12dezembro2016

[Resenha] A Química – Stephenie Meyer

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Sinopse – Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo. Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.  Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

A trama é narrada em terceira pessoa e tem como protagonista Juliana Fortis, uma mulher que está em fuga por três anos e que nesse meio tempo utiliza várias identidades para sobreviver. Juliana é uma mulher que desde cedo se destacou por conta de sua inteligência e acabou sendo recrutada pelo governo americano (em uma agência super secreta), onde ficou conhecida como A Química.

Acontece que enquanto ela e o seu mentor, o dr. Joseph Barnaby, trabalhavam na agência descobriram que algo estranho estava acontecendo. Infelizmente o dr. Barnaby não conseguiu fugir a tempo, mas Juliana vive, ou melhor, sobrevive dia após dia, em constante fuga e alerta.

Certo dia ela recebe um e-mail do seu ex-chefe, o Carston, que oferece um trabalho que poderá limpar a sua ficha. Juliana não tem certeza se é uma armadilha ou é uma proposta real, mas ter uma chance de ter um pouco de normalidade na sua vida é tentador demais.

“Estava viva, sim, e tinha batalhado arduamente para manter essa condição, mas, durante suas noites mais tenebrosas, às vezes ficava imaginando por que motivo continuava lutando. A qualidade de vida que mantinha valia tanto esforço? Não seria relaxante fechar os olhos e não ter mais que abri-los? Será que uma escuridão vazia não seria ligeiramente mais prazerosa do que o esforço constante e o terror inexorável?” (p. 12)

O seu alvo é Daniel Nebecker Beach, um professor de vinte e nove anos de idade que aparentemente tem laços com um Enrique De la Fuentes, um traficante mexicano conhecido como Serpente. O trabalho de Juliana é conseguir respostas de Daniel que possam evitar uma grande catástrofe em solo americano.

“A Química” tem vários elementos intrigantes sobre o mundo dos agentes secretos e um enredo rico em reviravoltas, traições, espiões e clichês. Apesar de ser uma leitura gostosa, ela não é excepcional. Houve vários trechos no enredo que são comuns nesse gênero literário e a autora também tentou forçar um romance que não fluiu nada bem.

Juliana é uma personagem plana, sem muita profundidade. O leitor é apresentado ao seu dia a dia, aos seus disfarces e habilidades, mas o aspecto pessoal e emocional deixa a desejar, o que dificulta uma conexão com a protagonista. É possível argumentar que essa falta de resposta emocional faz parte da personalidade da personagem, mas mesmo assim, fica faltando “algo”.

Em contrapartida, Daniel tem emoções de sobra. Ele facilmente se apega as pessoas, rapidamente se apaixona e se torna o cavalheiro na armadura brilhante. A combinação desses personagens tão extremos não desperta carisma durante a leitura.

“-Tenho que conseguir essa informação. Não existe alternativa. E se precisar, Daniel, vou machucá-lo até você me contar o que preciso saber. Vou machucá-lo de verdade. Não necessariamente quero fazer isso, mas não me importo se tiver que fazer. Estou lhe dizendo isso para você tomar uma decisão agora, antes de eu começar. Diga o que quero saber, e vou soltá-lo. Simples assim”. (p. 83)

A trama é bem delineada, porém o começo do livro se arrasta um pouco, pois há muitas descrições sobre fugas, disfarces e armadilhas, dificultando a fluidez da leitura.

Isso não quer dizer que o livro é ruim. Talvez tenha sido a alta expectativa graças ao sucesso da autora, mas faltou “algo”. Porém, é um livro que deve ser lido pelos fãs do gênero literário.

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa é simples, mas combina com o título e o conteúdo.

“- Eu costumava me chamar Dra. Juliana Fortis, mas agora há um atestado de óbito com este nome. – Ela observou o rosto do homem para descobrir se essa informação provocava alguma reação nele; não provocou, pelo visto. – Eu trabalha sob a direção do departamento… que nem tem nome. Nem existe oficialmente. Os funcionários de lá trabalhavam com a CIA e alguns outros programas de operações sigilosas. Eram especialistas em interrogatório”. (p. 116)

ISBN-13: 9788551000908
ISBN-10: 855100090X
Ano: 2016
Páginas: 496
Idioma: português
Editora: Intrínseca
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Avaliação: 3/5

Carol Durães
Carol Durães

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