não apenas quer manter o regente no trono, como quer um objeto que está nas mãos da protagonista.

“A rainha de Mortmesne. Ninguém sabia quem ela era ou de onde viera, mas a mulher se tornou uma monarca poderosa, conduzindo um reinado longo e sangrento por mais de um século.” (p. 31)

O primeiro livro é cheio de personagens e explicações e por conta disso, torna a leitura mais densa, mas aos mesmo tempo, prende a atenção do leitor para os detalhes que compõe esse novo mundo. A trama em si é densa e aborda temas pesados como violência e exploração sexual, sendo por causa disso recomendada para um público mais maduro.
Temos um enredo que trata de ação, ambições políticas, traições e até mesmo um pouco de sobrenatural. Como primeiro livro de uma série, “A rainha de Tearling” deixa os leitores com uma grande expectativa dessa série.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. Ainda contamos com um mapa para entendermos as fronteiras de Tearling, o que auxilia o leitor na visualização desse mundo criado pela autora Erika Johansen.

“Carlin dizia que história era tudo, pois era da natureza do homem repetir os mesmos erros.” (p. 14)

ISBN-13: 9788556510280
ISBN-10: 8556510280
Ano: 2017
Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Suma de Letras
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Avaliação:4/5

 

 

 

 

Carol Durães
Carol Durães

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