10agosto2016

[Resenha] O navio das noivas – Jojo Moyes


Sinopse – Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas.  Enquanto desbravam oceanos, os antigos amores e as promessas do passado parecem memórias distantes. Ao longo da viagem de seis semanas — apesar de permeada por medos, incertezas e esperanças — amizades são formadas, mistérios são revelados, destinos são selados e o felizes para sempre de outrora não é mais a garantia do futuro que foi planejado. Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho.

“O navio das noivas” é a nova obra da autora renomada Jojo Moyes. Dividida em prólogo e mais três partes, esse livro faz referência a uma parte importante da história, explicado pela própria autora em uma nota no livro:

“Em 1946, a Marinha Real entrou na última etapa do repatriamento de esposas do pós-guerra, aquelas mulheres e meninas que haviam se casado com oficiais ingleses em serviço no exterior. A maioria seguiu em navios para transporte de tropas ou em embarcações contratadas para essa missão específica. Em 2 de julho de 1946, no entanto, cerca de seiscentas e cinquenta e cinco esposas de guerra australianas embarcaram para uma viagem excepcional: a travessia no porta-aviões HMS Victorius para encontrar seus maridos ingleses. Elas tiveram a companhia de mais de mil e cem homens, além de dezenove aviões, em uma viagem que durou quase seis semanas. A esposa mais jovem tinha quinze anos. Pelo menos uma delas ficou viúva antes de chegar ao destino. Minha avó, Betty McKee, foi uma das felizardas que tiveram sua fé recompensada. Este livro de ficção, inspirado por essa viagem, é dedicado a ela e a todas aquelas esposas que tiveram coragem suficiente para acreditar em um futuro incerto do outro lado do mundo. (Jojo Moyes – Julho de 2004).”

O prólogo é narrado em primeira pessoa e se passa na Índia, no ano de 2002. Uma avó está viajando com a neta e quando se deparam com um estaleiro, ela começa a contar sua história.
A primeira parte começa na Austrália, no ano de 1946, quatro semanas antes do embarque. Maggie é uma jovem que vive em uma fazenda com o pai e seus irmãos. Com a perda recente da mãe, ela e sua tia Letty são as únicas mulheres do local, mas Maggie casou-se com Joe e irá embarcar em breve. A jovem está com receio da viagem, de abandonar tudo o que conhece e sua família, mas também está preocupada com a perspectiva de ser mãe em breve.
Conhecemos também Avice, uma jovem de 21 anos de idade, filha do maior fabricante de rádio de Melbourne. É uma jovem da alta sociedade, ambiciosa e elitista que para realizar os seus caprichos, casou-se rapidamente com Ian Stewart Radley.
Jean é uma jovem de 16 anos de idade e tem uma situação econômica precária. Não teve atenção e amor da mãe, não tem instrução e não sabe se portar de acordo com o que a sociedade espera dela. É jovem, destemida e brutalmente honesta, mas não tem a malícia necessária para sobreviver nesse mundo tão fechado que é o de ser esposa de soldado.
Frances MacKenzie é uma enfermeira que trabalha no Ariadne, o último navio de assistência hospitalar. Quieta, batalhadora e eficiente, existem cochichos nas suas costas que tornam seus dias no Ariadne sufocante. Graças a enfermeira chefe, Audrey Marshall, ela tem uma chance de recomeço ao embarcar no Victorius. Isso se ninguém reconhecê-la…
A segunda parte do livro é o embarque e as semanas que se sucedem a ele. A tripulação do HMS Victoria está coberta por um recente luto, principalmente o comandante Highfield, que não fica nada feliz em ver seu porta-aviões se tornar um navio cheio de frufrus e mulheres. Ainda mais que a sua tripulação está há muito tempo no mar. O receio de confusões a bordo e desrespeito as leis começa no próprio embarque e as quase seis semanas de viagem se tornam inesquecíveis para muitas dessas mulheres.
Maggie, Avice, Jean e Frances acabam dividindo uma cabine e essas quatro mulheres, de origens diferentes e personalidades contrastantes terão que aprender a conviver para passar por essa viagens. Falta de água, calor excessivo, crimes e violência, um médico alcoólatra, uma tripulação problemática e muito mais são abordados nessa parte do livro.
Outros personagens, como o fuzileiro naval Henry Nicol e o mecânico Dennis Tims, ganham destaque. Nicol tem uma bagagem emocional grande e está lidando com o fato de que sua família seguiu em frente. Entorpecido pela guerra, ele está tendo problemas para voltar à civilização. 
A terceira e última parte da obra está relacionada ao prólogo, onde temos a revelação da identidade da avó e a conclusão da obra.
“O navio das noivas” é uma ficção, mas com personagens tão reais e uma trama de fundo tão emocionante que é impossível o leitor não imaginar essas mulheres, suas dores, seus temores e suas conquistas.
Em relação à revisão, diagramação e layout, a Editora Intrínseca realizou um ótimo trabalho. A capa é delicada e combina perfeitamente com a trama.
ISBN-13: 9788580579956
ISBN-10: 8580579953
Ano: 2016
Páginas: 384
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
Skoob: clique aqui
Avaliação: 5/5 

Categorias:Outros
Thaís Turesso

veja também os relacionados:

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *