09setembro2016

[Resenha] A Filha do Império – A Saga do Império – Livro 01- Raymond E. Feist

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Sinopse – Mara, a filha mais nova da poderosa Casa dos Acoma, estava destinada a uma vida de contemplação e paz. Mas quando seu pai e seu irmão são mortos, sua vida muda de um dia para outro. Apesar do sofrimento, cabe a ela a tarefa de vestir o manto da liderança e enfrentar as dificuldades e os inimigos implacáveis. Inexperiente na arte de governar, Mara terá de recorrer a toda a sua força e astúcia para sobreviver no Jogo do Conselho, recuperar a honra da Casa dos Acoma e assegurar o futuro de sua família. Mas quando percebe que os inimigos que quase aniquilaram a sua casa vão voltar a atacar com fúria renovada, Mara só tem uma dúvida: será que ela, apenas uma mulher, ainda quase menina, poderá vencer em um jogo perigoso no qual seu pai e seu irmão falharam?

Narrada em terceira pessoa, a trama se passa no império de Tsuranuanni, local com intensos conflitos políticos entre famílias. Mara não estava preparada para assumir a liderança da Casa dos Acoma. Na verdade, ela estava a momentos de integrar a Ordem de Lashima, a Deusa da Luz Interior quando a cerimônia foi interrompida para que ela se tornasse a Senhora.

“Não queria falar; era como se o silêncio pudesse esconder a verdade. Mas ela era uma tsurani – e uma Acoma. A covardia não mudara o passado, nem afastaria o mundo para sempre”. (p. 21)

Agora a protagonista tem a difícil tarefa de sustentar uma Casa inteira através de muita perspicácia. Mara vai percebendo que todos ao seu redor jogam habilmente o jogo mortal da política e das intrigas. A protagonista é uma personagem de apenas 17 anos de idade que se vê despreparada para esse novo mundo que precisa encarar. Porém, estar despreparada não significa que ela não tenha a capacidade de lidar com as situações, pois é muito inteligente e perspicaz. Claro que tantas responsabilidades a deixam temerosa de suas próprias habilidades, mas o leitor acompanha sua história entre seus erros e acertos e acaba se apaixonando por esse mundo fantástico criado por Raymond E. Feist & Janny Wurts.

“– Tenho de parabenizá-la, garota. Nos dois últimos anos mostrou aquilo que é capaz.
Mara piscou, sem saber ao certo se entendera suas intenções.
– Senhor, fiz apenas o necessário para vingar meu pai e meu irmão e preservar a existência de minha casa.
Almecho riu e a acidez de seu estado de espírito espantou os passarinhos que estavam nos topos das árvores.
– Senhora, o que você acha que é o Jogo, a não ser resistir enquanto se derruba os inimigos? Enquanto outros pairam sobre o Conselho Supremo tagarelando uns com os outros sobre esta e aquela aliança, você neutralizou seu segundo maior rival, transformando-o, praticamente, num aliado relutante, e destruiu seu mais poderoso inimigo. Se isso não é uma vitória de mestre no Jogo, nunca vi ninguém jogar”.

O livro inteiro é de tirar o fôlego. Com um enredo muito bem desenvolvido e personagens ambíguos, a trama é repleta de momentos que prendem a atenção do leitor e acontecimentos que beiram ao surreal. É uma visão nua e crua sobre maquinações políticas e o jogo do poder.

O trabalho editorial está impecável. Uma ótima diagramação, revisão e layout. A capa é magnífica e chama a atenção do leitor.

“Aquelas mãos balançando sem vida sob a grama úmida haviam guardado seu berço quando nascera; amparado alguns dos seus primeiros passos e a defenderam da morte no bosque…Naquele momento a perda pareceu-lhe mais importante do que qualquer poder conquistado no Jogo do Conselho”. (p. 417)

ISBN-13: 9788567296340
ISBN-10: 856729634X
Ano: 2015
Páginas: 464
Idioma: português
Editora: Saída de Emergência Brasil
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Avaliação: 4/5

Categorias:Parcerias, Resenhas
Carol Durães
Carol Durães

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