14Fevereiro2017

[Resenha] A Cor Da Coragem – A Guerra De Um Menino: O Diário De Julian Kulski Na Segunda Guerra Mundial – Julian Kulski

Sinopse – “Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?” Julian Kulski Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás… “Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial”. Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz

“A cor da coragem” é uma obra baseada no diário de Julian Kulski, que no início da Segunda Guerra Mundial era um garotinho de dez anos de idade. É através dessa perspectiva, de um jovem inocente que vai se tornar um adulto precocemente em meio do caos que o leitor é levado aos acompanhamentos. Cada capítulo representa um ano da vida de Julian e a obra termina com os seus 16 anos de idade e o desfecho da guerra. 

A narrativa é feita em forma de um diário, com data e dia da semana. São comentários, na maioria das vezes, curtos, pequenas observações sobre o que aconteceu naquele dia com Julian, seus familiares e seus amigos.

“Descendente de um rabino-chefe da Varsóvia no século XIX e de um rei da Polônia no século XVIII, Julian Kulski é um exemplo vivo da coexistência das religiões da Polônia antes da convulsão provocada pela Segunda Guerra Mundial e da tragédia do Holocausto orquestrado pelo nazismo alemão”. (p. 15 – Introdução)

Inicialmente Julian narra a ida da família para Kazimierz, mas que alguns dias depois Stefan Starzynski, o prefeito de Varsóvia, envia uma carta para o seu pai (que também se chama Julian), para retornar o quanto antes. A partir desse momento, a vida dessa família muda radicalmente..

Em um período de dois meses, Julian (o pai) é eleito o prefeito de Varsóvia e a rotina da família Kulski se altera. Uma de suas melhores amigas, a Zula, precisa se mudar, a mãe começa a comprar alimentos no mercado negro e a vender objetos por lá também e as pessoas estão mais quietas, reflexivas e assustadas.

Nas ruas, Julian observa exércitos alemães perambulando, o toque de recolher sendo imposto e a vida leve e tranquila desaparece.

Conforme os meses vão passando, Julian começa a se ressentir da situação. Na sua mente, ele começa a bolar planos mirabolantes de vingança, como roubar placas ou fornecer a direção errada para os alemães que perguntam por informações. São coisas que podemos achar bobas, mas para um garotinho são feitos incríveis.

Porém, a guerra vai ficando cada dia mais e mais violenta e quando familiares queridos de Julian são presos, o garoto mergulha de vez na revolução. O pontapé inicial é quando Julian vai passar alguns dias com Ludwick Berger, seu antigo mestre de escotismo. Ludwick torna-se um mentor e o apresenta à Resistência, um grupo de indivíduos dispostos a arriscar a própria vida para expulsar os alemães.  Fica claro para o leitor o quanto Julian amadureceu em tão pouco tempo. De um garotinho sonhador, ele se torna um soldado que é preso aos 14 anos pela primeira vez e depois aos 16 anos de idade, novamente, onde vai parar no Stalag XI-A.

Apesar da obra se basear em um diário de um garotinho, ela é rica em informações históricas. O livro contêm apêndices, um resumo sobre a Polônia na Segunda Guerra Mundial, questões para debate e até a biografia do autor. Visualmente, o livro está recheado de imagens, fotografias e mapas. Todas as páginas tem uma ilustração e informações adicionais. 

Além de tudo isso, o livro contêm extras digitais em todos os capítulos. Para o leitor acessá-los, só precisa escanear os códigos QR ou digitar a URL que aparece sob cada imagem.

O livro é uma preciosidade e apresenta ao leitor uma descrição vívida dos horrores que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial. Uma história de sobrevivência, amor e família pela perspectiva de um jovem corajoso.

“Até então eu não me dera conta de que o Stalag XI-A abrigava prisioneiros de guerra de inúmeras nacionalidades. Descobri também que era um grande campo, com dezenas de milhares de homens. Apesar do tamanho, contudo, a administração era muito eficiente. Os alemães mantinham registros detalhados de cada prisioneiro, e logo recebi o meu número no campo – prisioneiro de guerra 45517”. (p. 350)

ISBN-13: 9788565859721
ISBN-10: 856585972X
Ano: 2016
Páginas: 416
Idioma: português
Editora: Valentina
Skoob: clique aqui
Avaliação: 5/5

Carol Durães
Carol Durães

veja também os relacionados:

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • weslley Fevereiro 16, 2017

    Assisti Até o Ultimo Homem semana passada, e desde então tenho procurado bons livros sobre a segunda guerra para ler, que seja histórias reais, e essa resenha com certeza me fez querer ler esse livro. Já tá na minha listinha rsrsrs