13fevereiro2014

Viaje na Entrevista: Gisella Depinné Poffo

Olá viajantes!
Vocês já conhecem o livro “O Diário de Gisella”? Falei dele aqui e postei resenha. Como muitos me questionaram a respeito do livro e como foi que a autora escreveu, entrei em contato com a autora e ela muito atenciosa e simpática, me respondeu prontamente. Vamos conferir?

1. Quais foram suas motivações e/ou inspirações para escrever O Diário de Gisella? Você já tinha idealizado o livro antes de viajar? Saberia que iria escrevê-lo no formato de diário contando suas experiências?
Ao viajar para os EUA, comecei a escrever meu diário como muitas AuPairs fazem. Ao notar que não existiam livros que falasse sobre o assunto, achei interessante escrever em forma de diário e publicar para ajudar a todos. Não tinha ideia que seria em forma de diário. Apenas fui escrevendo e guardando o que eu sentia dia após dia.
2. Para você, como foi desenvolver esse diário dia a dia e finalizá-lo? 
Foi uma experiência diferente. Eu não ficava um dia sem escrever e fui muito persistente para não desistir. Depois de algum tempo, olhar para trás e ver todo o processo e que ele ia ganhando forma foi me incentivando a finalizar.
3. O que quis transmitir com esse livro? O que ele trouxe de especial para sua vida?
Eu quis transmitir informação e ensinamentos através do amor e da paciência. Quis ajudar a todas as pessoas que nunca viajaram para fora do país como eu, como era e o que os esperava lá fora. Quis facilitar as coisas e mostrar que nem sempre é tão complicado quanto parece. Acima de tudo, quis transmitir que não importa o que acontece, você sempre aprende algo bom.
Esse livro me trouxe lembranças. Trouxe recordações que nem eu mesma lembrava e hoje guardo comigo. Trouxe também sabedoria. Conforme eu ia lendo e escrevendo, muitas percepções sobre o que acontecia comigo iam mudando durante a viagem.

4. Como é morar em outro país vivendo como Au Pair? Você pensou em algum momento em desistir do programa?
Sair de casa não é fácil, quem dera para outro país. Morar nos EUA foi muito bom, pois aprendi coisas inexplicáveis e fiz amigos para uma vida toda. Morei com uma família muito diferente (pais dos filhos). Pensei em desistir muitas vezes do programa por conta dos pais, mas segui em frente. Acho importante ressaltar que todos passam por problemas e dificuldades, mas precisamos seguir em frente.
5. Durante a leitura do seu livro o leitor pode observar seus sentimentos, dúvidas e receios. Como foi passar tudo isso para o papel? 
Acredito que consegui transmitir essas emoções, pois escrevi o que estava sentindo e sem medo do que as pessoas que iriam ler poderiam pensar. Apenas escrevi do fundo do meu coração o que estava sentindo. Muitas vezes repetitivo, mas verdadeiro. Tentei ser a mais sincera possível sem esconder ou pular fatos.
6. Como o livro foi desenvolvido? Você escrevia todos os dias?
Eu escrevi todos os dias. Todos os 365 dias do ano. Mesmo nas férias e mesmo nas viagens. Como comentei anteriormente, o livro apenas seria interessante se fosse real e se eu passasse o que estava sentindo para o papel. E foi assim. Tive dias maravilhosos e dias em que eu queria voltar. Como o programa acontece na maioria das vezes com duração de um ano, resolvi separar o livro em 12 capítulos (que dividem os 12 meses), para as pessoas que estão lendo, elas podem ter um entendimento mais específico dos dias que eu participei do programa.
7. Quais seus livros favoritos? E por quê?
O Código da Vinci, A Cabana, Marley, todos da Zibia Gasparetto e Augusto Cury. Eu gosto de ler todas as coisas e “coisas” diferentes. Sempre procuro o que me interessa, sejam histórias de vida ou ficção.
Adoro ler livros que me façam imaginar como seriam os personagens e os lugares. Acredito que o mais interessante da leitura seja isso, você poder criar tudo isso sem se preocupar com estereótipos, cores, nacionalidade ou se algo está fora do padrão ou não. A Cabana foi um livro que mexeu muito comigo nesse aspecto.

8. Pretende continuar escrevendo, se sim, que gênero?

Gostei muito de escrever uma experiência que eu vivi. Pensei em escrever
outras histórias que eu vivenciei, algumas que nem foram minhas mas
ainda estou estudando essa possibilidade. Por enquanto ainda estou me
focando nesse projeto atual que acabou de “nascer” e preciso estar
focada nele.

9. Como vive atualmente e como o livro se encaixa na sua rotina?
Eu moro em São Paulo desde que voltei dos EUA. O inglês me abriu muitas portas e hoje não saberia viver mais sem isso. O livro é meu “xodó”. Cuido dele todos os dias um pouco no meu tempo livre. No final do dia ou pela manhã faço tudo o que é relacionado a ele. Ele está pronto, mas temos sempre o que fazer.

10. O que recomendaria para quem quer escrever um livro?
Calma e persistência. A mesma que você precisa ter para terminar uma faculdade, cuidar de uma criança. O importante é nunca desistir, calma pois é um projeto longo. Não tem como escrever um livro de um dia para o outro, apenas escreva e um dia, de repente, ele estará pronto.
Obrigada Gisella por aceitar ceder esta entrevista, com certeza muitas garotas se sentirão confiantes a enfrentar os obstáculos e quem sabe vivenciarem uma experiência como a sua.

Se você quiser saber mais sobre o livro, acesse as redes da autora:
Site | Facebook

O livro está disponível no site da autora e também na Amazon!

Até mais!

Categorias:Outros
Thaís Turesso

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