10outubro2016

[Semana Peculiar] Dia 01 – Ransom Riggs

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Olá Viajantes!

Hoje começaremos com a Semana Peculiar. Durante a segunda semana do mês de Outubro/2016, estaremos falando sobre essa série incrível do autor Ransom Riggs e nada melhor do que começarmos com a resenha do livro. Vamos conferir?

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Sinopse – Milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Traduzido para mais de 40 idiomas! Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos Tudo está à espera para ser descoberto em “O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”, um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

A história é narrada em primeira pessoa por Jacob, o protagonista. Desde pequeno, Jacob e seu avô Abraham Portman são muito próximos. No prólogo, observamos Jacob ouvindo as histórias de seu avô, que explica que viveu em um orfanato e que tinha monstros perseguindo-o. Mais do que isso, as outras crianças do orfanato eram especiais, como um garoto que ficava invisível ou um outro que tinha uma força descomunal. Eram histórias que encantavam Jacob, que com sua imaginação hiperativa, deliciava-se com tantas aventuras pelas quais o avô passou. Porém, os anos passaram e o encantamento se esvai. As fotos incríveis, que antes eram analisadas por uma criança esperançosa, agora são vistoriadas por um adolescente que vê cada detalhe de suas montagens. Os monstros, que antes tinham tentáculos e uma aparência desagradável, tornam-se vis humanos, nazistas que perseguiram um povo arduamente.

“Eram monstros com rosto humano, em uniformes impecáveis que marchavam em fileiras cerradas, tão despreocupados que não se percebia o que eram até ser tarde demais. Da mesma forma que os monstros, a história da ilha encantada também era a verdade disfarçada. Em comparação com os horrores da Europa Continental, o orfanato que recebe meu avô devia parecer um paraíso e assim ele transformou suas histórias: um paraíso seguro, de verões sem fim e anjos da guarda e crianças mágicas que, é claro, não podiam voar de verdade nem ficar invisíveis ou erguer pedras”. (p. 13)

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Pelo menos é isso que Jacob acredita. Porém Abraham está ficando senil e constantemente balbucia sobre estar sendo caçado e que Jacob está em perigo. Uma grande besteira, até que Abraham é morto praticamente na frente de Jacob e todos acreditam que foi um ataque de animais, mas Jacob viu algo a mais. Algo estranho, misterioso e assustador…

Após a perda do avô Jacob está tendo um período difícil, passando por um terapeuta e tentando dar sentido as últimas palavras de Abraham. Até que no seu aniversário de 16 anos de idade, uma carta acaba revelando uma pista importante: o orfanato era na Ilha de Cairnholm, na Grã-Bretanha e estava assinada por Alma LeFay Peregrine, a ave que seu avó tanto mencionava. 

A partir daí, Jacob mergulha em uma aventura e tanto. Acompanhado do pai, ele vai até Cairnholm para tentar descobrir sobre o passado de Abraham e a verdade será reveladora. Todos os contos que ele acreditava ser invenções, na verdade são bem reais. As crianças com habilidades especiais realmente existem e Abraham foi uma delas. Millard Nulling, o garoto invisível; Emma Bloom, capaz de produzir fogo; Olive, a garotinha que consegue levitar; Hugh, que tem abelhar morando em sua barriga; Claire, a garotinha que tem a aparência de uma boneca e que tem uma boca atrás da cabeça, Horace, Fiona, Enoch, Bronwyn e tantas outras crianças peculiares! Todas elas são reais!

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Enquanto Jacob divide seu tempo na ilha entre as lamentações do pai e as crianças peculiares, ele começa a perceber que finalmente encontrou um lugar onde realmente se encaixa, mas a situação é complicada. Seu avô o alertou sobre um grande perigo e esse perigo está na ilha e pode custar a vida das crianças peculiares. Um inimigo bem conhecido está determinado a finalizar seu plano e para isso, muitos peculiares irão perder a vida. 

O livro mescla fantasia, aventura e um pouco do bizarro. As imagens que estão no livro reforçam essa visão mais peculiar da obra, que tem uma originalidade única. A forma como Ransom Riggs criou esse universo é esplêndida. Cada habilidade, cada detalhe inserido no texto tem uma riqueza ilimitada. Tanto os peculiares quanto os etéreos possuem características fascinantes e o enredo é muito bem construído.

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O conteúdo é bem original e consegue prender a atenção do leitor do começo ao fim. Até mesmo a superficialidade do relacionamento de Jacob com os pais é bem discutida, trazendo um grande peso no aspecto emocional do protagonista. O sentimento de isolamento, solidão e de “não pertencer” que se aprofunda com a morte de Abraham. 

É impossível falar de cada um dos peculiares em um único texto. Eles são tão complexos, tão cheios de nuances que encantam o leitor, do início ao fim. Seus medos e desejos são claros. O sentimento de isolamento, de enclausuramento depois de tanto tempo separados da sociedade é palpável.

“O orfanato da Srta Peregrine para crianças peculiares” não é uma obra apenas de fantasia. É uma obra que fala da condição humana, da necessidade de pertencer, de se conectar com outras pessoas. É uma obra que faz grande reflexão do comportamento humano, mas que faz isso em um mundo mágico, perfeitamente construído e arrebatador.

ISBN-13: 9788544102848
ISBN-10: 8544102840
Ano: 2015 / Páginas: 336
Idioma: português
Editora: LeYa
Skoob: clique aqui
Avaliação: 5/5

Carol Durães
Carol Durães

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