29setembro2016

[Resenha] O Coração da Esfinge – Deuses do Egito # 2 – Colleen Houck

 

o-coracao-da-esfinge-deuses-do-egito-2-colleen-houck-viaje-na-leituraSinopse – Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar. Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez. Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos. Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso. Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

CONTÊM SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO

No final do primeiro livro Amon e seus irmãos, com a ajuda de Lily e do doutor Oscar conseguiram completar o ritual e salvar a humanidade do deus Seth. Porém, depois que tudo acabou os príncipes voltaram para o limbo, o que deixou Lily arrasada. New York perdeu o brilho e ela não liga para a faculdade que irá cursar, deixando que seus pais tomem a rédea do seu destino mais uma vez. Lily decide passar os últimos meses antes de iniciar a Universidade com sua avó em Spring Lake, Iowa e assim que termina o ano letivo, viaja para lá.

“Eles não sabiam da minha experiência com Amon no Egito e de quanto isso havia me transformado. Eu mesma não sabia quanto tinha mudado até voltar para casa. Pensei que estariam evidentes no meu rosto toda a emoção, todo o trauma, toda a …morte, mas meus pais só notaram o cabelo”. (p. 13)

Enquanto Lily passa seus dias em um limbo emocional, Amon sofre horrores no mundo dos mortos. Ao decidir rebelar-se contra Anúbis e sua maldição, ele tenta escapar pelo mundo dos mortos, mas os perigos que estão lá são maiores do que se pode imaginar. Além disso, seu ato de rebelião pode alterar o equilíbrio que mantêm Seth aprisionado.

Em “O Coração da Esfinge” quem precisa cumprir uma missão é Lilly: ela precisa ir ao mundo dos mortos resgatar Amon e enfrentar diversos desafios no caminho. Anúbis vai pessoalmente em Iowa pedir ajuda da jovem:

“- Que generosidade! Bom, resumindo: eu preciso enganar o deus mais poderoso do Egito ou convencê-lo a me dar um lugar em sua barca, entrar no mundo dos mortos com uma corda enrolada na cintura e lutar contra monstros e demônios, inclusive um que deseja comer meu coração, tudo isso na esperança de ser capaz de me orientar num mundo cheio de armadilhas, localizar Amon e convencê-lo a voltar e retomar o trabalho que ele odeia, sem que nenhum de nós dois tenha uma morte permanente, É isso?” (p. 34)

Acontece que os vivos não podem entrar no mundo dos mortos e como grande sacrifício, Lilly precisa tentar se transformar em uma esfinge. Interessante que lá no primeiro livro, Amon já havia comentado que a jovem tinha o coração de esfinge:

“- No meu país, a esfinge em geral é representada como homem, mas os gregos acreditavam que a esfinge era fêmea: metade leoa, metade humana. Gosto mais dessa versão. Uma leoa tem coragem e inteligência. É uma caçadora que provê os filhos de comida. Todos os animais que ela caça têm potencial para matá-la, mas ela os caça mesmo assim, porque há outros seres que dependem dela. Ter um coração de esfinge significa ter um coração de leoa. Mas a esfinge é também uma protetora, uma defensora. Quando ela abre suas imensas asas, cria um vento poderoso que afugenta o mal”. (p. 86 – O Despertar do Príncipe – Livro 01).

Lilly vai contar com a ajuda do Doutor Oscar e dos príncipes Asten e Ashmose, que também precisarão enfrentar seus próprios medos e buscar a redenção. Diferentemente do primeiro livro, “O coração da esfinge” foca um pouco mais nos demais personagens, inclusive os deuses. Temos uma presença marcante de deuses como Anúbis, Ísis, Maat e Amon-Rá, que vão contando a sua perspectiva de algumas situações. Tia é uma nova personagem que também terá um papel determinante no desfecho da obra e causará um certo desequilíbrio na dinâmica dos demais personagens.

Esse segundo livro é sobre a jornada de Lilly e sua transformação em heroína. O problema é que Lilly ficou uma personagem bem chatinha nesse continuação, com seus contínuos questionamentos e falta de comprometimento com Amon. Amon também não apareceu muito e quando aparece está em sofrimento, o que fez falta, pois ele é carismático e consegue conquistar o leitor em poucos diálogos.

Fica claro que a autora quis dar uma chacoalhada na parte do romance e escolheu um caminho inusitado. À primeira vista, tudo está uma grande confusão, mas temos que esperar a conclusão dessa saga para descobrir o que irá acontecer com cada um dos personagens.

Em relação ao trabalho editorial a Arqueiro arrasou. A capa também é muito bonita e combina perfeitamente com a capa do primeiro livro.

ISBN-13: 9788580416060
ISBN-10: 858041606X
Ano: 2016
Páginas: 368
Idioma: português
Editora: Arqueiro
Skoob: clique aqui
Avaliação: 3/5

Confiram a resenha de O Despertar do Príncipe – Livro 01

Carol Durães
Carol Durães

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