19março2017

[Resenha] Quem era Ela – JP Delaney

Sinopse: É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.

Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

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Minha opinião

Folgate Street nº1 é uma casa imponente, minimalista e ao mesmo tempo uma obra-prima. Narrando ora na versão atual com a voz de Jane a nova moradora e ora com a voz de Emma a antiga moradora, somos conduzidos por um enredo fascinante que se divide em “Antes: Emma” e “Agora: Jane”.

Ao iniciar a leitura do ponto de vista de Emma, temos a impressão de adentrarmos um universo irreal,  ela e seu namorado estavam cansados de procurar por um apartamento que se adequasse ao curto orçamento, quando estão prestes a desistir, surge a remota possibilidade de morarem por um preço baixo em uma casa espetacular, arquitetada pelo famoso arquiteto Edward Monkford. Mas, por que as possibilidades são tão ínfimas assim? Aparentemente, o arquiteto escolhe quem pode desfrutar da beleza intimidadora de sua imponente criação, tecnológica e que ao mesmo tempo oferece bem estar e segurança ao morador. Mas tem um preço. Uma infinidade de regras, bem rigorosas.

É uma surpresa quando Emma e Simon são aprovados para habitarem a Folgate Street nº1. Ela fica empolgada e está feliz por assumir uma vida nova a partir de então, uma das regras é abandonar todos seus pertencer ou reduzi-los drasticamente. Simon quer ela segura depois do assalto.

Mesclando a entrada de Emma na Folgate Street nº1, alternando capítulos, Jane é aceita para morar na casa, o que tem ela em comum com Emma? Muitas coisas, aparência, perdas recentes, fragilidades; e, quando começa a desvendar a misteriosa morte de Emma, Jane se vê envolvida em questões maiores, Edward e seu rigoroso controle, mentiras, manias assustadoras e peças que não se encaixam no quebra-cabeça. Até que a história começa a se repetir.

Nunca se desculpe por alguém que você ama, diz baixinho. Isso faz você parecer um idiota. (p. 47)

A maneira como o autor delineia esse thriller psicológico é ao mesmo tempo brilhante, fascinante e assustador. Ao lermos os capítulos alternados, somos convidados a desvendar o mistério, a levantar hipóteses e a cada nova cena, elas se tornam infinitas. Somado a uma narrativa envolvente e instigante temos um romance surpreendente.

Você pode tornar o ambiente em que vive tão refinado e vazio quanto quiser. Mas isso não importa se você ainda estiver bagunçado por dentro. E, na verdade, todos nós estamos buscando isso, não é mesmo? Alguém que cuide da bagunça que há dentro da nossa cabeça. (p.319)

Quem era ela?

Preparem-se para uma história que vai te prender do início ao fim. Apesar do final um pouco brusco, a história foi bem instigante e nada aconteceu como eu esperava.

Conheça Folgate Street nº1

Folgate Street, nº 1 – a casa de um quarto e um banheiro dos seus sonhos.

Janelas enormes, com vista para um jardim de 6 x 4,5 metros e um muro de pedra alto. Muita luz natural. Paredes e pisos de pedra clara dão a impressão de que a casa flutua no ar. Uma incrível cozinha original e uma sala de plano aberto com uma mesa de jantar de pedra e um sofá comprido e baixo. Perfeito para inquilinos disciplinados em busca de calma e serenidade. Uma escadaria flutuante que leva até uma bela cama king size e um banheiro completo com parede de pedra clara e uma pia elegante.

Folgate Street, nº 1 está equipada com tecnologia de ponta. Os sensores de movimento ultrassônicos controlam as luzes da casa. A presença de sensores em cada quarto permite que a casa aprenda as suas rotinas e atenda às suas necessidades pessoais de temperatura, luz, som. As janelas são de vidro triplo e otimizam tanto o gasto de energia que você literalmente nunca mais terá que pagar uma conta de luz ou gás!

Construída por um arquiteto internacionalmente aclamado, que também é o proprietário, a casa está disponível para aluguel a uma fração de seu valor de mercado devido às condições e aos termos do contrato. Não ficará disponível por muito tempo! Os interessados devem apresentar a solicitação requerida e serão notificados se forem selecionados para a entrevista.

As condições incluem:

Proibido animais.
Proibido fumar.
Proibido tapetes.
Proibido fotos.
Proibido vasos de plantas.
Proibido livros.
Proibido cortinas.
Proibido plantar no jardim.
Proibido cestas de lixo.
Proibido adornos.
Proibido mobília.

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Categorias:
Thaís Turesso

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