05fevereiro2017

[Resenha] O demônio na Cidade Branca – Erik Larson

Sinopse – Assassinato, magia e loucura na feira que transformou os Estados Unidos. No final do século XIX os Estados Unidos eram uma nação jovem e orgulhosa, ávida por afirmar seu lugar entre as maiores potências mundiais. Nesse contexto, a Feira de Chicago de 1893 teve papel fundamental: com o objetivo de apresentar a maior e mais impressionante exposição de inovações científicas e tecnológicas já idealizada, coube ao arquiteto Daniel Burnham, famoso por projetar alguns dos edifícios mais conhecidos do mundo, a difícil tarefa de transformar uma área desolada em um lugar de magnífica beleza: a Cidade Branca. Reunindo as mais importantes mentes da época, Burnham enfrentou o mau clima, tragédias e o tempo escasso para construir a enorme estrutura da feira. A poucas quadras dali, outro homem igualmente determinado, H. H. Holmes, estava às voltas com mais uma obra grandiosa, um prédio estranho e complexo. Nomeado Hotel da Feira Mundial, o lugar era na verdade um palácio de tortura, para o qual Holmes atraiu dezenas, talvez centenas de pessoas. Autor de crimes inimagináveis, ele ficou conhecido como possivelmente o primeiro serial killer da história americana. Separados, os feitos de Burnham e Holmes são fascinantes por si só. Examinadas juntas, porém, suas histórias se tornam ainda mais impressionantes e oferecem uma poderosa metáfora das forças opostas que fizeram do século XX ao mesmo tempo um período de avanços monumentais e de crueldades imensuráveis. Combinando uma pesquisa meticulosa com a narrativa envolvente que lhe é característica, Erik Larson escreveu um suspense arrebatador, que se torna ainda mais assustador por retratar acontecimentos reais.

Conforme a sinopse explica, a trama se passa no final do século XX em Chicago, onde ocorre a Feira Mundial de 1893 em comemoração aos 400 anos do descobrimento da América por Colombo. Erik Larson utiliza o cenário da época de forma rica e extramente bem construída para nos apresentar dois protagonistas impactantes, cada um a sua maneira.

Inicialmente o leitor conhece o arquiteto Daniel Burnham que tem como objetivo, junto com um grupo de outros profissionais criar um espaço incomparável, que supere a Exposição Mundial de Paris com sua torre Eiffel. Uma missão difícil e cheia de contratempos, mas que vai ganhando forma e passa a ser conhecida como a “Cidade Branca”. Nesse momento temos o primeiro vislumbre da magnitude de tudo o que está sendo criado. O deslumbramento, as dificuldades, os sonhos e a visão.

Mais a frente conhecemos H. Holmes, um serial killer. Aqui o leitor também tem o vislumbre da magnitude do trabalho criado por Holmes, porém seu trabalho não está baseado na criação e sim na destruição. Na destruição da vida. Acompanhamos em primeira mão os sentimentos, os objetivos e até mesmo os desejos de H. Holmes. Tudo isso em uma narrativa que nos leva diretamente à Chicago, em meio a um drama baseado em uma história verídica. Saber que se trata de algo que realmente aconteceu torna a obra ainda mais extraordinária.

Erik Larson tem uma escrita fenomenal, que prende a atenção do leitor, do início ao fim. O enredo foi muito bem desenvolvido e conseguiu prender a atenção do início ao fim. A obra foi dividida em prólogo, Parte I, II, III e IV e epílogo, mas também contêm notas, bibliografias, agradecimentos e créditos de imagens. Não foi apenas a escrita em si que prendeu a atenção durante a leitura. As imagens, bilhetes e tantos outros detalhes que vão surgindo também são responsáveis por dar um tom mais crível a obra.

O trabalho editorial da Intrínseca é sensacional. O cuidado com a revisão, a escolha da fonte, o layout, a inserção das imagens e até mesmo a mudança de fonte quando inserido um bilhete ou texto adicional faz com que o texto em si se destaque ainda mais. A capa está de tirar o fôlego, complementando de forma perfeita o conteúdo do livro.

ISBN-13: 9788551000038
ISBN-10: 8551000039
Ano: 2016
Páginas: 448
Idioma: português
Editora: Intrínseca
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Avaliação: 4 estrelas

Carol Durães
Carol Durães

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