20fevereiro2017

[Resenha] A maleta da Sra. Sinclair – Louise Walters

Sinopse – Roberta, uma solitária leitora voraz de 34 anos, trabalha na livraria The Old and New na Inglaterra. Ao encontrar uma carta dentro da uma velha mala desgastada da avó que nunca conheceu, ela descobre um segredo sombrio, e tudo o que sabia sobre a sua família irá desmoronar. Intercalando com a narrativa de Roberta, está a de sua avó, Dorothy, uma mulher de 40 anos, sem filhos, desesperada para engravidar, mas que vive um casamento infeliz com Albert, que está em um campo de batalha na Segunda Guerra Mundial. Após um encontro casual com um piloto de guerra polonês, Dorothy acredita que finalmente encontrou a felicidade, mas, ao contrário, terá que tomar uma decisão inimaginável, cujas consequências irão alterar para sempre a estrutura de sua família. As histórias paralelas de Roberta e Dorothy desenrolam-se durante um período de oitenta anos, enquanto as duas buscam seu próprio caminho em meio a segredos, sacrifícios, mentiras e amor. O livro é uma história mágica de dois mundos, um abalado por segredos e o outro pela verdade.

“A maleta da Sra. Sinclair” é um livro que alterna duas perspectivas de duas mulheres em épocas diferentes. No presente, temos como protagonista Roberta Pietrykowski, uma mulher na faixa dos trinta anos de idade que trabalha há mais de uma década na livraria e sebo Old & New. Roberta é uma mulher que não enxerga perspectivas na sua vida e acaba aceitando situações que não são exatamente benéficas para ela. Sua aceitação não permite que ela cresça como pessoa ou como profissional. 

O pai de Roberta entrega a ela uma maleta que pertenceu a sua avó, uma mulher que ela não chegou a conhecer. Ao abrir a tal maleta, Roberta verá que a sua família tem muitos segredos. Conforme a protagonista analisa o conteúdo, ela e o leitor são levados ao cenário da Segunda Guerra Mundial.

Dorothy Sinclair morava nas proximidades de Lincolnshire,  na Inglaterra. Ela e o marido sonham em ter filhos, mas cada tentativa de engravidar termina em um aborto e muita dor, aumentando cada vez mais o abismo entre Dorothy e Albert. Quando Albert vai para a Segunda Guerra Mundial, Dorothy se vê perdida em meio a um vilarejo pequeno, onde todos sabem da vida um do outro e se retraí ainda mais. Mas tudo isso muda quando ela conhece um piloto de guerra polonês chamado Jan Pietrykowski. Ao conhecer Jan, Dorothy tem a sensação de que é realmente feliz depois de tanto tempo presa em suas dores. Conforme Roberta vai descobrindo a verdade sobre a vida de sua avó, ela começa a analisar a própria vida. 

“Por fim, após quase quatro anos de casamento e cinco abortos, Dorothy acabou desistindo. O anseio por um filho foi substituído por sonhos impossíveis e insuportáveis, e uma triste resignação. Tinha se tornado a mulher de um camponês, adepta de cozinhar, lavar, costurar e cuidar de uma pequena horta, além de tomar conta de uma pequena criação de galinhas”. (p. 25)

O grande destaque da obra é o cenário em que se passa a história de Dorothy. Ler sobre as dificuldades da época, as injustiças e até mesmo sobre a destruição sem dúvida é o ponto alto do livro. As protagonistas deixam um pouco a desejar, pois não tem carisma suficiente para que o leitor seja compreensivo com suas ações (ou falta delas). 

Em relação à revisão, diagramação e layout foi feito um bom trabalho. Existem alguns errinhos de digitação, mas nada que interfira na compreensão do texto. A capa é um pouco literal demais e não evoca muita curiosidade.

“Tentou não se deixar intimidar pelos medos, que eram tão reais; o medo do sangue, do fracasso e da vida sendo lavada para longe com aquele óvulo precioso, as preparações viçosas de seu ventre, a primavera da vi em si. A primavera da vida estava dentro dela, sobre ela, ao seu redor. Era ela, mas ela não tinha autoridade sobre as coisas. Não tinha controle, somente esperança”. (p. 155)

ISBN-13: 9788542206067
ISBN-10: 8542206061
Ano: 2015
Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Planeta, Essência
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Avaliação: 3/5

Carol Durães
Carol Durães

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