04novembro2016

[Resenha] Achados e Perdidos – Trilogia Bill Hodges # 2 – Stephen King

achados-e-perdidos-viaje-na-leitura

Sinopse – “— Acorde, gênio.” Assim King começa a história de Morris Bellamy. O gênio é John Rothstein, um autor consagrado que há muito abandonou o mundo literário. Bellamy é seu maior fã e seu maior crítico. Inconformado com o fim que o autor deu a seu personagem favorito, ele invade a casa de Rothstein e rouba os cadernos com produções inéditas do escritor, antes de matá-lo. Morris esconde os cadernos pouco antes de ser preso por outro crime. Décadas depois, é Peter Saubers, um garoto de treze anos, quem encontra o tesouro enterrado. Quando Morris é solto da prisão, depois de trinta e cinco anos, toda a família Saubers fica em perigo. Cabe ao ex-detetive Bill Hodges e a seus ajudantes, Holly e Jerome, protegê-los de um assassino agora ainda mais perigoso e vingativo.

“Achados e Perdidos” é o segundo livro da trilogia Bill Hodges e é dividido em três partes. Inicialmente, o leitor é apresentado à Morris Bellamy fã do escritor John Rothstein. Bom, na verdade ele não é um simples fã, mas sim um homem obcecado, que não se conforma com o desfecho de uma das histórias de Rothstein. Um dia, ele decide invadir a casa do escritor disposto a enfrentá-lo. Morris acaba levando manuscritos inéditos e dinheiro antes de assassinar Rothstein. Isso tudo acontece em 1978.

“Rothstein pensou: “E se ele puxar o gatilho? Seria o fim dos comprimidos. O fim dos arrependimentos e dos montes de relacionamentos desfeitos, que ficaram pelo caminho como carros quebrados. O fim da escrita obsessiva, de acumular caderno atrás de caderno como pilhas de cocô de coelho espalhadas por uma trilha no bosque. Uma bala na cabeça não devia ser tão ruim. Melhor do que câncer ou Alzheimer, o grande horror de qualquer um que passou a vida usando o cérebro como ganha-pão”. (p. 19)

Um dos destaques da obra é a complexidade da personalidade de Morris. Ele acaba sendo preso por outro crime que cometeu e os livros e o dinheiro é encontrado por um garoto de treze anos, Peter Straub, no ano de 2010. Mesmo na prisão, tudo o que Morris consegue pensar é no seu “tesouro” e em alguns momentos, para ele, temos a impressão de que o tempo não passou, tamanha sua obsessão em ter os livros em mãos.

Peter é um bom garoto que ao encontrar o dinheiro tenta ajudar a família, que passa por dificuldades. Porém, o dinheiro acaba e ele tenta vender os livros no mercado negro. Só que ele não faz ideia que Morris está a solta e ele se encontra em perigo.

A trama tem capítulos alternados entre os acontecimentos nos anos de 1978 e 2010 e a narrativa é fluida e viciante. A primeira parte é a mais eletrizante do livro, com a dinâmica e o aspecto psicológico de Morris.

Bill Hodges e sua equipe aparecem a partir da segunda parte da obra. Alguns anos se passam desde os acontecimentos do primeiro livro; Bill está se cuidando mais e abriu a agência “Achados e Perdidos” com Holly e Jeremy. O caso de Peter vai parar na agência e é dessa forma que o autor “amarra” os personagens.

O trabalho editorial da Suma de Letras é espetacular. O cuidado com a revisão, a diagramação e a própria capa deixam a obra ainda mais maravilhosa.

“E também… era interessante. Ele não se importaria de procurar nos cadernos para encontrar o começo da história. Para ver se era boa mesmo. Porque não dava para saber se um livro era bom só por uma página, dava?” (p. 75)

ISBN-13: 9788556510075
ISBN-10: 8556510078
Ano: 2016
Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Suma de Letras
Skoob: clique aqui
Avaliação: 4/5
Mr. Mercedes – Livro 01 – resenha

Carol Durães
Carol Durães

veja também os relacionados:

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *